<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102</id><updated>2012-03-11T17:26:10.204-03:00</updated><category term='A'/><title type='text'>desentupidor cultural</title><subtitle type='html'>Essa é a segunda versão do meu blog (já que a primeira eu perdi a senha.)

Em nosso mundo contemporâneo a cultura nunca foi de tão livre, diversificado e irrestrito acesso quanto hoje em dia. Porém o mundo está cada vez mais ignorante. Por que será? Talvez esteja entupida.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>154</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-5467452438019852472</id><published>2012-03-11T06:32:00.001-03:00</published><updated>2012-03-11T17:26:10.216-03:00</updated><title type='text'>Solitária</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;- Minhas costas doem...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;- Onde você vai?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;- Acho que vou para o outro quarto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há outro quarto. Essa situação há de passar. Essa situação há de passar. Há de passar... Sei que é difícil de entender, e não há mesmo quem entenda. Já não sei se quero alguma coisa. Já não sei se quero algo... É muito difícil de explicar, muito difícil de explicar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como você pode transar comigo dessa forma... e reter no olhar toda a situação do seu marido? Da vida dele... É esquisito não poder raciocinar ante esse azul cor do mundo. E eu não queria, eu não desejava ser esse fracote, velho, de pele enrugada, olhos inteligentes e esvaecidos... A sua pele é tão jovem... Você deve ter algum problema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje me levaram para o médico. Não me alimento há três dias. Estou definhando. O barulho deste lugar é estrondoso. As palavras entram pelos meus poros, as frases são desconexas. Estou tendo que aturar um mantra ruim. Todo mantra forçado é ruim. Queria que a audição me faltasse. Queria que meus companheiros desaparecessem. O que eu estou fazendo aqui, meu Deus?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1Qz-lGjoTM8/T1xw2zJo_vI/AAAAAAAABTg/mSebvaTzTFU/s1600/arizona.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" src="http://1.bp.blogspot.com/-1Qz-lGjoTM8/T1xw2zJo_vI/AAAAAAAABTg/mSebvaTzTFU/s200/arizona.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Jack, você já tomou o seu remédio para as dores nas costas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O telefone esta tocando, querida, depois eu tomo. Essa dor não vai passar em um dia...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Oi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É você de novo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sou...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Já disse que não posso mais com você, não tenho energia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você tem sim, e muita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você tem um marido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É por isso que estou te ligando. É tudo um experimento. Vai dar certo se eu acreditar e entender, e te encontrar, vai dar certo assim... preciso compreender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Um minuto, vou ter que desligar, meu remédio está no outro quarto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O médico me receitou um analgésico para eu não sentir fome. Um homem morreu na minha frente. Eu penso em morrer também. Aqui é tão fácil morrer que não consigo... Sonho que já estou morto, que a vida é dos pássaros que às vezes anxergo em meus devaneios sonâmbulos. Já nem sei se quero sair daqui. É claro que quero sair daqui, mas não sinto mais. É quando olho nos olhos azuis de minha mulher. Sei que há algo ali que não consigo revelar. E quando ela chorou foi de indefinição, quando eu disse que me enforcaria se tivesse espaço. Naquele dia escuro pra mim, só pra mim... Mas não sei dizer se foi de raiva que ela olhou, ou foi um choro de amor, ou uma lágrima fútil que escorreu pelos ladrilhos de sua face. Difícil identificar os sentimentos de uma mulher, ainda mais vendo-a da minha perspectiva. Neste momento alguém apagou a luz...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não se vou conseguir resolver seu caso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como assim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É sério. Não há dados suficientes. Mas posso conseguir alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- (Vou conseguir de novo sua mulher, que merda...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como é? Que olhar parado é esse?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, só estava pensando comigo mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Também não me importa mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Deixe se ser bobo cara, nós vamos continuar tentando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe o que é alucinar sem alucinar? Sabe o que é se drogar sem se drogar? Quando vi aquele homem morrer foi como se meu corpo todo sorvesse a situação. E se eu quisesse que existisse um duende naquele recinto, naquele momento, eu o encontraria. A realidade não é mística. A realidade é circunstancial. Você sente o que &amp;nbsp;precisa sentir em determinado momento. E os respingos de sangue na minha cara, vindos do morto assassinado, eram como suco de uva em mim. Quando você chega a este ponto, não há nada mais a declarar. Você está mais morto que ele. Você só alucina sem parar. Sua vida torna-se um outro plano, entende?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0FZ2IFJsr7Q/T1xxAXLXN9I/AAAAAAAABTo/B_ivS5pbYhU/s1600/arizona+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" src="http://4.bp.blogspot.com/-0FZ2IFJsr7Q/T1xxAXLXN9I/AAAAAAAABTo/B_ivS5pbYhU/s200/arizona+1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Amor, porque você não come mais?&amp;nbsp;&amp;nbsp;Está com dor nas costas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu nunca tive dor nas costas, mulher. Minha dor é na alma, o que você está falando?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Desculpe... me confundi...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma lágrima escorreu dos olhos azuis de ladrilho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que trocaria minha profissão por qualquer outra. Seria um lixeiro. Seria um mendigo, um pária, um funcionário do correio, um médico de plantão. Não sei o que me deu quando fui escolher isso. Acho que foi o incenso que minha mãe insistia em acender todos os dias. A fumaça. A fumaça da terra nos mata aos poucos. &amp;nbsp;E minha mulher não merece. Ela é tão velha, mas tão generosa. Dá pena de ser quem eu sou. Me sinto cada vez mais enjaulado nesta minha situação de merda. Há vários tipos de prisões. Acho que vou para o outro quarto. O telefone está tocando de novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não posso te encontrar. Vamos resolver os assuntos pelo telefone.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Porquê você faz isso comigo, eu sei que você gosta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Esta não é a questão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você sabe qual é a questão. Isso me ajuda a entender meu marido, e a me entender, e se me faz bem e vai livrá-lo então é bom e correto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazer sexo com ele é maravilhoso... É como cair nua numa cesta de rosas. Eu sei que ninguém pode saber. Ele já me disse, já me alertou. Mas como impedir que os olhos não falem? Eu só sei que não estou trabalhando para isso. Trabalhando para ser a mulher que Deus me quis. E tenho visitado meu marido por muito tempo, dias. Não que eu não acredite que ele não conseguirá sair. Nem penso nisso. Para falar a verdade acredito que a traição vai trazê-lo de volta. Será como um imã numa geladeira. Será o paradoxo da liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje me aplicaram uma injeção. E depois fui comer. Não há nada pior que isso. E de quebra esbarrei num sujeito mau. Um sujeito que conheci há muitos anos. Negro e forte, mas magro. Aqueles falsos magros, definidos, que adquirem força através de suas precariedades sociais e financeiras. Ele tocava guitarra mal, mas fazia umas versões interessantes de músicas do Jimmy Hendrix. Eram boas, mas eu uma vez quis elogiá-lo e ele me disse: - Vou te matar um dia. Isso me deu um frio na espinha, porque os negros norte-americanos geralmente cumprem o seu dever. Não consegui comer de novo. Não por causa disso. Isso foi há muito tempo atrás, não tem mais importância morrer. Acho que não terei espaço de novo parar amarrar uma corda na solitária. A corda está em meus sonhos ainda. Ainda bem, será?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Seu marido vai me matar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Huh?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu sei que você contou para ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não contei, juro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Seus olhos são jornais, doçura. É fácil enxergar o seu outro mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- .......&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Consegui o que queríamos tanto. Sou bom no que faço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não sei se isso é bom ou ruim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como assim? Não é a causa de suas lágrimas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, é a causa do meu sexo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Felizmente saí. Já não aguentava o burburinho, o eterno balbuciar, as palavras assolando, queimando devagarinho minha carne interna. Graças a Deus. Mas uma coisa é certa. Não mudei. Vou ser o que sempre fui. Mas não vou voltar pra cá. Nunca fui bandido. &amp;nbsp;Estão me conduzindo. No corredor vejo o homem que assassinou o outro, e o que um dia me jurou de morte, uma morte sem finalidade, besta. Sinto que seus cérebros cospem em minha cara. Estamos chegando ao portão. Como faz calor aqui no Arizona. Será que vão me largar no deserto? Não existe carne sem areia, não existe areia sem alucinação. O que será a verdade? Minha mulher está lá, veio em minha espera. Meu advogado também. Estou livre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-G2SZATFXCno/T1xxNAF213I/AAAAAAAABTw/664J1LPdyus/s1600/arizona+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" src="http://3.bp.blogspot.com/-G2SZATFXCno/T1xxNAF213I/AAAAAAAABTw/664J1LPdyus/s200/arizona+2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-5467452438019852472?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/5467452438019852472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=5467452438019852472&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5467452438019852472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5467452438019852472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/03/solitaria.html' title='Solitária'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1Qz-lGjoTM8/T1xw2zJo_vI/AAAAAAAABTg/mSebvaTzTFU/s72-c/arizona.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-4205887827210555471</id><published>2012-03-10T05:28:00.000-03:00</published><updated>2012-03-10T05:28:39.569-03:00</updated><title type='text'>Escritos de Pão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste momento em que minha alma está vazia, sinto que preciso escrever. Eu só escrevo de alma vazia. Se minha alma estivesse cheia provavelmente eu estaria ganhando rios de dinheiro em algum mercado qualquer. Não estou fazendo apologia à idiotice. De jeito nenhum, pois só os incríveis conseguem ter a alma vazia. Somos como vasos de plantas sem plantas. Um dia jogamos uma semente pra dentro e olha aí!, nasce uma rosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também não estou me explicando por ser politicamente correto. Não o sou. Tenho vergonha de quem é. Esse mundo tá chato demais. Tem muita gente pedindo desculpas pelas coisas que nem fazem. Mas também não sou nenhum louco fazendo, escrevendo, compondo coisas à toa. Eu componho e escrevo de alma vazia. Simplesmente porque pra tocar alguma coisa na minha rádio interna, pra que a minha antena capte algo, é preciso que eu esteja desapegado de rótulos e preconceitos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dZplxnqK44s/T1sP8FcC8KI/AAAAAAAABTA/Afo8ejeSu70/s1600/pao1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://2.bp.blogspot.com/-dZplxnqK44s/T1sP8FcC8KI/AAAAAAAABTA/Afo8ejeSu70/s200/pao1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre que sento para fazer uma música eu a faço puro. Nada sei sobre o que irá acontecer. Eu simplesmente toco qualquer coisa e o mundo se abre para mim - ou não. Quando não abre eu entendo que não é hora. Pois há hora para tudo, até para não se ter a alma vazia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando digo alma vazia, quero dizer muitas coisas. Não significa tristeza, mas é triste. Não significa alegria, mas é alegria. Não significa bondade, mas é. Não significa inspiração, nem significa falta. Não significa que estou pensando, mas estou. Alma vazia significa abertura e fechamento. Significa a dor que eu possuo e é ruim, mas se não a possuísse quem talvez seria eu? Um idiota? Um torturador? Possuiria a dor do outro? Eu quero ser dono da minha dor. Pois só eu a entendo. Não reclamo, nem a aceito. Não luto, nem fujo. Simplesmente sento aqui e escrevo a maior babaquice que passar pela minha cabeça. E vocês, que me lêem, devo lembrá-los, estão lendo babaquices estreladas. (risos)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rU0URerW1MI/T1sQSqZYgCI/AAAAAAAABTI/WQhtOU2ntqY/s1600/pao+relogio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-rU0URerW1MI/T1sQSqZYgCI/AAAAAAAABTI/WQhtOU2ntqY/s200/pao+relogio.jpg" width="190" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente um relógio interno me avisa: é chegada a hora. E aí eu escrevo, ou faço música. Música é sempre muito complicado. É bem mais difícil fazer uma música do que qualquer outra coisa. Música é fisiológica. É que nem fazer suas necessidades. Sua merda é sempre abstrata. E você não a comanda, nunca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também não é mística como alguns pensam. Não é uma "onda" que me coloca em contato com o "astral" de antigas civilizações, ou com o "universo", ou com planos quiméricos quaisquer que sejam. Isso tudo é bobagem. &amp;nbsp;A arte sempre vem de experiências que você pega e transforma em idéia. Apenas que, a música não é palpável. Ela é irreal. Ela é totalmente abstrata. É como o amor: não há explicação para o gostar. São reações químicas que vão fazer aquela melodia te levar a um orgasmo qualquer. São ligações neurológicas manifestadas através do som.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já as outras artes, talvez com exceção da pintura, vêm de idéias que precisam ser entendidas. Vêm do entendimento, e não da comunicação. Que são coisas diferentes, embora relacionadas. Música não precisa comunicar, não precisa ser entendida. Ela esta no vento, no sacolejar das folhas das árvores, no som que sai de uma garrafa, no espaço. Se tocar sua alma, te preenche, e aí você não está mais vazio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FQSbIjU_CLM/T1sQbhn3JBI/AAAAAAAABTQ/U8W25fNIYnM/s1600/pao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="105" src="http://4.bp.blogspot.com/-FQSbIjU_CLM/T1sQbhn3JBI/AAAAAAAABTQ/U8W25fNIYnM/s200/pao.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu escrevo, sento aqui sem a expectativa de encontrar. Não sei o que vou dizer, na maioria das vezes Apenas digo. E quando digo me preencho. E espero preencher alguém. Há uma mágica feita de trigo nas letras, há uma substância que se transforma e estica, e que enfim vira massa de pão. Há o glúten da Vida. Daí você assa a idéia e espera o tempo certo de tirar do forno, e comê-la. O momento de finalizar o texto é sempre o momento crucial. Onde reside a incógnita do mundo. Se passar queima, se tirar muito rápido fica crua a massa. Não é assim em tudo?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um momento... &amp;nbsp;Hummmm... É chegada a hora, beijos e boa noite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-P5HX4OPnziM/T1sQmgVRPBI/AAAAAAAABTY/-oR1MPR9oLE/s1600/pao2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="117" src="http://1.bp.blogspot.com/-P5HX4OPnziM/T1sQmgVRPBI/AAAAAAAABTY/-oR1MPR9oLE/s200/pao2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-4205887827210555471?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/4205887827210555471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=4205887827210555471&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/4205887827210555471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/4205887827210555471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/03/escritos-de-pao.html' title='Escritos de Pão'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dZplxnqK44s/T1sP8FcC8KI/AAAAAAAABTA/Afo8ejeSu70/s72-c/pao1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-3646899423654172406</id><published>2012-03-07T09:19:00.000-03:00</published><updated>2012-03-07T09:19:39.283-03:00</updated><title type='text'>Poema de Areia</title><content type='html'>Manhãs mal dormidas&lt;br /&gt;são noites partidas.&lt;br /&gt;Quando se vê já se foram&lt;br /&gt;embora com a vida.&lt;br /&gt;Nos sapatos das pessoas.&lt;br /&gt;Nas grandes avenidas.&lt;br /&gt;Nos sonhos dos trânsitos,&lt;br /&gt;sonhos de letargia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde se esconde a noite?&lt;br /&gt;-- Nos bolsos das meninas.&lt;br /&gt;Onde se escondem as luzes dos postes?&lt;br /&gt;-- Nas peles de parafina.&lt;br /&gt;Onde se escondem os amores&lt;br /&gt;quando se acorda na areia da cama vazia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iUCdWqJvnOc/T1dSFILilII/AAAAAAAABS4/-v1tDKY2E2g/s1600/areia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-iUCdWqJvnOc/T1dSFILilII/AAAAAAAABS4/-v1tDKY2E2g/s1600/areia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-3646899423654172406?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/3646899423654172406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=3646899423654172406&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/3646899423654172406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/3646899423654172406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/03/poema-de-areia.html' title='Poema de Areia'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-iUCdWqJvnOc/T1dSFILilII/AAAAAAAABS4/-v1tDKY2E2g/s72-c/areia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-8639590011773065694</id><published>2012-03-04T11:01:00.000-03:00</published><updated>2012-03-04T11:01:48.342-03:00</updated><title type='text'>Poema fundo</title><content type='html'>Se eu pudesse, ai se eu pudesse...&lt;br /&gt;Te daria todo o mundo&lt;br /&gt;Mas só posso dar-te um grão de areia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E deste mundo agreste&lt;br /&gt;Onde não há fores nem abelhas&lt;br /&gt;Se eu pudesse inverteria as estações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformaria deserto&lt;br /&gt;Em matas verdes, fauna, rios e monções&lt;br /&gt;Inventaria jardins de pérolas em mares violetas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Largaria minhas mãos aos ventos&lt;br /&gt;Desinventaria &amp;nbsp;tormentas e canhões&lt;br /&gt;Regaria de ouro a aura cinzenta que me arde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria, eu, um pássaro a vigiar o meu país&lt;br /&gt;Mas me faltam asas e só sei cair como a tarde...&lt;br /&gt;...e a me olhar, a Lua escorre por minhas mãos seus grãos de areia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;amp; &amp;amp; &amp;amp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Quantas rachaduras tem minha alma?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Ai, se eu eu pudesse colar-me...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Cola de farinha&amp;nbsp;serviria?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Poderiam meus opostos reatar-me?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Colar minhas tristezas em minhas alegrias&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;seria uma descoberta merecida --&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Colar, por fim, minhas mortes em minhas vidas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;amp; &amp;amp; &amp;amp; &amp;amp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uBJgJnd3sAY/T1N1fKrd1zI/AAAAAAAABSw/n4KUpLSsIno/s1600/cola+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-uBJgJnd3sAY/T1N1fKrd1zI/AAAAAAAABSw/n4KUpLSsIno/s200/cola+1.jpg" width="175" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-8639590011773065694?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/8639590011773065694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=8639590011773065694&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/8639590011773065694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/8639590011773065694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/03/poema-fundo.html' title='Poema fundo'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-uBJgJnd3sAY/T1N1fKrd1zI/AAAAAAAABSw/n4KUpLSsIno/s72-c/cola+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-2612716245818985627</id><published>2012-03-03T06:13:00.002-03:00</published><updated>2012-03-04T05:55:04.056-03:00</updated><title type='text'>POESIA DE ISRAEL</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há algum considerável tempo atrás, eu encontrei num sebo, um livro que pra mim é uma relíquia. É um livro de poemas de autores judeus, a maioria do início do século XX até seus meados. Por isso mesmo sobreviventes de uma época dramática para o mundo, mas especialmente para eles, sobreviventes da primeira guerra, dos pogrons, e alguns da mais que terrível segunda guerra mundial, e suas perseguições.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São poemas pungentes de dor, na sua maioria. &amp;nbsp;Porém contendo a antiga sabedoria que os judeus possuem. Por ainda existirem e sobreviverem como um só povo, é uma sabedoria que traz a amargura de tempos inexplicáveis, atrocidades, amores antigos, fantasias reais, mãos que acariciam, e olhos que pedem em meio à escuridão. Porém é sabedoria de tocar à frente e sobrepujar as mazelas. De se saber sofredor, mas não sê-lo. De nunca aceitar o mal...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, com certeza, menos valeria este livro se a tradução do mesmo não fosse da grande Cecília Meireles, que soube como ninguém adentrar, e retirar dos versos, a dor e a poesia tão penetrantes, às vezes como faca na alma. Sinto o quanto ela deve ter sofrido ao traduzi-lo. E ainda, de brinde, possui desenhos de Portinari.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro é grande, portanto fiz uma seleção dos poemas que eu mais gosto aqui, e os estou publicando, dando os devidos créditos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca publico nada que não seja meu neste blog, porém é um livro raro que vale a pena ser lido, nem que apenas um pedaço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-o06RAn4-KQo/T1HgL7q3SmI/AAAAAAAABSg/Mwu4YqQmDa4/s1600/poesia+de+israel.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-o06RAn4-KQo/T1HgL7q3SmI/AAAAAAAABSg/Mwu4YqQmDa4/s200/poesia+de+israel.jpg" width="137" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O MURO DAS LAMENTAÇÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Na alta colina há um velho muro de pé,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;todo cheio de fendas, de onde sai a erva grossa.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Mas sua força está íntegra,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;no coração forte das pedras.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diante desse velho muro há velhinhos curvados:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;inclinam-se rezam, choram;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;contam seus lutos e redizem às pedras&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;seu sofrimento ainda recente e vinte vezes secular.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E da extrema altura, sobre o muro arruinado&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;nascem raios de sol dourados de piedade;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;e o Deus que desce aonde descem essas luzes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;consola ao mesmo tempo os velhinhos e as pedras.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Cohen, Iacov (1881 - 1961)&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;* * *&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;COMO MATAR?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Eu, criança sensível&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;que abria a janela diante de uma mosca transida de frio,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;que ajudava a formiga em seu trabalho,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;suprimir uma vida?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;erguer um sabre?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Meu Deus, meu Deus,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;e que faria do judeu que há em mim?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Meu Deus, meu Deus,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;talvez te hajas emganado.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Estarás enganado. talvez.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Exterminarei para sempre&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;as preces de desespero,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;matarei as profecias da morte.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;E pela minha vida santificarei&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;o Nome de Nosso Senhor;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;não pela minha morte.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Hameiri, Avigdor (1886)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;* * *&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;NEM TUDO É TÃO SIMPLES&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Nem tudo é tão simples, pelo pátio das casas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;As janelas encaram, dentro do acontecido.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Nas frias construções, no árido pavimento,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;cada hora está gravada: cada hora que passa.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Nem tudo é tão simples, entre as quatro paredes:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;há qualquer coisa na atitude das estantes,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;e a pesada cortina, e o leito que se arruma&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;curvam-se a um jugo, a um peso de conhecimento.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;E em toda a casa são as escadas sombrias.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Por elas descem de manhã, sobem à noite&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;criaturas caladas, que fecham suas portas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Minha alma por elas sofre, minha alma por elas reza.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Chalom Chin (1905)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;DOS CANTOS DO RIO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(O rio canta para a pedra.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Beijei a pedra em seu sonho gelado,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;porque eu sou o cântico e ela, o silêncio,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;porque ela é o enigma e eu quem o propõe,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;porque ambos fomos talhados da mesma eternidade.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Beijei a pedra, sua carne solitária,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;ela é jura de fidelidade e eu o infiel.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Eu sou o efêmero e ela o permanente,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;ela, o segredo da criação, - eu, sua revelação.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;E eu vi que tocava no coração do mistério:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;eu sou o poeta e ela é o universo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Goldberg, Lea (1911)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;NA ESCURIDÃO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Se me mostram um seixo e eu digo seixo eles dizem seixo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;se me mostram uma árvore e eu digo árvore eles dizem árvore&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;mas se me mostram sangue e eu digo sangue eles dizem cor.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;SE ME MOSTRAM SANGUE E EU DIGO SANGUE ELES DIZEM COR.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O DIA INTEIRO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Meu Senhor,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;caminhei o dia inteiro para ver a tua face.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Os ventos fortes cortaram-me o rosto e os joelhos&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;os fortes ventos combateram meus passos&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;os ventos fortes apagaram as luzes dos meus olhos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Meu Senhor,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;caminhei o dia inteiro para ver a tua face.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Por tua força caminhei:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;a cada passo pensava em teu nome.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;A cada passo afogava teu nome&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;nos rochedos, na lama, na areia.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;De caule em caule.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;De poste em poste.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Eu sabia que te veria vivo,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;pois não morrerás nunca&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;não morrerás&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;não!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Pois tu és o supremo Senhor da tribo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Meu Senhor,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;caminhei o dia inteiro para ver a dua face,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;e encontrei-te escravo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Guilboa, Amir (1917)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;SEPARAÇÃO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Um dia, estando entre nós dois o Atlântico,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;senti a tua mão na minha;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Agora, tendo a tua mão na minha,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;sinto entre nós dois o Atlântico.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Zangwill, Israel (1864 - 1929)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;DE TODOS OS VAZIOS . . .&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;De todos os vazios entre os tempos,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;de todas as distâncias entre as filas de soldados,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;das brechas do tapume,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;das portas que fechamos mal,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;das mãos que não juntamos bem,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;do vazio entre os nossos corpos que não apertamos um contra o outro --&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;nasce uma extensão vasta que se desdobra,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;uma planície, um deserto,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;por onde nossa alma irá sem esperança, depois da morte.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Amikhai, Iehuda (1924)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;OÁSIS&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Como uma pluma de fumaça&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;repousando em meus lábios&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;como à flor d'água&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;sobre os peixes dos meus olhos&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;lavarei meus cabelos na noite&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;e meu corpo na auréola da lua&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;descerei do meu deserto&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;para o oásis das tuas mãos&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Chani, Rina (1937)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-UPqWJcwSBm8/T1Hgkr3xBqI/AAAAAAAABSo/JfrmdRcbBfQ/s1600/poesia+de+israel2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-UPqWJcwSBm8/T1Hgkr3xBqI/AAAAAAAABSo/JfrmdRcbBfQ/s1600/poesia+de+israel2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-2612716245818985627?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/2612716245818985627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=2612716245818985627&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2612716245818985627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2612716245818985627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/03/poesia-de-israel.html' title='POESIA DE ISRAEL'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-o06RAn4-KQo/T1HgL7q3SmI/AAAAAAAABSg/Mwu4YqQmDa4/s72-c/poesia+de+israel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-2387676963985443975</id><published>2012-02-28T20:22:00.000-03:00</published><updated>2012-02-28T20:22:15.082-03:00</updated><title type='text'>Poema de Álbum</title><content type='html'>Da velha foto de família &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;br /&gt;Num álbum velho encontrada&lt;br /&gt;Numa página, por anos e anos&lt;br /&gt;Totalmente esquecida&lt;br /&gt;Os descaminhos e desenganos&lt;br /&gt;De uma família amarelecida&lt;br /&gt;Quantas lágrimas vertidas?&lt;br /&gt;Águas tênues entre tapetes&lt;br /&gt;Peças persas feitas cortinas&lt;br /&gt;Penduradas no tempo destes&lt;br /&gt;Que outrora me olhariam&lt;br /&gt;Como filho pródigo e protegido&lt;br /&gt;Dotado de seus restos de vida&lt;br /&gt;A família foi represada&lt;br /&gt;Suas margens proibidas&lt;br /&gt;Por povos autoritários&lt;br /&gt;Por olhos que chicoteavam&lt;br /&gt;Seus olhos metralhados&lt;br /&gt;Por mãos psicopatas&lt;br /&gt;Pelo meio veio a guerra&lt;br /&gt;A era dos seres coitados&lt;br /&gt;Depois da hora dita certa&lt;br /&gt;Mortos foram todos fuzilados&lt;br /&gt;Assim como conto com referência&lt;br /&gt;Por serem judeus infestados&lt;br /&gt;Minha família pereceu nos muros&lt;br /&gt;Ou nas covas dos enjeitados&lt;br /&gt;Seus dedos de ouro&lt;br /&gt;Foram todos decepados&lt;br /&gt;Seus semblantes brancos e todos&lt;br /&gt;Com o lodo misturados&lt;br /&gt;Não há pior destino&lt;br /&gt;Que a frieza da cova&lt;br /&gt;Antes que surja a morte&lt;br /&gt;Pagar o valor da cota&lt;br /&gt;Eram brancos de neve&lt;br /&gt;Ou de pavor ou de guerra&lt;br /&gt;Eram brancos de humanos que eram&lt;br /&gt;Como os "pródigos" pardieiros&lt;br /&gt;Seus iguais da terra&lt;br /&gt;Apenas sobrou meu bisavô&lt;br /&gt;De olhos azuis e alma também&lt;br /&gt;Que por ter lutado lutas inglórias&lt;br /&gt;Sem ser escolhido por si&lt;br /&gt;Mas por qualquer outro alguém&lt;br /&gt;Fugiu depois de dez anos&lt;br /&gt;Ter empunhado uma carabina vermelha&lt;br /&gt;À terra dos mares além&lt;br /&gt;À cidade das sereias&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, grato e brasileiro&lt;br /&gt;Onde as luzes não eram bombardeiros&lt;br /&gt;Mas sim batuques e candeias&lt;br /&gt;Cidade de lua amarela que não cai na cabeça&lt;br /&gt;Apenas traça uma reta&lt;br /&gt;Num mar de maré cheia&lt;br /&gt;Essa é a história correta&lt;br /&gt;De minha doce família&lt;br /&gt;Nem um pouco incerta nas dores&lt;br /&gt;História de &amp;nbsp;amores e guerras&lt;br /&gt;Navios e carabinas e símbolos vermelhos&lt;br /&gt;História não escolhida, apenas aceita&lt;br /&gt;Pelos que nascem com correntes no destino&lt;br /&gt;Sorte dos que têm o direito&lt;br /&gt;De traçar suas metas&lt;br /&gt;E de preencher os seus álbuns cheios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-H3_wWLRyj64/T01gL9iZOrI/AAAAAAAABSY/ajSPyA_LLzE/s1600/album.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="153" src="http://4.bp.blogspot.com/-H3_wWLRyj64/T01gL9iZOrI/AAAAAAAABSY/ajSPyA_LLzE/s200/album.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-2387676963985443975?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/2387676963985443975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=2387676963985443975&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2387676963985443975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2387676963985443975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/02/poema-de-album.html' title='Poema de Álbum'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-H3_wWLRyj64/T01gL9iZOrI/AAAAAAAABSY/ajSPyA_LLzE/s72-c/album.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-5156190453325750296</id><published>2012-02-26T08:58:00.001-03:00</published><updated>2012-02-26T17:54:34.821-03:00</updated><title type='text'>Desígnios de Uma Mente Urbana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sou um beduíno do deserto da cidade. Um beduíno que anda de táxi. Atravesso o deserto da cidade. Ligo para um taxista amigo meu e lá vamos nós. Membros de uma cavalaria secreta, seguimos em nossa legião estrangeira. Passamos pela poeira das imaginações que povoam a mente caricata de estranhos animais urbanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já dizia um amigo meu, americano por sinal: "It's a zoo, Alan, it's a zoo." Concordo, e apenas um olhar americano poderia, em sua linguagem fenomenalmente prática definir com tanto "bull's eyes" o que realmente existe nessa urbe desenfreada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bZlK5h7c0JE/T0oeF9BojWI/AAAAAAAABSI/_tLaOn_atqs/s1600/legiao1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="165" src="http://4.bp.blogspot.com/-bZlK5h7c0JE/T0oeF9BojWI/AAAAAAAABSI/_tLaOn_atqs/s200/legiao1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas com tudo isso, não passa de um deserto, nos cascos do taxi de meu amigo taxista. E sempre alerta seguimos, baionetas empunhadas à frente. Sempre a espera do inevitável. Sempre pronta para adentrar algum universo humano que tente, de alguma forma, nos impedir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas vezes pensei: impedir de quê? Pergunta eficiente, de resposta inexistente. Não sei responder, e também não me atrevo a jogar tal dúvida na mente de outro membro da legião. Teria vergonha, depois de anos de busca, não ter a mínima idéia do que busco. Sinto-me um enviado à sibéria de meus país, aos enredos de meus antepassados, aos Atacamas de minha geração, à pressão alta dos desertos de areia de um Marrocos inventado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia um outro amigo me deu um presente emocionante. Areia engarrafada do deserto do Saara, da parte do Marrocos. Guardei aquilo por anos, como ouro em pó. Mas era só areia. Não qualquer areia. Traços indefiníveis de um mundo extremamente pisado por camelos e seres marcianos orientais. Rastros de, quem sabe, alguma origem minha, devassada pelo tempo. Aquela areia era a areia mais antiga do mundo, era o próprio Tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois sumiu. Não sei mais onde está. Agradeço a esse amigo espanhol, porém acredito que certas coisas sempre dão um jeito de voltar à sua terra natal. E disso não sabemos como. Penso nisso enquanto rodo pelas estradas do nada, como num conto do Tcheckov, onde um prisioneiro segue, escoltado por dois soldados, por uma trilha sem fim, em meio a uma bruma mitológica. E conversam, conversam e ele pede a liberdade. Mas para quê a liberdade se tudo o que lhe resta é esse caminho que dará no nada, e uma bruma que não te deixa ver?, responde por fim um dos soldados. E assim, cabeças baixas, eles seguem. O conto é, resumindo, algo assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente o táxi desaparece, e nada mais há. Apenas meus sapatos e meus pés, que me guiam por ruas desertas de almas, cobertas por marcianos, membros de um zoológico mitológico, que imagino eu, deve ter ultrapassado nossa atmosfera e se criado. Sou um deles. Devo ser. Pois quem seria eu pior que os outros? Meus passos me levam, e nos confins da minha mente imagino flores e amigos, cavernas e futuros, invernos ásperos, e a primavera mágica de Vivaldi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VFbw27tbIAc/T0oeONT6m1I/AAAAAAAABSQ/HCcHneMIGz8/s1600/legiao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-VFbw27tbIAc/T0oeONT6m1I/AAAAAAAABSQ/HCcHneMIGz8/s1600/legiao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-5156190453325750296?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/5156190453325750296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=5156190453325750296&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5156190453325750296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5156190453325750296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/02/designios-de-uma-mente-urbana.html' title='Desígnios de Uma Mente Urbana'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-bZlK5h7c0JE/T0oeF9BojWI/AAAAAAAABSI/_tLaOn_atqs/s72-c/legiao1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-7135316155669360472</id><published>2012-02-23T09:46:00.000-02:00</published><updated>2012-02-23T09:46:26.744-02:00</updated><title type='text'>Absintho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VhPGRgsrInk/T0Ymp7baYhI/AAAAAAAABR4/StWbwxf_lfY/s1600/absintho.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-VhPGRgsrInk/T0Ymp7baYhI/AAAAAAAABR4/StWbwxf_lfY/s200/absintho.jpg" width="188" /&gt;&lt;/a&gt;Acabou o carnaval. Então para comemorar abri uma garrafa de Absintho. Não essas merdas de anís, falsificadas pra enganar trouxas. Absintho mesmo, de verdade, da planta do Absintho, que uma amiga minha belga e beberrona convicta me explicou anos atrás. Sonita... ah Sonita! &amp;nbsp;Um jeito de marrenta e mais doce que licor, &amp;nbsp;mais ácida que Visna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ela me apresentou uma cachaça de pêra. Fiquei com medo de beber. Não é a toa que esses europeus criaram e destruíram civilizações. Só um sujeito bêbado pisa no seu próprio pé com tamanha indignidade e aristocracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então. Para comemorar o carnaval eis-me nadando em mares de Absintho psicológico. Onde o líquido nem tem mais importância. Seu ouro delicado já se transformou em chumbo há muito tempo. Ao contrário do que os alquimistas (que estão chegando, segundo J. Bem) desejavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis me aqui sentado num canto do quarto. Luzes azuis, finjo que sou o líder esganiçado de alguma banda de rock and roll básico. Sinto que multidões me seguem, e que como, uma vez por dia, groupies que nem sabem mais quem são de tanta asneira que falam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de repente abro a porta do meu estorvo social (sou agradecido por ele), e saio ao Sol. Sem nunca pregar os olhos castanhos que já devem estar verde-avermelhados, me dirijo ao primeiro quiosque que vou encontrar na praia de copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo pela minha velha rua, Constante Ramos, berço de minha genialidade pagã, e segredado que fui, penso nas mudanças que sofreu esta rua tão outrora linda. Ruas são como rios. E de acordo com algum filosofo muito perspicaz, que esqueci o nome, são como rios, ou seja, nunca são as mesmas, estão em eterna mutação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, minha ruazinha amada... Nem o portão do meu antigo prédio se manteve, nem a fachada de mármore creme sobreviveu à ação de um síndico besta. Também, aquele prédio sempre teve síndicos bestas.... O Tempo é um síndico besta. Duvído que alguma vez eles tenham se afundado em absintho. Minha vizinha sim, se afundou em tudo. Como as bóias são importante, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui sigo eu, trocando passos pós-carnaval. Pois acho que a melhor bebedeira é a pós-bebedeira. E &lt;i&gt;suddenly &lt;/i&gt;o líquido mágico começa a realmente surtir efeito. Sinto isso quando vou atravessar a rua e vejo que um caminhão passa por cima de mim fora do sinal e eu não morro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era um caminhão, era um pombo, &amp;nbsp;desses bem sujos, que se alimentam de mijo das ruas. Ele gruda na minha cabeça e de repente começo a voar, e tenho a sensação de que mil luzes me afetam, mas é só o Sol que queima minha pele faiscante e europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando aterriso não vejo o chão. Tudo é de vidro, e resolvo descer por uma das escadinhas que leva ao banheiro praiano. Descubro que pra mijar preciso desembolsar quase 2 reais. Fico deprimido e faço xixi na senhora que me cobra. Mas na verdade não era mijo o que fiz, era cerveja. &amp;nbsp;Ela toca um alarme, e de repente somos inundados por uma imensa tsunami amarela. E eu, digo: "Oba! Mais absintho de gratis!" Encho a garrafa já vazia. Tomo todo e a alucinação fica pior ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando quilômetros até a urca, a fim de suar e me livrar da toxina. Me deparo com a estátua de Chopin em plena praia vermelha. Me pergunto: "What the hell is Chopin doing in Brasil as a statue???" Or whatever he could be!!!" Ele me responde: "Estragaram minha vida. Olha onde fui parar, eu o REI do absintho, na terra da pior cerveja do mundo, e o pior é que nem deu pra comer umas índias, já haviam dizimado todas...."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me deu uma garrada bem gelada do ouro francês, o qual viramos de uma vez, e assim nos tornamos melhores amigos e parceiros musicais. Fizemos uma música impossível de se lembrar tamanha o contexto sonhador em que ela foi concebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que deitava nas areias sujas da praia vermelha quando uma mulher simplesmente abocanhou meu queixo e mordeu com tanta força que eu ainda pensei que fosse carnaval. Embora nesse carnaval eu só havia sido abocanhado pela chatice, perguntei seu nome e ela disse de pronto: " Sou o que você não tem porque não vê." Entendi então nessa charada que a chatice era eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento passarinhos me levaram para copacabana e me deixaram num beco escuro, apesar do dia, onde uma lâmpada azul vagabunda, de filamento, me incitava a tocar uma música antiga. E eu a toquei, e chorei minhas mágoas de arlequim. E senti que meus dedos eram vinte e dois, e por isso eu tocava melhor. Dizem que o diabo tem onze dedos. Eu tinha 22 - ganhei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordei estava na estação da central, vendando pirulito pra classe operária. Logo eu que vinha de algo um pouco melhor que isso. Acho que minha função real é mesmo a de vender pirulitos, ou goiabada, ou qualquer coisa que cure o álcool alucinógeno do absintho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-k1ugEgto4ZU/T0Ym6-fBS0I/AAAAAAAABSA/mtXlhu1XLCA/s1600/absintho1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-k1ugEgto4ZU/T0Ym6-fBS0I/AAAAAAAABSA/mtXlhu1XLCA/s200/absintho1.jpg" width="192" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-7135316155669360472?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/7135316155669360472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=7135316155669360472&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7135316155669360472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7135316155669360472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/02/absintho.html' title='Absintho'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VhPGRgsrInk/T0Ymp7baYhI/AAAAAAAABR4/StWbwxf_lfY/s72-c/absintho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-7446875080850418622</id><published>2012-02-20T22:55:00.000-02:00</published><updated>2012-02-20T22:55:33.255-02:00</updated><title type='text'>Carnaval</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso o carnaval como meu pai contava quando eu era criança.&amp;nbsp;Um carnaval de bafo do onça, um carnaval apocalíptico de glórias e majestades momas. Um carnaval com menos estrelas de TV e menos camarotes televisivos. É um carnaval de orgias e tempestades de chuvas de verão. Onde pessoas escorregam nas outras, e almas escorrem em almas. Imagino aquele imenso bloco servindo, cultuando a música como se Deus fosse feito de som. E ao longe, vejo a guerra chegando, atravessando a cidade, a rua, com o oxigênio convertido em confetes, e serpentinas sendo desperdiçadas como bombas de amores vãos, e bebidas sendo atiradas para cima numa ode bacanal. E antigas marchinhas sendo cantadas como hinos nacionais. E arlequins a beijar as mãos de donzelas mentirosamente virgens, que os aceitam em troca de seus corações despedaçados de papel crepom. E no fim da rua, as marchas seguindo, deliciosamente tocando sentimentos de cristal e papel, e policiais e lixeiros confraternizando com bandidos redimidos uma vez por ano. Vejo pianistas nas janelas, e prédios inteiros se transbordarem em tiras de papel branco, a iluminar o caminho por onde o samba precisa tropeçar sem nunca cair ou atravessar. Vejo mulatas de bundas &amp;nbsp;refletindo a multidão. Sem câmeras de televisão italianas a provar que o Brasil é um país-bordel, embora seja. E a música é boa! A música é a rainha de tudo, o incentivo à rebeldia, nunca à idiotice geral. E dentro do meu devaneio enxergo a cidade por trás de uma bruma alucinante, onde mendigos usam fraques e putas usam vestidos de noiva, e bolas de futebol são balões cuspidos pelas multidões, e que mesmo sem espaço algum, é possível entrar e ser roubado por algum batedor de carteiras vestido de listras amarelas e pandeiro na mão. E no meio desta geringonça caótica e ordenadamente desgovernada, &amp;nbsp;inventada pela normalidade social, em busca de lança-perfume, resta numa sarjeta um arlequim que chora o coração de uma colombina. E sem ganhar a atenção de ninguém, a tristeza passa apontando dedos para cima, alternadamente, seguindo a cadência sincopada da síncope musical de uma marcha-rancho deslumbrante composta por algum grande músico, que vai morrer na miséria apesar de sua fortuna. E de repente toda cidade se derrete num rabisco humano, coberta de folia e invenção, ela vira pó de circo, e colorida pela mágica ébria, se desnorteia até encontrar um fim nas retas paralelas do paraíso, e nunca numa apoteose inventada. Pois como já dizia Galileu: "Não existe apoteose no samba, pois o carnaval tem que passar...passar...e passar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Gh7HRRit7-8/T0LrEHuQ8PI/AAAAAAAABRw/puS5AGgHo14/s1600/luradaquimera.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Gh7HRRit7-8/T0LrEHuQ8PI/AAAAAAAABRw/puS5AGgHo14/s1600/luradaquimera.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;( Imagem pertencente ao blog:&amp;nbsp;&lt;span style="background-color: white; color: #009933; font-family: arial, sans-serif; font-size: x-small; line-height: 15px; white-space: nowrap;"&gt;luradaquimera.blogspot.com &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: x-small; line-height: 15px; white-space: nowrap;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-7446875080850418622?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/7446875080850418622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=7446875080850418622&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7446875080850418622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7446875080850418622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/02/carnaval.html' title='Carnaval'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Gh7HRRit7-8/T0LrEHuQ8PI/AAAAAAAABRw/puS5AGgHo14/s72-c/luradaquimera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-9078022808685494229</id><published>2012-02-19T09:10:00.004-02:00</published><updated>2012-02-19T09:14:19.256-02:00</updated><title type='text'>F......Ode ao Carnaval</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vou escrever nada neste carnaval. Simplesmente porque as pessoas não estão nem aí para literatura durante esses dias felizes. Apenas me vem uma coisa no pensamento. Se o ser humano precisa de um dia para desabafar é porque algo não está bem, no geral. Afinal, todos sabem que a origem do carnaval se mistura com a evolução da Igreja Católica Apostólica Romana, que impôs ao mundo quase 2000 anos de privações.&amp;nbsp;Nossas privações continuam?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VZSUCadVsWQ/T0DYRNkNOlI/AAAAAAAABRo/fldQ6qJYjKM/s1600/carnaval1c%C3%B3pia.jpg+1111.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="195" src="http://2.bp.blogspot.com/-VZSUCadVsWQ/T0DYRNkNOlI/AAAAAAAABRo/fldQ6qJYjKM/s200/carnaval1c%C3%B3pia.jpg+1111.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não fui a bloco algum. Mas houve época em que eu ia. Foi uma época em que eu me sentia sozinho demais. Não que eu ainda não me sinta às vezes. O fato é que hoje eu não estou sozinho como antes. Houve uma época em que eu não tinha nem pra quem dar "oi" direito. Aí eu ia para os blocos, quando chegava o carnaval, na esperança de que algo acontecesse, ou talvez conhecesse alguém interessante, ou me sentisse em contato com o calor humano, que me faltava socialmente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fato é, que quanto mais eu ia mais me sentia sozinho. Estamos todos sozinhos quando no meio da turba. A "massa" é inevitavelmente solitária. Por isso Budha sentou-se embaixo da árvore e respirou aliviado à sua solidão escolhida e aceita por ele mesmo. Estivesse ele no meio do sambódromo, ouvindo algum samba enredo idiota, estaria sozinho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como dizia Nelson Rodrigues: O óbvio é ululante, e a unanimidade é burra. Por isso, eu, no meio de um milhão de pessoas sambando sem nem saber o porquê. Ouvindo uma música que para todos não representaria nada mais do que o culto a uma alegria dormente, "lexotânica", "rivotrílica", frontalesca", só me sentiria mais só ainda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já dei minhas trepadas de carnaval. Já saí do bloco direto pro motel, sim senhor. Já fiz sexo vazio com alguma panaca que escolheu este dia pra liberar geral pro primeiro imbecil que aparecesse. Já beijei na boca, até em outros carnavais. Por exemplo: já beijei na boca uma menina que estava ao lado do seu namorado, que observou tudo sem fazer restrições. Isso aconteceu em New Orleans, onde o carnaval é o mesmo que o daqui , porém bem pior, pois nem música tem. E olhem que o beijo foi de língua, e muito bem dado por sinal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E daí? &amp;nbsp;O que ganhei com isso? A realização de uma fantasia remotamente proibida, em tempos quase imemoriais sub-ensinados em escolas pudicas? Épocas de inquisição, onde portugueses saíam pelas ruas tacando substâncias tóxicas e mijo nas pessoas para se divertir? Para afrontarem a liberdade a qual lhes era impedida, proibida por papas já fantasiados de palhaços?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que eu sei é que o espírito da alegria é lindo, e não faço aqui uma ode à tristeza, de forma alguma. Mas também não sinto prazer em seguir uma turba idiotizada, camuflada, que acha graça em mijar na rua e foder na esquina. Eu fodo quando quero e de preferência em algum lugar que não rescenda a cocô. Acho que o mundo de hoje deveria se sentir livre pra fazer o seu carnaval em qualquer época do ano. Não existe mais o sentido deste carnaval existir. Tanto é que, se pensar bem, ele nem existe. É uma mentira. É um clone dos carnavais passados. De épocas românticas, onde a hipocrisia segurava a decência das pessoas. Épocas muitas vezes narradas pelo meu pai, que viveu esse carnaval de arlequins e pastoras, de Amélias e donzelas virgens. Carnavais de confete e serpentina, onde cheirar lança-perfume era o máximo da contravenção normática aceita pela sociedade nesses dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje cheira-se cocaína diariamente nos banheiros dos bares da cidade. Mija-se em público, onde bem se quiser, de dia, em bairros da zona sul, sem o menor pudor. Fode-se á luz do sol em praias cheias de turistas. Hoje estamos todos fantasiados em sites de internet. Trocamos nosso nomes, metemos máscaras no focinho pra encher o saco de pessoas, ou pra conseguir o pouco do afeto que ainda nos resta em sonhos de carnavais mentais, particulares, pertencentes a mente de cada um de nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho até bonitinho as pessoas se reunindo, se fantasiando, e até dispensando beijos e abraços furtivos de desconhecidos, em prol de circular pior aí em companhia de amigos também fantasiados de foliões. Falsos foliões esses são! Porque carnaval,. pelo que eu sei é putaria mesmo. Carnaval tem como símbolo inerente à sua festa beijar e foder no beco, com um desconhecido qualquer vestido de pirata. Era uma festa pagã, onde as pessoas se libertavam das prisões que as mantinham escondidas, e se rebelavam em liberdade autorizada por um curto espaço de tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas hoje, ironicamente, o próprio carnaval se encontra fantasiado de palhaço, visto que tudo é permitido, tudo é possível. Portanto a festa da libertação acabou se transformando na festa da hipocrisia, onde as mulheres normalmente indecentes não beijam "porque só querem se fantasiar e se divertir com os amigos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E dá vontade até de rir. Um povo que pára de trabalhar por uma semana, pra celebrar a alegria que possuem e não sabem que já lhes pertence. E eu aqui esperando um documento de trabalho que não sai porque a repartição pública tira férias todo ano. Como se fôssemos um país tão rico onde trabalhar pudesse ser facultativo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vão me achar um chato com esse texto. Mas é que eu to chato mesmo. Nesse carnaval me fantasiei de "incorreto". Vocês é que estão certos. Pisem bastante em mijo por mim, como se já não pisassem todo dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sendo incorreto assim, quem na verdade está no clima do carnaval sou eu! (risos)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-9078022808685494229?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/9078022808685494229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=9078022808685494229&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/9078022808685494229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/9078022808685494229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/02/fode-ao-carnaval.html' title='F......Ode ao Carnaval'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VZSUCadVsWQ/T0DYRNkNOlI/AAAAAAAABRo/fldQ6qJYjKM/s72-c/carnaval1c%C3%B3pia.jpg+1111.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-1604482341797960616</id><published>2012-02-14T05:52:00.001-02:00</published><updated>2012-02-14T08:16:39.928-02:00</updated><title type='text'>As Cores da Mágoa</title><content type='html'>Sofre o meu peito dores &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;Por ter que possuí-las&lt;br /&gt;Assim como suas cores&lt;br /&gt;Pois dentre elas&lt;br /&gt;Mágoas podem ser verdes&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo amarelas&lt;br /&gt;Podem ser tardes&lt;br /&gt;Mágoas aquarelas&lt;br /&gt;Quando dentro possuis&lt;br /&gt;Enxames de velas&lt;br /&gt;Nublam-se mágoas azuis&lt;br /&gt;Por fim, lagrimas de cetim&lt;br /&gt;Cobrem como pus&lt;br /&gt;A mágoa carmesim&lt;br /&gt;Que queima em pele branda&lt;br /&gt;E invade o que resta de mim&lt;br /&gt;Numa mágoa apagada e branca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-afg6Fj_2dGI/TzoSMm72SJI/AAAAAAAABRg/aYXqWBE2Cw0/s1600/lapis+de+cor.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://3.bp.blogspot.com/-afg6Fj_2dGI/TzoSMm72SJI/AAAAAAAABRg/aYXqWBE2Cw0/s200/lapis+de+cor.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-1604482341797960616?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/1604482341797960616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=1604482341797960616&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1604482341797960616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1604482341797960616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/02/as-cores-da-magoa.html' title='As Cores da Mágoa'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-afg6Fj_2dGI/TzoSMm72SJI/AAAAAAAABRg/aYXqWBE2Cw0/s72-c/lapis+de+cor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-691410157404513489</id><published>2012-02-13T04:52:00.001-02:00</published><updated>2012-02-13T05:11:13.681-02:00</updated><title type='text'>Bem Vindo ao Mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ser Humano é o pior ser que existe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;--------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava assistindo a um programa na televisão sobre como são processados e industrializados os ingredientes utilizados na culinária chinesa nos EUA. Não deve ser muito diferente na China, nem no Brasil ou em qualquer lugar. Com certeza variam apenas as quantidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos elementos era o pato. O pato é o ingrediente principal de um famoso prato chamado Pato de Pequim. Todo mundo sabe que este é um dos pratos mais importantes da culinária chinesa, então por aí pode-se imaginar que o que vou relatar deve equivaler a um terço do que acontece na China - próximo império a dominar o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-83kY1TesIWg/Tziyl4seiFI/AAAAAAAABRA/HTg9362CgD4/s1600/pink+floyd+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/-83kY1TesIWg/Tziyl4seiFI/AAAAAAAABRA/HTg9362CgD4/s200/pink+floyd+2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O programa não começa com o pato. Começa mostrando como funciona a indústria do molho de soja, do famoso "rolinho primavera", etc. E quando chega no pato é que o sujeito fica chocado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa imensa "fábrica"; um imenso galpão existe e se encontra entulhado de milhares de patos, machos e fêmeas. Os machos são chamados de "marrecos", e as fêmeas de "patas" mesmo. Os patos são animais dóceis e lindos. Grandes, parecem cisnes. Ao contrário do que se imagina, não são "embebidos" em hormônios, ou qualquer droga. Vivem perambulando pelo confinamento dentro de um imenso galpão, onde ciscam, se relacionam, procriam, etc. (Embora o grosso da procriação seja de forma artificial).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando as patas botam seus ovos, o Homem vai lá e os rouba, e os leva para outra parte da empresa. Desse modo as patas são sempre enganadas e sendo assim, não encontrando seus ovos, são levadas a crer que têm que procriar mais. Assim se dá a super-procriação, onde o processo apenas termina com a morte da pata. Essas patas e marrecos confinados são utilizados apenas para reprodução, e não no prato, e passam a vida toda confinados em algum lugar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os ovos são levados para uma sala onde ficam numa temperatura amena, quase fria, esperando o momento de ir para uma outra sala a fim de, aí sim, serem chocados no calor. Enfim são chocados em chocadeiras elétricas, estufas, com temperatura controlada, sem a presença de qualquer Pata/Mãe.&amp;nbsp;Nessas estufas centenas de patinhos nascem e a primeira imagem que veem do mundo é uma luz fria de fábrica de linha de produção, e uma caixa onde centenas deles debatem filosoficamente o seu espaço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passam a ser alimentados, numa outra sala, apenas com proteínas, para que gerem massa muscular, e à partir de certa idade (que vem rapidamente), passam a ser alimentados com gordura e carboidratos, para que fiquem "fofinhos e suculentos".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando na idade certa para o abate, aí de acordo com a técnica culinária chinesa, são mortos. Cortam-se as cabeças, as patas e adjacências dos patos, e pasmem: são enfiados numa espécie de cera depiladora, onde seus pelos e pele são devidamente removidos por definitivo. Seus órgãos internos são mantidos dentro do corpo durante o processo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após essa imersão, depois da cera ser retirada, cada pato é estocado e vendido para os milhões de restaurantes chineses existentes nos EUA. Mais do que Mac Donald's e Burger Kings (foi a TV que disse isso.).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-n0qrxp1L6ig/TziyxgvjLzI/AAAAAAAABRI/VsnSrLDb12o/s1600/pink+floyd+3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="146" src="http://4.bp.blogspot.com/-n0qrxp1L6ig/TziyxgvjLzI/AAAAAAAABRI/VsnSrLDb12o/s200/pink+floyd+3.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como se prepara o Pato de Pequim:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retira-se os órgãos internos do pato, e tempera-se o ser, internamente, com ingredientes chineses que não vem ao caso. Enfia-se um tubo no pescoço do pato morto, bombeia-se ar até que ele infle como um balão. E cozinha-se o bicho inflado. Pronto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora penso eu... Tudo bem. É apenas uma receita. Comer é preciso, viver não é preciso...ok. Mas confesso que a quantidade, o processamento industrial de um ser, simplesmente pela motivação gastronômica de ser comer bem, ou mal, me assusta. E me mostra que indubitavelmente existe mais gente do que devia neste pequeno planeta, mesmo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Consumir um animal para subsistência não é crime. Mas passa a ser quando esses animais deixam de simplesmente existir para si mesmos, e passam a existir para matar a gula, ou fome, de milhões de seres humanos enlouquecidos. A padronização da morte em quantidade, faz parte da natureza psicopata do Homem. Que é capaz &amp;nbsp;de "cultivar" e mutilar centenas de milhares de animais para se abastecer, sem que haja nesse processo nada de "humano", de ética pelo mais fraco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o pior: todos participamos disso de alguma forma, porque somos (passamos a ser) muitos, demais! Precisamos comer, não temos tempo para comer, não temos dinheiro para comer melhor, muitas vezes. E nesse momento de reflexão eu entendo que o pior momento da História foi quando um inglês conseguiu fazer uma máquina funcionar movida apenas a vapor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UdLGNY_t304/Tziy8GcNC8I/AAAAAAAABRQ/Rrb2vN5K88M/s1600/pink+floyd.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="137" src="http://4.bp.blogspot.com/-UdLGNY_t304/Tziy8GcNC8I/AAAAAAAABRQ/Rrb2vN5K88M/s200/pink+floyd.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A revolução industrial foi a semente que tornou este mundo altamente tecnológico, caótico, e psicopata. Gerou uma necessidade que até então não existia: a da quantidade, a da super-qualidade, o perfeccionismo nazista aplicado ao consumo. E transformou um ser que fabricava suas roupas, e matava seu patinho no laguinho, e fazia sua comidinha no seu fogãozinho normal, num ser psicopata capaz de entrar num supermercado e consumir filas de frangos que não vivem, apenas morrem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As escolas são, nada mais, nada menos do que, a padronização forçada de cérebros ingênuos, que ao se prepararem para a "vida", estão se preparando para destruir, através do consumo desenfreado e psicopata, um mundo que deveria e poderia ser belo, não fossem as indústrias que matam e inflam nossas almas com idiotices. Somos tratados, enfim, como patos, por nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou comunista. Odeio comunismo. Sou capitalista porque acredito no valor das coisas e na força de trabalho, livre, e pacífica. Mas o que acontece no mundo hoje em dia, para mim, ainda nem possui nome. Vivemos um "ismo" que nem sabemos ainda qual é. Só sabemos que resultará em crises hediondas, onde patos e seres humanos serão devorados por parte da sociedade que pode devorar. A sociedade do super-capitalismo louco, sem limites, desenfreado. Da China, que constrói e destrói coisas belas, como uma imensa São Paulo sem fim, que dará certo, pois sempre deu. Ao contrário, eles são competentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando à revolução industrial. A ramificação desse padrão gerado no século XIX é o responsável pelas inovações de nossa era contemporânea. Enfim, um gadget, um celular, uma TV de plasma, estão diretamente ligados ao super consumo das massas, ricas e pobres, que engolem o Planeta Natural como se fosse oxigênio (que é realmente necessário em alta escala).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fico aqui pensando nos satélites, nas naves que estão sendo ainda projetadas, para que um dia possamos descobrir que não estamos sozinhos no espaço, no Universo. E fico pensando na matança desenfreada de nosso planeta, em todos os níveis, simplesmente porque se faz importante que uma multidão de gulosos comam seus Patos de Pequim e carreguem seus zilhões de IPhones nas tomadas. E tudo isso, no final alimenta uma necessidade louca de conseguir ter a certeza de que não estamos sós no Universo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conhecem aquele ditado que diz: "Você planta milho; você colhe milho."? Pois é. Eu espero não estar mais aqui quando alguns "marcianos" resolverem descer nesse nosso planeta e, quem sabe, acharem que os testículos do Homem dariam uma iguaria fantástica aos seus&amp;nbsp;refinados&amp;nbsp;paladares .&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2yAqiUT6pB0/TzizIOPNEyI/AAAAAAAABRY/gBpbsLGTTOI/s1600/pink+floyd+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="88" src="http://4.bp.blogspot.com/-2yAqiUT6pB0/TzizIOPNEyI/AAAAAAAABRY/gBpbsLGTTOI/s200/pink+floyd+1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-691410157404513489?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/691410157404513489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=691410157404513489&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/691410157404513489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/691410157404513489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/02/bem-vindo-ao-mundo.html' title='Bem Vindo ao Mundo'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-83kY1TesIWg/Tziyl4seiFI/AAAAAAAABRA/HTg9362CgD4/s72-c/pink+floyd+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-2688262511332395760</id><published>2012-02-11T05:38:00.002-02:00</published><updated>2012-02-11T05:57:11.459-02:00</updated><title type='text'>Olhos Abertos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A madrugada é mágica. É por isso que eu acordo mais à noite. Reclamam de mim. Me chamam de vagabundo, de "desfusado", de "artista". Quando na verdade sou apenas uma estrela. Pequenina no fim do céu. Minha luz nem chegou aos seus olhos ainda. E quando chegar pode ser que naquele momento você olhe para baixo, como a procurar... e não me veja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu era menino, eu adorava pistolas laser. Não que elas existissem. Mas existiam nos filmes, e eu amava as cores brilhantes, azuis, verdes, vermelhas... e imaginava que talvez, se alguma civilização mais avançada apontasse e atirasse para o céu, quem sabe não atiraria em nossa direção. Então eu prestava atenção no microlésimo de segundo que o raio do laser atingiria &amp;nbsp;a Terra. E assim eu teria a certeza de que algo estranho e certo havia acontecido. Eu seria, talvez, o único a ver o tiro aplacar o chão, perfurá-lo, e deixar uma marca alienígena no que é nosso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi por essas e outras que tantas vezes repeti em matemática, física, química... E sempre me chamavam de vagabundo, notívago, errado, um menino "desfusado" e com problemas. Aí me mandaram fazer um teste de Q.I pra ter certeza de que eu não era um débil mental e se foderam todos. Mas não vou tirar onda aqui, fodam-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você me perguntar o que é um copo, vou dizer que é um buraco. Se você me perguntar o que é comida, vou dizer que é remédio. Se você me perguntar o que é uma boate, vou dizer que é um lugar onde macacos pulam por não ter o que fazer em casa. Enxergo o Homem como uma dança do acasalamento. Um mosquito é um labirinto, e uma pedra é parte de um ser intransponível aos meus olhos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passei minha vida em quimeras, e demorei a entender que eram quimeras porque eu ligava muito para o que os outros diziam, e eles ainda dizem que eu durmo tarde, que eu sou um morcego, que não estou sincronizado. Fazer o quê se minhas inspirações muitas vezes vêm quando vou deitar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje entendo a necessidade do mundo, e das pessoas da minha idade. Sei que não importa o passado. E aceito o meu erro, que foi ter mandado todo mundo à merda apenas pela metade. Sinto que não tenho mais tempo pra pajelanças nem babaquices. Espero que minha vida seja melhor que este texto introspectivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas sou um cara consciente. Sinto que adentramos um mundo viciado e viciante. Tenho a leve impressão de que a liberdade humana está sendo cerceada de forma sutil. Sinto uma pressão enorme quando penso em celulares, gadgets, cameras digitais espalhadas pela cidade, satélites filmando nossos piolhos, e um monte de baboseiras indumentárias para almas vazias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes tenho vontade de fugir para o campo, para bem longe. Para um lugar onde o mundo de hoje em dia não me alcance. Às vezes sinto saudades dos meus amores, ao mesmo tempo em que sou perseguido por falsos personagens em quadrinhos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que Deus está de férias. Mas se por acaso ele estiver me ouvindo, peço que proteja os que me fazem bem. Que proteja este mundo de merda. Que proteja minha avó tão torturada, e meu avô tão mundano. Que vá com calma no apocalipse, seja lá qual for. Porque, por mais errado que eu tenha sido, eu apenas quis ser como aquela estrela que brilha fundo, anos luz de qualquer lugar. Solitária e vermelha, num canto da noite, possuo a madrugada nos meus olhos abertos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qcI3N_Ei5Bo/TzYaxsqEiTI/AAAAAAAABQ4/c8GtBY_IcgM/s1600/olhos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://3.bp.blogspot.com/-qcI3N_Ei5Bo/TzYaxsqEiTI/AAAAAAAABQ4/c8GtBY_IcgM/s200/olhos.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-2688262511332395760?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/2688262511332395760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=2688262511332395760&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2688262511332395760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2688262511332395760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/02/olhos-de-passarinho.html' title='Olhos Abertos'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-qcI3N_Ei5Bo/TzYaxsqEiTI/AAAAAAAABQ4/c8GtBY_IcgM/s72-c/olhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-3545998656868416964</id><published>2012-02-09T05:28:00.000-02:00</published><updated>2012-02-09T05:28:47.820-02:00</updated><title type='text'>Sabedoria</title><content type='html'>Houve uma época em minha vida em que tentei plantar flores. Minha mãe dizia: "Não é fácil assim, menino. Tem que saber...tem que saber..." Eu resmungava e retrucava dizendo que na natureza tudo dava. E na minha ingenuidade bastava revolver a terra e jogar sementes. Mas ela estava certa. Comprei saquinhos de várias qualidades, inúmeras flores. Não me liguei em suas características individuais. Se gostavam de frio, se gostavam de pouca água, ou muita, de sol, de vento, de sombra, etc. Achava que com carinho qualquer flor nasceria. Mas minha mãe estava certa. De nada adiantava eu reclamar e até diminuir a sua sapiência. Ela sabia que flores não brotam à toa. Pelo menos pelas mãos do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5oixXXANslY/TzNz6mntweI/AAAAAAAABQs/9_uI0vWStEw/s1600/jasmim.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://4.bp.blogspot.com/-5oixXXANslY/TzNz6mntweI/AAAAAAAABQs/9_uI0vWStEw/s200/jasmim.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cheguei até a plantar umas sementes de macieira nuns copinhos de plástico. E ao ver que algo verdinho havia brotado corri feliz da vida, achando que havia conseguido o primeiro sinal fundamental de uma imensa árvore. Pois sim! Minha mãe riu de mim, e disse que possivelmente não era uma macieira, o que havia brotado, e sim uma erva qualquer, de alguma semente já contida naquela terra, comprada e adubada, e vendida num supermercado. Eu, de novo, retruquei, pois é claro que na minha esperança aquilo era uma macieira. Pois digo: nem trevo aquilo era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje lembro de uma música da Joni Mitchell, que também é sábia como mães. "Clouds". Música de melodia triste e perfeita. Instrumento bonito, madeira velha que não tem mais, bem tocado, de afinação aberta que torna tudo etéreo como deve ser. Nesta música, cercada de anjos, existem flores regadas e plantadas, e que por alguma razão do desconhecido não brotaram. A música fala disso, de amores vãos, de amizades crescidas e esquecidas nos confrontos da lida. Fala de experiência, e de aprendizado, que só o tempo-movimento pode nos trazer. Não há escola que substitua uma mãe. Não há esperança que saiba mais que a idade. A experiência é a verdadeira "Clair de Lune". E essa música é a "Clair de Lune" do estilo folk, de uma época onde se sentava num mustang e se atirava do penhasco da vida, sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a vida nos atira em mustangs que não existem mais. Nos promete que rosas podem crescer à toa, e que "Clouds", ou que "Clair de Lune", podem ser compostas no vácuo. Lá em sua caminha, minha mãe resplandece em seus sonhos de circos e mágicos, e quando acorda, com certeza luta contra si mesma. Todo santo dia de labuta. Eu aqui, daqui a pouco vou sonhar com luas e nuvens, e vou esperar que em meus dias flores brotem da ciência da natureza. Porque tudo que brota à toa pelas mãos do Homem, com certeza, não deve valer à pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vou cantar os cisnes, e vou ouvir os tiros de canhões de alguma grande sinfonia erudita, e vou me sentir célula de algo. Pois é preciso se sentir parte de si mesmo. É preciso saber entender as cores das bromélias, e o perfume dos jasmins, das rosas, dos laranjais. É preciso entender que não nos pertencem. Nós é que pertencemos a eles. Neste universo tão florido de astros e movimento há em algum lugar a explicação da aguinha que vai alimentar o raminho de bambu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou dormir pensando que a Joni me ouve sem ouvir, que Debussy ainda existirá, que a felicidade é um acorde de dó maior em tríade, e que vou acordar no meio de um redemoinho literário de Edgar Allen Poe. Mas que no momento derradeiro vou pular. Vou pular tão alto, e que as nuvens serão de fibra de vidro. E que quando eu cair, vestido num paraquedas de guarda-chuva, minha mãe há de me dizer de novo: "Calma, menino. Não é assim..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/bcrEqIpi6sg/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bcrEqIpi6sg&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/bcrEqIpi6sg&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-3545998656868416964?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/3545998656868416964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=3545998656868416964&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/3545998656868416964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/3545998656868416964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/02/sabedoria.html' title='Sabedoria'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5oixXXANslY/TzNz6mntweI/AAAAAAAABQs/9_uI0vWStEw/s72-c/jasmim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-1678844693823032815</id><published>2012-02-08T01:09:00.006-02:00</published><updated>2012-02-08T01:27:13.309-02:00</updated><title type='text'>Conjuntos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MDSoyvH5jwc/TzHofIRs2AI/AAAAAAAABQc/9zT-g0yH5TY/s1600/zona+8.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://1.bp.blogspot.com/-MDSoyvH5jwc/TzHofIRs2AI/AAAAAAAABQc/9zT-g0yH5TY/s200/zona+8.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Quando eu era pequeno me ensinaram sobre conjuntos na aula de matemática da escola. Conjuntos, geralmente representados de forma circular, com suas intercessões; seus círculos A e B's que possuíam uma parte comum C, e etc. Conjuntos mais complexos com A, B, C, D, E, F's e aí vai. Eu lembro bem disso. Eramos chamados ao quadro negro para identificar e pintar de giz possíveis áreas comuns A e Bs, por exemplo. Conjuntos...círculos com nomes de letras............nunca me serviram para nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que talvez, se a escola ensinasse sua teoria dos conjuntos mais aplicada à vida futura, algumas criancinhas indefesas e ingênuas teriam, talvez algum efeito menos letárgico.. No entanto perdeu-se tempo. Como perdi meu tempo durante anos, pois que a matemática sem aplicação prática não passa de uma estátua grega. E a teoria dos conjuntos é tão idiota, que poderia bem ser ensinada em cinco minutos numa aula de faculdade, para quem realmente decidisse se tornar um engenheiro, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fato é que a própria mediocridade das escolas as transformam em uma "zona de conforto". Ensinando à maioria dos alunos que basta aprender algo inútil para um futuro incerto. Existe uma maneira mais avançada &amp;nbsp;de entender o significado aplicado de um conjunto. Por exemplo na figura abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-xhWsRT2PBaQ/TzHpi5AhdYI/AAAAAAAABQk/CqO8llFxL_Q/s1600/zonaa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-xhWsRT2PBaQ/TzHpi5AhdYI/AAAAAAAABQk/CqO8llFxL_Q/s1600/zonaa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois tudo no mundo se resume a conjuntos. Desde seu círculo social, até o bairro onde você mora, seu país em relação ao mundo, que também é um conjunto dentro de um universo "U", por exemplo. Quando você briga com sua mãe, suas opiniões e divergências são conjuntos. Quando você bota a mão no bolso e acha zero dinheiro, e no outro encontra cem vinténs, tá aí um conjunto formado. Quando você é chifrado, nesta situação existe um conjunto. Quando você entra num taxi, quando você toca uma borboleta, quando uma abelha te pica, quando você pinta a parede de verde e a cadeira de azul. Cadeiras e paredes pertencentes a uma sala são representações de conjuntos. A vida e a morte são partes de um conjunto que pode ser chamado de conjunto "E", de existência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-g5ayO7OP2P0/TzHnEDwSDeI/AAAAAAAABQM/lLRF-YLoFeg/s1600/zona3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-g5ayO7OP2P0/TzHnEDwSDeI/AAAAAAAABQM/lLRF-YLoFeg/s1600/zona3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bichas, negros, brancos, homens, mulheres, homens-bichas, mulheres-sapatões, homens filhos-da-puta, homens legais, punks, sambistas, trabalhadores rurais, especuladores do mercado financeiro, a sociedade é nada mais que um conjunto que possui uma aplicação. Não é aleatório. Existe uma psiqué dentro desta matemática, que age em prol de algo complexo. No entanto nas escolas me ensinaram que o conjunto A em intercessão com o conjunto B forma o conjunto C. Grande merda...não me serviu para nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque será que nas escolas não ensinam que neste mundo complexo a coisa é bem mais simples e detentora apenas de dois círculos (conjuntos) - o da "Zona de Conforto" e o da "Vida".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CYC0WiNb21g/TzHnJxCJIAI/AAAAAAAABQU/HAAcCiW1yWI/s1600/zona4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-CYC0WiNb21g/TzHnJxCJIAI/AAAAAAAABQU/HAAcCiW1yWI/s1600/zona4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-1678844693823032815?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/1678844693823032815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=1678844693823032815&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1678844693823032815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1678844693823032815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/02/conjuntos.html' title='Conjuntos'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-MDSoyvH5jwc/TzHofIRs2AI/AAAAAAAABQc/9zT-g0yH5TY/s72-c/zona+8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-2637288801817420431</id><published>2012-02-05T18:11:00.001-02:00</published><updated>2012-02-05T18:16:22.627-02:00</updated><title type='text'>Hortelã</title><content type='html'>Compraram um vasinho de hortelã. Sob o Sol representa as chuvas. Chuvas do verão de outro lugar. Outro lugar mais frio, cujo ar rarefeito venta levantando polens e dólmens. Não parece verde de limão. Parece verde de bosquezinhos europeus. O vento refresca a paisagem. O aroma é sutil como uma poesia de criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma folhinha por dia. Não sei porquê. Acredito que meus males vão passar. Acredito que as vitaminas vão refrescar minhas células, e interagir com meus outros alimentos causando alguma fórmula mágica esquecida, num tempo inerte passado - às fórmulas mágicas de druidas bretões. Sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que à plantinha não dói a dor da folhinha arrancada. Talvez seja um engano. Mas acho que ela sorri pra mim cada vez que a toco. E que seu verde fica mais enigmático. E que canta pra mim o som do universo. Planta misteriosa ela. Esconde nos seus bilhões de anos a verdadeira fórmula do chiclete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WmhDc3aYiXA/Ty7jXWZvRnI/AAAAAAAABP8/lFeYn3CgBBY/s1600/hortela.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-WmhDc3aYiXA/Ty7jXWZvRnI/AAAAAAAABP8/lFeYn3CgBBY/s1600/hortela.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-2637288801817420431?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/2637288801817420431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=2637288801817420431&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2637288801817420431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2637288801817420431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/02/compraram-um-vasinho-de-hortela.html' title='Hortelã'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-WmhDc3aYiXA/Ty7jXWZvRnI/AAAAAAAABP8/lFeYn3CgBBY/s72-c/hortela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-7359893394756711712</id><published>2012-01-30T01:16:00.002-02:00</published><updated>2012-01-30T03:51:56.112-02:00</updated><title type='text'>Pássaros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li uma vez, quando morei na Inglaterra, &amp;nbsp;um conto lindo lindíssimo do grande escritor Roald Dahl sobre um menino que sofria muito &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt;. Um dia ele foi perseguido pelos outros meninos, e correndo, adentrou uma floresta, onde num determinado instante, se viu encurralado entre uma enorme árvore e os meninos que corriam em sua direção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nCikLyWpM4A/TyYK6l5SLWI/AAAAAAAABPk/IprdU4b2AGo/s1600/roald.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-nCikLyWpM4A/TyYK6l5SLWI/AAAAAAAABPk/IprdU4b2AGo/s200/roald.jpg" width="182" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em seu desespero, de não saber o que fazer, ou pra onde ir, ele subiu na árvore. Sendo seguido pelos meninos que rugiam atrás dele. Em determinado momento não havia o que fazer. Ele ia ser pego...e aí... ele voou!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É mais ou menos assim. Faz tempo que li este livro, no original em inglês, nos meus tempos de &lt;i&gt;London Town&lt;/i&gt;. Já perdi o livro. Na verdade era de uma biblioteca, e eu o devolvi. Nunca mais encontrei esse conto em alguma compilação, ou em qualquer original. Mas nunca saiu da minha cabeça a metáfora, até certo ponto surrealista, da obra do grande autor. Só sei que não há conto mais lindo e verdadeiro, que possa expressar, e consiga demonstrar a fúria do medo, &amp;nbsp;e a capacidade que cada um de nós tem de esvair-se, ou superar-se às linhas limítrofes do que aflige a alma ou o corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E neste domingo (pra mim ainda é domingo apesar da hora) de sol e chuva, em que não saí de casa, e já acordei me sentindo&amp;nbsp;fisicamente&amp;nbsp;mal. Penso nas experiências da minha vida. Eu que tenho apenas quarenta anos, e sinto que tudo já vi, cada vez vejo mais e enxergo menos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto que minha vida, bem como a vida de toda a gente, é como esta metáfora do Dahl. Nós nascemos e começamos a correr. Correr de algo que não sabemos bem o que é, e que vamos nos dando conta, ou não, durante o percurso, que fica cada vez mais intenso. E em determinado momento é preciso voar para não sucumbir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outras vezes penso que a metáfora do conto simboliza a morte, o fim, o momento de libertação da alma. Onde nossos algozes são vistos de cima, e criamos asas, e simplesmente nossos músculos apenas tensionam leveza e suavidade, leves, flutuando por aí, livres de todo o mal do mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-73qavIOMlG8/TyYLMdcfk6I/AAAAAAAABPs/a3_rLcFLkns/s1600/roald+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-73qavIOMlG8/TyYLMdcfk6I/AAAAAAAABPs/a3_rLcFLkns/s200/roald+2.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas no fundo acho que este conto nada tem a ver com a morte. Tem a ver com o ápice do sofrimento e com a própria redenção da alma através da nossa força, proveniente do nosso instinto de sobrevivência. Há um momento em que nossa necessidade é tão grande, nosso fundo de poço tão profundo, nossa perseguição tão perto do fim trágico, e a árvore tão alta, e o medo de ser pego, capturado, trucidado pelas "coisas"... que simplesmente abrimos asas e alçamos vôo. Libertários e livres!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fundo do poço, como o topo da árvore em perseguição, são reais. E necessários há todos que possuem sangue nas veias, que tanto nos faz sofrer. E àqueles que simplesmente não têm chances, ou que por algum motivo, (que já não conhecem mais, ou nunca conheceram), chegam à beira do abismo, e precisam de alguma forma voar para não cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse momento voam...&amp;nbsp;e se transformam em pássaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FJaN0u73hjQ/TyYLT-luekI/AAAAAAAABP0/StNLuA_EobU/s1600/roald+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-FJaN0u73hjQ/TyYLT-luekI/AAAAAAAABP0/StNLuA_EobU/s200/roald+1.jpg" width="163" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Roald Dahl&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-7359893394756711712?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/7359893394756711712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=7359893394756711712&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7359893394756711712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7359893394756711712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/01/passaros.html' title='Pássaros'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-nCikLyWpM4A/TyYK6l5SLWI/AAAAAAAABPk/IprdU4b2AGo/s72-c/roald.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-3887580923203046776</id><published>2012-01-26T03:47:00.001-02:00</published><updated>2012-01-26T03:49:14.370-02:00</updated><title type='text'>Buracos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Buracos... O mundo está ficando cheio de buracos. Buracos... Como ultrapassá-los? Se quando tiramos o pé de um, logo enfiamos o outro em outros....buracos.... São como a roda. Só que não foram inventados, não são uma grande ideia, e trabalham com função inversa. Enquanto rodas nos levam, buracos nos impedem. São piores que pedras, no que diz respeito a obstáculos. Buracos são vazios e nos usam para preenchê-los. Se alimentam dos nossos caminhos. Vão se espalhando e nos preenchendo de vazios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0n66WD4Yy_M/TyDoXLdpe4I/AAAAAAAABO8/xqHuKqhB05s/s1600/timshell4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="99" src="http://2.bp.blogspot.com/-0n66WD4Yy_M/TyDoXLdpe4I/AAAAAAAABO8/xqHuKqhB05s/s200/timshell4.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por exemplo: considero o Big Brother Brasil um buraco. Não importa o fato de não ser obrigatório assisti-lo. Só o fato de existir e contribuir para a a perda de tempo geral da programação televisiva, para mim, já corresponde a um buraco. Mas esse é um buraquinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem buraco que te persegue. Tem vidas que são buracos por si só. Tem pessoas que são buracos também. Tem buracos que só criam caso. Tem buracos que só criam buracos. E na realidade isso é até inevitável: um buraco gerará outro buraco. Isso numa progressão geométrica vira um buracão sem fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vai ver nosso universo é um imenso buraco. Vai saber...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas existe também outra coisa interessante. Escadas. Escadas são inimigas dos buracos. Elas nos salvam deles. Quando menos se espera, olha a escada te tirando do inerte sei-lá-o-quê! Escadas são como colheres: básicas. O planeta será um imenso mundo ultra-tecnológico, mas buracos, escadas e colheres serão sempre insubstituíveis e sempre existirão em seus formatos primordiais. São "elementos" do cérebro humano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;John Lennon falava de buracos. Quem viu o maravilhoso desenho Yellow Submarine vai lembrar do "País dos Buracos", onde o Nowhere Man se escondia, percorrendo-os sem fim. E na obra mais sublime dos Beatles, "A day in a Life", John pergunta com quantos buracos poderia-se preencher o Royal Albert Hall de Londres. A música foi proibida por um tempo na Inglaterra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-S53b9UuC4YQ/TyDogdrnGpI/AAAAAAAABPE/b-iyoqI7SEE/s1600/timshell3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-S53b9UuC4YQ/TyDogdrnGpI/AAAAAAAABPE/b-iyoqI7SEE/s1600/timshell3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas buracos não são divertidos. Buracos são feitos de personalidade. Na verdade buracos, como escadas, como colheres são personalidades&amp;nbsp;próprias&amp;nbsp;. Há pesssoas "buracos", pessoas "colheres", e pessoas "escadas".&amp;nbsp;Mas como Deus nos deu o livre-arbítrio, podemos escolher o que somos, ou ainda mais, o quê queremos nos tornar, e ainda mais mesmo!: no quê desejamos nos modificar. Portanto um buraco pode se tornar uma escada. Basta desejar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o bom da vida é justamente isso. Se não existe democracia, ou plena liberdade de direito em sociedade alguma. Se tudo é utopia a ser alcançada, isso não acontece dentro de nós. Pois que dentro de cada um, existe a força necessária para se escolher ser um buraco, uma colher, ou uma escada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra quem leu "A Leste do Eden", de John Steinbeck: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TIMSHELL!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Pra quem não leu significa a abilidade que o Homem tem para escolher entre o bem e o mal.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Graças a Deus!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Ac9gzPLBRmg/TyDo01egKFI/AAAAAAAABPc/PbPggQAEmy8/s1600/timshell.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-Ac9gzPLBRmg/TyDo01egKFI/AAAAAAAABPc/PbPggQAEmy8/s1600/timshell.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-3887580923203046776?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/3887580923203046776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=3887580923203046776&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/3887580923203046776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/3887580923203046776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/01/buracos.html' title='Buracos'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0n66WD4Yy_M/TyDoXLdpe4I/AAAAAAAABO8/xqHuKqhB05s/s72-c/timshell4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-5386710022329904490</id><published>2012-01-24T05:37:00.001-02:00</published><updated>2012-01-24T05:39:08.829-02:00</updated><title type='text'>Poema Perdido</title><content type='html'>Cidades me levam a você&lt;br /&gt;Palavras me levam a você&lt;br /&gt;Flores me levam a você&lt;br /&gt;Amores me levam a você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me perdi nas suas cidades&lt;br /&gt;Me perdi nas suas palavras&lt;br /&gt;Me perdi nas suas flores&lt;br /&gt;Me perdi nos seus amores&lt;br /&gt;Me perdi em você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me encontro mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia a estrela dos navegantes&lt;br /&gt;Há de me resgatar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-94oRnzW--ho/Tx5flZHUxaI/AAAAAAAABO0/ydy7h7kSXu0/s1600/Labirinto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="152" src="http://4.bp.blogspot.com/-94oRnzW--ho/Tx5flZHUxaI/AAAAAAAABO0/ydy7h7kSXu0/s200/Labirinto.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-5386710022329904490?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/5386710022329904490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=5386710022329904490&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5386710022329904490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5386710022329904490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/01/poema-perdido.html' title='Poema Perdido'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-94oRnzW--ho/Tx5flZHUxaI/AAAAAAAABO0/ydy7h7kSXu0/s72-c/Labirinto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-4855653967580297257</id><published>2012-01-21T23:52:00.001-02:00</published><updated>2012-01-21T23:58:01.846-02:00</updated><title type='text'>Pó esia</title><content type='html'>&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;Eu faço guerra e faço paz dentro de mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;Eu amo terra e mato e ar e vento enfim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;Eu cato merda e fato e aguento folhetim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;Eu laço pedra e cato unguento carmesim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;Você não sabe o que é ser de terra branca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;E ter pão e sabre se houver a guerra santa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;Haverão da haste sofrer sem trégua à lança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;Fugirão do embuste de viver cem léguas mancas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;O mundo é lindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;O mundo é frio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;A dor ardente e plana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;A paz é onírica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;A paz onera cá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;O ardor é drama&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HL07Jh32n5c/Txtr0aUjNkI/AAAAAAAABOs/Kamb3T5yTho/s1600/rima.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="112" src="http://2.bp.blogspot.com/-HL07Jh32n5c/Txtr0aUjNkI/AAAAAAAABOs/Kamb3T5yTho/s200/rima.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: #fff8e6; color: #804000; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-4855653967580297257?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/4855653967580297257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=4855653967580297257&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/4855653967580297257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/4855653967580297257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/01/po-esia.html' title='Pó esia'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HL07Jh32n5c/Txtr0aUjNkI/AAAAAAAABOs/Kamb3T5yTho/s72-c/rima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-5019505282699024451</id><published>2012-01-18T15:26:00.002-02:00</published><updated>2012-01-18T15:36:08.132-02:00</updated><title type='text'>A Era da Solidão</title><content type='html'>Existe alguma coisa de inconstante nas pessoas de hoje. Algo de desnecessário. Algo que se esconde por trás de um veludo vermelho, cuja trama é de plástico. Algo de rua-de-metrópole-onde-as-pessoas-atravessam-sem-se-notar. Antigamente atravessar a Av. Rio Branco no centro do Rio era como enfrentar um exército inimigo vindo em sua direção. Hoje é como tentar não esbarrar em estátuas de sal.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sodoma e Gomorra se realizam nesse espetáculo mundano onde as pessoas compram seus amores via celular, e se em algum momento, elas olham para trás, e reparam no próprio, e ridículo semblante, de sua própria era, tornam-se sal para sempre. Pessoas hoje são de sal. E quando eu atravesso aquela avenida, atravesso me desviando das estátuas que, se tocarem em mim, transformar-me-hão em estátua também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho medo de tocar em pessoas quando ando nas ruas de minha cidade. Minto! Medo não tenho, tenho um certo pudor, não, não seria bem esta palavra,... nojo. Sim, é nojo o que sinto, quando numa rua cheia, alguém encosta sem querer em mim. Não sou misantropo, nem preconceituoso. Mas tenho pré-conceito sim, quando já conheço a situação. E assumo mesmo. Não gosto que me toquem à toa. Não gosto que desconhecidos encostem seus ombros suados nos meus dentro de um ônibus, ou mesmo num esbarrão numa rua qualquer. Não aprecio gente. Acho que gente é que nem cobra. Só que a cobra coitada não pediu pra conhecer gente, e só quer se alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HUZ6zjR8Kvw/TxcAQ-nMJhI/AAAAAAAABOI/HIUqw802t00/s1600/so.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://4.bp.blogspot.com/-HUZ6zjR8Kvw/TxcAQ-nMJhI/AAAAAAAABOI/HIUqw802t00/s200/so.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nós também só queremos nos alimentar. Mas do quê? Fico pensando e divagando sobre isto. O que será que o ser humano realmente deseja? O que será que ele quer? Sei que não está num celular, sei que não é através de um computador, sei que não está nos jornais, nem na televisão. E chego a conclusão de que está no que é projetado nos filmes. Por isso amo Woody Allen. Pois ele faz sucesso porque busca alucinadamente, em seus roteiros, o mesmo porquê que eu busco neste momento: o que será que este ser humano de merda deseja realmente??&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No final das contas acho que o que todos querem é Amor. Mas o que é o Amor? O Amor é o intangível, o inatingível, é uma correção de vôo, para que um ser não esbarre nos defeitos de um outro. (???)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o Amor também é cooperação, e não existe cooperação sem toque, sem que um ombro esbarre no outro, uma mão puxe a outra, etc. Só que numa Babel superpopulada onde fez-se acreditar que o Amor está escondido num celular,&amp;nbsp;(e na verdade pode até estar)&amp;nbsp;ou numa TV ou num computador, as pessoas precisam &amp;nbsp;cada vez mais de dinheiro para amar, para viver, se alimentar bem, pois ninguém quer amar qualquer um. As pessoas procuram seus iguais (e não há nada de errado nisso). Mas existe mais beleza nas contradições, assim como nas diferenças de tonalidades das pinturas, nas progressões inexatas de um jazz, etc... O Sol é amarelo, o céu é azul, o mar é verde, a areia é branca, a montanha é cinza.... A beleza está nas diferenças.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É claro que essas diferenças têm que &amp;nbsp;fazer bem simultaneamente. Porque ninguém quer sofrer. Porém, sinto uma letargia móvel nas pessoas. Sinto que elas em vez de irem direto ao ponto. Buscarem seus interesses diretamente, ("Amor"), elas buscam atalhos para assim atingir esta utopia comercial.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ganha-se muito mais dinheiro hoje com a solidão das pessoas do que com mísseis de curto alcance, ou drogas proibidas. O maior mercado do mundo é a solidão. É o que faz girar a Terra. Pois tudo que se constrói hoje em dia segue uma cadeia de supérfluos (ou não), que vão acabar numa palavra amedontradora Solidão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-r7LgELJu5IY/TxcAdAmNB_I/AAAAAAAABOY/jdJI1FPWqt4/s1600/so2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-r7LgELJu5IY/TxcAdAmNB_I/AAAAAAAABOY/jdJI1FPWqt4/s200/so2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez por isso esta seja uma palavra inexistente em tantos idiomas mais práticos, geralmente pertencentes a países mais desenvolvidos, onde toda esse loucura começou. Construímos uma sociedade solitária. Onde as mulheres independentes não conseguem, ou não querem, casar. Onde homens de valor são desconsiderados pelas mulheres independentes que não conseguem casar, e vice-versa também. Já ouvi uma pessoa dizer para outra: "Se você está apaixonado por mim... então acho que isso dá muito trabalho..." &amp;nbsp;O mundo mudou e todo mundo quer um "diamante". E se esqueceram que o prazer que isso remete existe dentro da gente, num órgão que bate mais forte de acordo com nossas emoções, e numa palavra para a qual não se deveria possuir atalhos eletrônicos para ser atingida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E cada dia que passa cada um de nós se afasta mais de cada um de nós, e com medo de não se contaminar, um com a solidão do outro, deixa de olhar para trás, pois existe sempre o risco de se transformar em estátua de sal. A Bíblia não condena esta proteção natural e individual do ser humano. Pelo contrário. Deus disse algo assim: "Não deveis olhar para trás!" A mulher de Lot olhou e virou estátua de sal. É cada um por si neste mundo mesmo. Mas como dizia o filósofo Roger Daltrey do "The Who": 1+1=1. E eu acredito nisso, mesmo sendo individualista e continuando a odiar as pessoas no metrô.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei se este texto faz algum sentido. Ou se é uma profunda contradição. E de alguma forma é, com certeza, pois não estou aqui sentado à toa, escrevendo para um bando de desconhecidos (outros não), usando um computador que foi comprado com o dinheiro sujo de um mundo podre, e sem ganhar como paga pelo texto, nem dinheiro, nem o Amor que eu mereço. Acho que é basicamente sobre este tema que escrevi quando compus a música "Amor Obsoleto"...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será a solidão dos tempos, ou serão os tempos da solidão?&amp;nbsp;A Era da Ingenuidade acabou-se. Estamos preparados para a &amp;nbsp;Era da Solidão?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2ThmCfnTTrg/TxcAai8GTeI/AAAAAAAABOQ/BPfNraNotLA/s1600/so1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="120" src="http://4.bp.blogspot.com/-2ThmCfnTTrg/TxcAai8GTeI/AAAAAAAABOQ/BPfNraNotLA/s200/so1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-5019505282699024451?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/5019505282699024451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=5019505282699024451&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5019505282699024451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5019505282699024451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/01/era-da-solidao.html' title='A Era da Solidão'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-HUZ6zjR8Kvw/TxcAQ-nMJhI/AAAAAAAABOI/HIUqw802t00/s72-c/so.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-4535927357864836325</id><published>2012-01-12T13:50:00.011-02:00</published><updated>2012-01-12T14:20:00.193-02:00</updated><title type='text'>O anel</title><content type='html'>Desde que minha mãe era criança                                 &lt;br /&gt;E minha avó era uma mulher sadia&lt;br /&gt;E meu avô um senhor pujança&lt;br /&gt;E meu pai um homem da lida&lt;br /&gt;O anel circulou pelas andanças                                                                       &lt;br /&gt;E foi trazido pelo destino                                                             &lt;br /&gt;O fato é que o anel viveu&lt;br /&gt;Até que um dia foi perdido&lt;br /&gt;Ninguém sabe se morreu                                                                     &lt;br /&gt;Pratas nunca morrem&lt;br /&gt;Sabe-se que dentro dele escondeu&lt;br /&gt;As histórias que se escondem&lt;br /&gt;Nas gavetas emperradas a pó&lt;br /&gt;Deixado ao tempo para trás&lt;br /&gt;O anel viveu prateado&lt;br /&gt;Até que num dia fugaz&lt;br /&gt;Já havia se esverdeado&lt;br /&gt;Lembrando minha tia Inara&lt;br /&gt;O quanto valia o círculo&lt;br /&gt;Por quantos dedos passara&lt;br /&gt;Por quantos deixara vínculo&lt;br /&gt;Das almas que ornara&lt;br /&gt;O anel foi entre gerações&lt;br /&gt;O elo de uma existência&lt;br /&gt;Centelhas de corações&lt;br /&gt;Razão de sobrevivência&lt;br /&gt;E cinza de alguém&lt;br /&gt;Não se cabe mais no tempo&lt;br /&gt;Perdido nos contos de outrem&lt;br /&gt;Perdido na imaginação e seu invento&lt;br /&gt;Passado de mão à mão&lt;br /&gt;Vestido como seda&lt;br /&gt;Quem diria o anel então&lt;br /&gt;Ser encontrado um dia atrás de uma mesa&lt;br /&gt;Cem anos após a ceia&lt;br /&gt;Onde noivou Tadeu feliz&lt;br /&gt;E sua namorada feito princesa&lt;br /&gt;Não há mais família, não há mais casa&lt;br /&gt;Paredes sim, ainda existem&lt;br /&gt;Mas por outros devidamente compradas&lt;br /&gt;Quem diria um ser inanimado&lt;br /&gt;Viver mais que vidas passadas&lt;br /&gt;Por razões quaisquer que sejam&lt;br /&gt;Unidas ainda num canto de uma sala&lt;br /&gt;Debaixo de uma mesa&lt;br /&gt;Desde que minha mãe era criança&lt;br /&gt;E minha avó era uma mulher sadia&lt;br /&gt;E meu avô um senhor pujança&lt;br /&gt;E meu pai um homem da lida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ahsvRapOxqA/Tw8GUwVhPaI/AAAAAAAABN8/iB8mJiHF_z4/s1600/anel4.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-ahsvRapOxqA/Tw8GUwVhPaI/AAAAAAAABN8/iB8mJiHF_z4/s1600/anel4.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-4535927357864836325?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/4535927357864836325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=4535927357864836325&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/4535927357864836325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/4535927357864836325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/01/o-anel_2475.html' title='O anel'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ahsvRapOxqA/Tw8GUwVhPaI/AAAAAAAABN8/iB8mJiHF_z4/s72-c/anel4.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-6940708894263281719</id><published>2012-01-11T09:22:00.000-02:00</published><updated>2012-01-11T09:22:28.013-02:00</updated><title type='text'>Sou uma pedra</title><content type='html'>Sou uma pedra. Nada mais que uma pedra. Sou uma pedra vulcânica. Apagada há milhões de anos espero o momento certo de ressurgir, de requeimar. Dependo de uma erupção que não é minha, mas da qual faço parte peremptoriamente. Minha tristeza: não escorro mais. Meu calor esfriou com meus curtos séculos. agora sou um aglomerado de pó. Um dia, fui lava quente, derretendo os outros, criando sulcos, cânions, países, alpes e montanhas. Influenciei a geografia da Terra, a geografia de mim mesmo. Destruí cidades, possibilitei férteis plantações. Fui uma mistura de morte e vida. Virei granito. Não sirvo nem para estátua. Talvez sirva pra uma pia de cozinha. Barata. Não me moldo mais a nada. Estou velho. Não participo mais do Tempo. Sou um velho e tristonho e frio cometa preso ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai quem me dera a circunferência de minha montanha explodisse de novo. Depois de milênios povos olhariam para mim com assombro, protegeriam suas faces e seus narizes, mas eu, transformado em gás venenoso os mataria sem piedade. Eu, escorregaria como criança num escorrega de magma. Brilhando, e tracejando a noite com o meu caminho de fúria. Explodiria usinas consideradas intransponíveis, queimaria florestas seculares, reduziria cidades a pó. Ao pó que sou hoje. E sem vingança. Eu seria a reciclagem de algo. A esperança de vida ardente. De que o planeta ainda não acabou. Que existe vida embaixo de nós. Fogo. Radiação. Hecatombe.&amp;nbsp;Até que um dia eu esfriaria de novo, incólume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-knzgovdId84/Tw1v28zitEI/AAAAAAAABNI/7bGBtSF835o/s1600/pedra+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-knzgovdId84/Tw1v28zitEI/AAAAAAAABNI/7bGBtSF835o/s200/pedra+1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma pedra. Nada mais que uma pedra. Às vezes me chutam de brincadeira. Às vezes tropeçam em mim, e caem. Não posso rir. Não me foi concedido este favor. Mas não se engane. Sou parte de um todo universal. Só o poro mais que microscópio da mitocôndria do ser mais mínimo que há. Sou o pó do cocô do cavalo do bandido. Mas sou algo. Desta vez ínfimo, mas sou importante. O Universo depende de mim tanto quanto de um elefante ou de uma super estrela solar. No dia em que eu desaparecer nada mais restará. Sou o elo perdido. Sou o amor que se perdeu. Aliás, este amor não é conhecido no meu universo. Sou a solidão dos astros em explosão. Sou a cadela que devora o filhote que nasceu com algum "defeito" congênito. Sou apenas arenito selvagem. Não conheço o amor. Ele existe mesmo? Não ouvi dizer, pedras não ouvem. Mas sentem. Sentem os batimentos do solo e o momento da nova erupção. Apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai... se em algum momento me fosse concedido o direito de amar.... pois amar é ser amado, não? Com certeza não seria um amor de pedra, e talvez minha alma de granito fosse presenteada com alguma elevação espiritual, e talvez, apenas talvez, então, eu pudesse ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma pedra....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-6940708894263281719?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/6940708894263281719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=6940708894263281719&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6940708894263281719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6940708894263281719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/01/sou-uma-pedra.html' title='Sou uma pedra'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-knzgovdId84/Tw1v28zitEI/AAAAAAAABNI/7bGBtSF835o/s72-c/pedra+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-1430911671309203108</id><published>2012-01-09T06:34:00.002-02:00</published><updated>2012-01-09T06:45:51.826-02:00</updated><title type='text'>Morrer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes penso em morrer. Não em me suicidar, pois não acredito em suicídio. Não que não se morra assim também, simplesmente acho indigno se matar. E não teria a coragem. Mas às vezes penso em morrer. Penso na facilidade do morrer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabariam os problemas banais que me assolam, as invejas que me derrubam, as burocracias que me interrompem, os medos dos finais de mundo, as chatices dos reveillons mal-amados, as músicas que entretêm os outros menos do que me doem a alma, os amores lúdicos existentes apenas nas nuvens da minha necessidade, &amp;nbsp;as mentiras que não sei distinguir, os amores vãos e singelos, os amores vãos que me destroçaram, e finalmente as minhas células jovens e cansadas poderiam parar de esperar, esperar, esperar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A morte é o fim do labirinto. É o fim das nossas auto-análises, da nossa alma, dos nossos corredores sem fim, escuros, repletos de morcegos. Dirão os "alegres" de plantão, sempre a me criticar: "Não seja idiota, que a vida é prosa, e cheia de passarinhos e sol." &amp;nbsp;Às vezes penso que a vida é uma caverna cheia de corujas e aranhas peçonhentas, e que apenas no fim desta encontrar-se-há um passarinho em algum perfume de mel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, há 5 minutos atrás, gripado, nariz constipado, e peito dilacerado pelas coisas que vejo, tanto quanto as que imagino, pensei que seria um belo ato de nepotismo se Deus me levasse e me entregasse qualquer coisa para fazer que não significasse vagar por essas paragens humanas tão erradas e doídas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que perderia o sabor das amêndoas, e os açúcares das cerejas...Sei que não conseguiria morrer sem a audição da música! Mas a água caindo, e eu pensando, pensava que não conseguia viver... E me lembrei de uma música que eu fiz há um tempo onde relato de forma romântica e pueril a falta das coisas mais importantes, e muitas delas supérfluas. Música recente, nunca tocada ainda, composta numa época em que eu pensava possuir pelo menos algum amor no bolso, e em tal música.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje vejo que não possuo nada além do que me foi dado no momento de minha concepção. E se posso ficar feliz com isso, acho que devo. Devo este significado, e este respeito aos meus pais e a Deus, chame-o como quiser. Ha! Sou mais experiente, é vero. Grande merda.... Aprendi que aquela frase maravilhosa, daquela música maravilhosa dos Beatles, "And in the end, the love you take is equal to the love you make.", é a coisa mais sábia que há, e também a maior bobagem de todas, e que "Love, love me do, you know I love you... so please, love me do." é a explicação do que realmente significa amar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi com grandes músicos que "the lunatics are in my head". E aprendi que o teatro traveste imbecis, e que a única arte que se doa (verbo:doar) totalmente é a Pintura. Outro dia dia fiz uma música despretensiosa para uma letra que me foi dada, e que em um desses minutos inexplicáveis, captou uma música vinda de mim. E a letra, logo depois, dias depois de ter concebido a música, percebi que tinha tanto a ver com o que tem acontecido comigo, que parece que a coincidência nem é mágica, é de propósito mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto que mãos me dirigem na direção correta, e que na maioria das vezes eu não as sigo, e elas choram por mim... Saiba, seja lá quem quer que seja que me leia, que sempre que escrevo estou sozinho, e que derramo nas palavras a maior dor que existe, e que é a dor de viver.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-piEMstQZ450/TwqmdLq1V3I/AAAAAAAABNA/iwtr3j-GuWw/s1600/luto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-piEMstQZ450/TwqmdLq1V3I/AAAAAAAABNA/iwtr3j-GuWw/s200/luto.jpg" width="193" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-1430911671309203108?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/1430911671309203108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=1430911671309203108&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1430911671309203108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1430911671309203108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/01/morrer.html' title='Morrer'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-piEMstQZ450/TwqmdLq1V3I/AAAAAAAABNA/iwtr3j-GuWw/s72-c/luto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-7508992168173150450</id><published>2012-01-07T11:36:00.012-02:00</published><updated>2012-01-07T11:55:55.931-02:00</updated><title type='text'>Tempo e Sonho VI</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aVlHtd0ugKg/TwhMN07_MsI/AAAAAAAABMo/40o08U0gKV8/s1600/cocaina.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://1.bp.blogspot.com/-aVlHtd0ugKg/TwhMN07_MsI/AAAAAAAABMo/40o08U0gKV8/s200/cocaina.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;Vagou desenfreadamente pela orla de Ipanema, repleta de turistas. Seus passos eram lerdos e pesados, como se pisasse lama, mas seu corpo era vigoroso, porém, sua cabeça nem um pouco alerta. Um cuspe de algum andar do hotel Fasano não o tocaria em nada. Mas Jonas não estava perto do hotel mais badalado da cidade. Jonas estava no calçadão de Ipanema, andando de forma "besoura", fitando com melancolia o desenho padrão formado pelas pedras portuguesas do passeio público da orla, mais perto do mar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Seu pensamento era de besouro mesmo. Besouros são bichos estranhos. Parecem se alimentar de pó, pois sua energia é completamente folgada. Se movimentam de forma inerte. Cutucam as paredes com suas antenas que devem funcionar bem, mas que nunca os levam em linha reta. São seres sem foco. Mas como criticar os besouros? Afinal, tudo que existe no planeta Terra passou pela grandiosa provação proveniente da evolução. Inclusive os besouros "enmaconhados".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Jonas se sentia assim, pois havia ingerido (ainda no Arpoador) umas raspas de noz-moscadas. Como se sabe muito bem, a noz moscada é um tempero com propriedades esquisitas ao cidadão comum. Embora essa noz seja dotada de uma composição variada de óleo essencial constituído por uma mistura de limoneno, cimeno, peneno, miristicol, miristicina, linalol, borneol, geraniol, eugenol etc., óleo fixo branco, manteiga de moscada, matérias resinosas, pépticas etc. Acredita-se que a noz moscada possua propriedades afrodisíacas, anti-inflamatórias, digestivas, diuréticas e especialmente sedativas.  O nome científico é Myristica Fragranc. A noz moscada é dividida em duas partes, a interna e a externa. A externa, chamada Macis, é menos usada, porém  a nos-moscada ingerida em grandes quantidades pode causar alucinações e causar desorientação.  Duas nozes-moscadas inteiras podem causar morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes Jonas se perguntou o porquê do nome "moscada". Tão pareceido com mosquito, mas isso fazia apenas parte de seus devaneios inúteis. De qualquer forma nunca ultrapassara três doses do tempero: não era louco. Quer dizer: na verdade era. Mas se protegia. Só que desta vez Jonas havia ingerido quatro doses, e ainda não havia morrido. Acreditava que o beijo da menina o salvaria de tudo. E pode até ser que o tenha salvado da alma, mas nós sabemos que não o salvaria do coração físico.&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Não se sabe se o encontro foi real, ou se foi resultado de uma "imaginação" aditivada pela substância. O fato é que Jonas ao andar pela orla deu de cara com três pessoas, que não se sabe de que forma, tornaram-se amigas dele como que num "amor-à-primeira-vista".&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Em dez minutos se encontravam sentados num pé-sujo de Ipanema. Um pé-sujo dos mais sujos, tão sujo, que acho que nem no bairro do Estácio você encontra coisa assim. Pois então. Viam-se os três sentados numa mesa de ferro pintado de azul, e com a propaganda de uma cerveja desenhada no centro. Jonas apinhado de noz-moscada, se sentia um besouro, mas não pudera deixar de notar que os outros três estavam sob o efeito de uma noitada repleta de cocaína em altas doses. Eram Jonas, um homem, e duas mulheres muito bonitas. Só que babavam quando falavam. O encontro durou cerca de umas quatro horas, e foi puro entretenimento, embora Jonas houvesse se apaixonado por uma delas - a mais louca. E durante esta paixão impossível, &amp;nbsp;Jonas passou de besouro à superman. E viu-se realmente o personagem de Nietzsche, descendo da montanha para alertar o povo. Só que Jonas, ao contrário de Nietzsche, tropeçava em flocos de cocaína boliviana. E em vez de alertar, pedia ajuda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A conversa foi das mais diversas, onde não havia pausas. Os quatro loucos falavam alto, e todos ao mesmo tempo, de forma intensa, quase uma guerra de amizades, uma luta de palavras com o gosto beligerante que só existe nas antigas e verdadeiras amizades. Ao mesmo tempo em que as meninas a cada 20 minutos se levantavam para dar um teco no banheiro podre do pé-sujo, aterrisavam na mesa garrafas e garrafas de cerveja, que eram consumidas com volúpia, sempre seguidas da promessa de que seriam a última - prova de que não se morre de véspera.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;No fim, quando a loucura, e o som alto das conversas e polêmicas, &amp;nbsp;já ultrapassava o meio-dia, e um mundo normal já servia de espectador, Jonas foi abduzido por um de seus pacientes: Carlos, o senhor de 60 anos, que sofria de medo e amor pela mãe. Jonas então se levantou e pediu licença, e naquele momento viu nos rostos de seus novos amigos um ar de indiferença, como se nada daquilo houvesse possuído alguma importância, e pensou, num momento de lucidez: esta é uma terra de traças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-E3gQjTP9VcQ/TwhMT94neTI/AAAAAAAABMw/xhc0fM0jNLM/s1600/cocaina1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-E3gQjTP9VcQ/TwhMT94neTI/AAAAAAAABMw/xhc0fM0jNLM/s200/cocaina1.jpg" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="separator" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="separator" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Foi, como de costume para o hotel onde o senhor, seu paciente, vivia. Era mais um milionário que alugava uma suíte num lugar chique de Copacabana para fugir um pouco da mãe que o atormentava. Então Jonas pensou que no fundo mãe e irmã e namorada são como noivas. E que o noivado é sempre a esperança do corno final, aquele que liberta em vez de machucar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;"Como foi seu dia, Carlos?" Aquela velha e costumeira pergunta, rotina de psiquiatra... Pergunta sem nexo, pois uma vez que o Tempo não existe de que adianta esta pergunta! Isto foi o que pensou Jonas. Obteve a resposta que sempre obtinha.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;-Esta mulher... não há entendo, presta-me um serviço, mas não sei qual é. Durmo com ela na cabeça, mas quando acordo esqueço de tudo. Não sei mais se é minha mãe, ou minha irmã, ou minha namorada, sendo assim acho que é minha noiva. Trata dos meus trabalhos, e me presta favores extras. Mas sinto que ela não existe, e isso me aflige.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;-Bom, Carlos, há anos tratamos disso e realmente existem evidências de que ela não existe. Ela é apenas aquela mendiga que recebe seus 3 reais diários como recompensa pelo seu sofrimento. E que dorme na rua todos os dias, na Lapa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;É claro que o confronto com esta realidade mágica sempre causava em Carlos um profundo espanto. "Sua mãe morava na Inglaterra, casada com um turco, que se alimentava de pães da Harrods todos os dias, e geléia de maracujá importada do Brasil".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;- Carlos, a única cura para o seu problema é nunca mais doar seus 3 reais diários à esta pedinte, comprar uma coca-cola com eles, e a cada gole que tomar refletir e cantar interiormente um mantra: " Eu existo, ninguém mais / Eu preciso é de prozac."&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;-Carlos... um milionário inútil é um ser pobre. É um morto. Ao terminar esta frase vi-me no chão, combalido por um soco na cara. Carlos havia tido uma reação violenta, o que era normal, e corriqueiro, porém, seus socos não me assustavam, pois não doíam realmente, só me derrubavam. Então ele praguejou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;- E o senhor??? Que vive ingerindo noz-moscada? Como pode entender alguma coisa de ilusão?&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Fez um cheque e foi embora. Era assim que eu me sustentava, e me senti naquele momento igual a pedinte que ganhava 3 reais diários de Carlos. Embora eu houvesse ganho 500, e isso fazia alguma diferença.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Uma hora depois, ainda seguindo meu caminho por Ipanema descobri ao longe os meus três amigos ainda completamente cheirados, só que desta vez acompanhados pelo meu paciente, Carlos. Este bebia uma coca-cola com uísque. A conversa entre eles gerava turbilhões da avenida, e o homem do bar já enfiava algodão nos ouvidos em busca de um pouco de paz. E então eu pensei comigo mesmo: o que será que leva essas pessoas a se drogarem desta tal forma? Serão suas vidas amargas? Ou será a amargura de seus narizes? A menina bonita urrava e babava imprecações ideológicas que eram recebidas pelos demais como pedaços de uma intelectualidade que havia totalmente perdido o sentido, e me fez pensar também. Como seria esta menina caso não cheirasse cocaína? Teria ela a chance de articular pensamentos menos babados? Cuspiria menos? Já seria um ganho. Tão linda... com olhos de um castanho profundo, presos numa sutil inapetência quanto à vida. Sutil delinquência mórbida, que transforma seres inteligentíssimos em doces intelectualóides da Zona Sul.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Carlos agora pegava de leve nas mãozinhas pequenas dela. O velho não tinha vergonha. Era, enfim, um safado com charme de malandro. Com essa mania de contactar fantasmas ele mesmo era um. A menina tirava a mão insistentemente. Mas de repente vi-me tórrido de ciúme de algo que não comi. Como que desejoso de um hamburguer do Mac Donald's o qual não me pertence e está na boca de outro. Meu ciúme é o que me faz andar, pensei de repente. Mas joguei fora este pensamento absurdo e foquei de novo na babalança de quaro pessoas completamente narcotizadas pelo deus branco, aquele que se usa uma pizzaria do Leblon como templo, e que afunda os narizes até que o cérebro vire cereja. Senti-me triste, e inapetente, e impunemente tirei do meu bolso mais uma noz-moscada. Seria a quinta do dia, mas eu não morreria tão cedo, Sig me protegeria.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_yCMQ9_6gmo/TwhMZvWw31I/AAAAAAAABM4/QczB617SfUY/s1600/cocaina3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="158" src="http://1.bp.blogspot.com/-_yCMQ9_6gmo/TwhMZvWw31I/AAAAAAAABM4/QczB617SfUY/s200/cocaina3.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-7508992168173150450?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/7508992168173150450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=7508992168173150450&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7508992168173150450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7508992168173150450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2012/01/tempo-e-sonho-vi_07.html' title='Tempo e Sonho VI'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-aVlHtd0ugKg/TwhMN07_MsI/AAAAAAAABMo/40o08U0gKV8/s72-c/cocaina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-466909945712537351</id><published>2011-12-31T04:52:00.001-02:00</published><updated>2011-12-31T07:08:02.548-02:00</updated><title type='text'>Tempo e Sonho V</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei como alguém pode sofrer tanto quanto você... Disse Sigmund. Na verdade acho que sei sim, continuou... E de repente da cozinha lá de casa me vi em cima de um monte, cujo cume era muito íngreme, de rocha vulcânica adormecida por milhões de anos. Era o cume de uma montanha que ia subindo, e subindo até onde a vista já não podia aguentar, e o topo desta montanha possuía a largura de um poste de luz da cidade. Iluminado por um sol escaldante, e uma lua estonteante, eu me encontrava lá em cima. Os dois pés juntos sem espaço para abri-los. Abrir-me! Quedava-me estático, sem poder me mexer, sob o risco de cair no fosso da vida. E então Sigmund disse-me:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você ainda está em coma, meu amigo. Mas não se preocupe, é porque você deseja estar. Infelizmente não posso te dar a mão. Não posso te ajudar a sair do seu pico de altura e espaço micros. Mas será um ótimo momento para discutirmos o Tempo e o Sonho e suas relações.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontrava-me eu, completamente atônito àquela situação, e não acreditando em mim mesmo, tive que equilibrar-me &amp;nbsp;para não cair em meu próprio vácuo. Sigmundo então chegou os olhos bem perto dos meus, e pude até sentir o talco de sua barba rescindindo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Está é a sua maldição, meu jovem amigo. Poder se mexer quando não deve se mexer. De certa forma essa é a história do Tempo e do Sonho. Uma vez estático, no cume da fina rocha, presencia-se o Tempo. Porém, a impossibilidade de se mover em nada tem a ver com o Tempo, propriamente dito. Ela é feita do Sonho. É o que você apenas pode atingir dentro de seu subconsciente. Seu consciente é cair, e isso é inevitável. Pois que o Tempo é sempre inevitável; o Sonho nunca.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quis perguntar "porquê", mas Sigmund jogou suas palavras na minha frente, e disse:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Einstein errou! A Ciência errou! HAHAHAHAHAHAHAH!!!!! E desatou num riso misto de choro e alegria. Algo de louco, porém nada profano. Algo de genial e profético.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jntYqtvJv38/Tv6v3BEuMDI/AAAAAAAABLg/nO5EPiG9_XA/s1600/tempo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://3.bp.blogspot.com/-jntYqtvJv38/Tv6v3BEuMDI/AAAAAAAABLg/nO5EPiG9_XA/s200/tempo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O Tempo não existe, meu velho camarada! O Tempo é apenas o movimento das coisas. Não é uma dimensão. Quando você nasceu sua vida era uma planície baixa e inerte. Os rios de sua existência trataram de desencadear o processo de erosão do seu ser. ISTO é o Tempo! Em cinquenta anos você já havia se tornado um Grand Canyon. Bastou apenas um filete de água, um Rio Colorado, e uma sucessão de outros filetes e aí se encontra você: num alto de uma ponta que se esvai a cada dia, até que o grande momento chegue, e você caia no vazio que pertence a qualquer um. Cada um tem a sua história moldada em erosão pelos Rios Colorados devidos de suas vidas. Cada um possui o seu Canyon, mas a ação do Tempo é inexorável, e não depende de dimensões, nem de misticas, nem de acasos, nem de relógios que o pensam marcar suas horas. O Tempo não passa da areia que cai numa ampulheta. O Tempo é o cair da areia e nunca a ampulheta! Einstein errou! HUHUHUHUHUHUH!!!!!! Tempo é Movimento!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yfuqIwPZi6Y/Tv6wJKZOc7I/AAAAAAAABLs/6AehaQww0Fc/s1600/tempo1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-yfuqIwPZi6Y/Tv6wJKZOc7I/AAAAAAAABLs/6AehaQww0Fc/s1600/tempo1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhei para baixo e por um segundo entendi a sua "verdade". &amp;nbsp;E pensei então no tratado filosófico de Camus, que dizia que a vertigem nada mais era do que o desejo de pular. E neste momento Sigmund reapareceu, só que desta vez por trás, num ângulo que eu não consegui vislumbrar. E continuou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- ..........o Sonho. O Sonho é o que existe atrás de você, meu jovem amigo. Ao contrário do que se pensa, o Sonho é o lastro do livre arbítrio. É a única coisa que faz você não cair para trás deste rochedo. É a representação da vontade de existir em pé. E é claro que ele nunca vai se concretizar, e você um dia há de cair, mas até lá o sonho te segura. O sonho é o músculo da alma. É o que te faz florir. E independe do movimento dos córregos, dos cometas, das explosões das supernovas, do Universo em expansão. Há uma expansão da alma. O sonho é a verdadeira gravidade das coisas. O Tempo é apenas a erosão das partículas; o movimento dos astros. O Sonho é a vertigem que nos move. E não se engane, amigo, até papagaios sonham! Estamos todos atrelados às erosões do Tempo-Movimento. Porém, sonhar é uma dádiva, uma vez que não se sonha, se está morto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas não são interdependentes, Sonho e Tempo, caro Sigmund? Perguntei eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-É claro, sua anta! Disse ele. - Um carro só anda caso as rodas rolem, e isso é atrito (Tempo). Porém, há duas possibilidades na vida: ou você aperta o acelerador, ou perde o freio ladeira abaixo. HUAHUAHAHUAHUAH!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sumiu. Mesmo assim perguntei a mim mesmo. "Será que esse cume alto e fino e frágil existe porque estou em coma e chegou minha hora derradeira?" Foi bem naquele momento em que me vi sacudido pelo menino, meu paciente de quinze anos, letrado, nerd, e tão improvável ainda, embora não mais virgem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Acho que o senhor teve uma apoplexia de algum grau, ou entrou em estado catatônico, cataléptico, ou coisa assim. Disse ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E o que foi que eu falei, se é que falei? Tem alguma coisa que eu disse, me conte por favor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bom, o senhor balbuciou algo sobre sanduiche de manteiga com presunto....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_RcvyHaEcd0/Tv6w3eqw0XI/AAAAAAAABME/blKWw9mZMzc/s1600/tempo3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="171" src="http://1.bp.blogspot.com/-_RcvyHaEcd0/Tv6w3eqw0XI/AAAAAAAABME/blKWw9mZMzc/s200/tempo3.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dispensei o moleque. Realmente logo seria o último ano do dia, quer dizer, último dia do ano, perdão. Mas que diferença faz? Aquela conversa com Sig me remeteu fisicamente ao Arpoador, onde sentado nas pedras, eu me via sozinho, apesar do formigueiro de turistas sem devaneios e criatividades, apenas sede de algo novo. Prazeres quaisquer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentado numa pedra, olhando o mar, e a Lua que já partia o céu determinando o espaço do Homem, senti minhas mãos serem tocadas por uma menina de vinte anos. Demorei um minuto dentro daqueles olhos verdes até que pude perceber que pertenciam à uma de minhas pacientes: a menina.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei como ela surgiu, só sei que seu semblante parecia irradiar a luz da própria lua, e por um momento me apaixonei . Então ela me disse:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A luz da lua é o Sonho, o Sol é o Tempo. Devaneio e erosão, eis as partículas que fundem-se no Ser Humano. O universo é belo, não acha, senhor Jonas?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não consigo pensar neste momento. Preciso de uma casca de noz ralada com Nescau...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Aqui está, meu amor. O senhor, meu psiquiatra, merece tudo que tenho para dar. E me entregou o copo cheio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim fizemos amor em público, num canto de mar. E enquanto eu percorria seu corpo liso de jovem mulher, eu sentia a porosidade da rocha contra a minha pele de médico. E neste minuto ouvi Sig dizer em meus ouvidos, quase dentro de meu cérebro:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pele é lua, pedra é sol. Lua é sonho, sol é erosão. Sonhos são partículas da alma, sujeitas apenas a preencher nosso vazio original. Tempo é colisão de astros, é explosão de radiadores, são passos dados ao infinito da morte, e dos sonhos também. Einstein era um robô feito de sonhos, assim como vocês também são.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ao ouvir suas sábias (ou erradas, vai saber...) palavras, eu pensava que sexo é Tempo, amor é Sonho, e os dois juntos dão razão ao ser humano que somos nós. Eu e a menina dos vinte anos, nos amando totalmente dependentes de sonhos e tempos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois nos sentamos, e não percebemos a multidão que nos seguia com olhos atônitos, e risadas murmuradas e idiotas. E conversamos sobre o ano novo. E sobre a indiferença da data. Falamos sobre compartilhamentos de pensamentos, e vi que mais uma pessoa neste mundo além de mim pensava igual. Que não há ano novo. Tudo é novo enquanto houver movimento mental. E que tudo será velho enquanto houver movimentação física. E que tudo isso se confunde assim como 2011 se confundirá com 2012, logo ambos se tornando uma coisa só: a existência de uma roda que gira, e de um fogo que nos alerta e nos consome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passaram-se quatro horas de conversas e sonhos, até que Jonas viu-se acariciar por uma fosca e bela luz solar, que ainda não o direcionava de frente, mas raspava-lhe a fronte, tecendo em seus olhos sensações que se esfumaçariam, assim como a menina, que nunca existiu ao seu lado, apenas em Sonho, mas que custou-lhe o Tempo, e afinal, era sua paciente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim, Jonas levantou, olhou para os lados já vazios de turistas, se dirigiu à uma poça de água límpida, &amp;nbsp; que corroía lentamente a pedra do mar do Arpoador, e mijou. E ficou surpreso, pois o que saía dele não era mijo, era perfume. E tinha cor de champanhe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Continua... Feliz Ano Novo...)&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--oegt6xd8SM/Tv6wVlY75eI/AAAAAAAABL4/4BxBBC-Jf18/s1600/tempo4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/--oegt6xd8SM/Tv6wVlY75eI/AAAAAAAABL4/4BxBBC-Jf18/s200/tempo4.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-466909945712537351?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/466909945712537351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=466909945712537351&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/466909945712537351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/466909945712537351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/12/tempo-e-sonho-v.html' title='Tempo e Sonho V'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jntYqtvJv38/Tv6v3BEuMDI/AAAAAAAABLg/nO5EPiG9_XA/s72-c/tempo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-7919629559413147677</id><published>2011-12-28T08:54:00.001-02:00</published><updated>2011-12-28T08:55:40.371-02:00</updated><title type='text'>Lady Liuwa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assisti a um lindo programa do National Geographic na TV: a &amp;nbsp;história de uma leoa solitária. Chamada carinhosamente pela equipe de&amp;nbsp; Lady Liuwa&amp;nbsp;. Este&amp;nbsp;animal&amp;nbsp;selvagem revelou o lado dócil que apenas emerge da solidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas planícies de Serra Leoa, na África, onde as estações do ano são dinâmicas e difíceis,&amp;nbsp; Lady Liuwa&amp;nbsp;&amp;nbsp;se tornou conhecida pelos poucos habitantes humanos, como a última da espécie existente no lugar. E ficou famosa por vagar solitária em busca da sobrevivência e de um companheiro de sua espécie. Nas batalhas contra as ienas, que roubavam suas presas já capturadas, comumente; nas batalhas contra os homens, caçadores de troféus, e caçadores de outros homens também; em lutas políticas, revoluções, etc.&amp;nbsp; Lady Liuwa&amp;nbsp;&amp;nbsp;era a mais famosa sobrevivente de uma guerra de outros, e que dizimou a maioria da vida animal selvagem daquele país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo que a equipe de um fotógrafo chegou ao local, deu de cara com o que procurava: ela. E sendo assim a equipe, sem interferir no padrão natural de sua vida, seu comportamento, seus reveses e sorte, seguia&amp;nbsp; Lady Liuwa&amp;nbsp;&amp;nbsp;de longe. A equipe esperava uma reação negativa do animal à presença do homem por perto, devido ao trauma sofrido por tamanho genocídio e violência aos animais de todas as espécies do local, cometido pelo homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém depois de algum tempo algo incrível se deu.&amp;nbsp; Lady Liuwa&amp;nbsp;&amp;nbsp;passou a aceitar a presença desta equipe humana, especialmente a do fotógrafo. E o sinal evidente disto era que&amp;nbsp; Lady Liuwa&amp;nbsp;&amp;nbsp;passou a caminhar ao lado do carro da equipe, e não raro, rolava pelo chão demonstrando afeto, numa tentativa canina de chamar a atenção, uma aproximação até. Mas quem é louco de se aproximar de um predador selvagem com até 3 metros de comprimento e dentes de 20 centímetros?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-G-I11RVuXA4/Tvrz_utAMOI/AAAAAAAABLU/MinTFxcABGQ/s1600/leoa-solitaria-headerpillshowpicture.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="120" src="http://1.bp.blogspot.com/-G-I11RVuXA4/Tvrz_utAMOI/AAAAAAAABLU/MinTFxcABGQ/s320/leoa-solitaria-headerpillshowpicture.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto de Lady Leoa, tirada do site do Net Geo)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia o fotógrafo, andando sozinho pela planície à noitinha, avistou Lady Liuwa, que nada fez. Não reagiu, não rosnou, não demonstrou nada além de um afeto longínquo, cauteloso, felino. Em seus olhos de tristeza o fotógrafo percebeu que havia uma conexão entre os dois. E na volta,&amp;nbsp; Lady Liuwa&amp;nbsp;&amp;nbsp;o seguiu, e a partir de então passou a dormir junto ao acampamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu, tão acostumado a ver programas violentos, quanto em relação a animais, pela TV, fiquei tocado com este em especial. E nas tomadas de close de&amp;nbsp; Lady Liuwa&amp;nbsp;, eu via em seu olhar, em sua postura, o seu lado humano, impossível de se notar quando um animal deste se encontra em grupo. E me dei conta de uma coisa que já havia percebido há muito: a solidão é um sentimento que humaniza, porque talvez seja ela a semente de um outro sentimento, dito apenas humano, mas que para mim pertence a qualquer indivíduo, de qualquer espécie: o amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só sente amor quem tem a medida da solidão. Ok... Vão me achar contraditório, obtuso até. Não me importo. Não estou aqui fazendo apologia da dor, ou do sofrimento como redenção. Isso eu deixo para a Igreja Católica e demais similares. Estou apenas dizendo que nos olhos de&amp;nbsp; Lady Liuwa&amp;nbsp;, havia inexoravelmente algo de humano, uma percepção do indivíduo que ela só conseguira ao ter todos os outros de sua espécie desaparecidos. Um caminhar decisivo na hora da busca predatória, porém a tristeza escapada da alma, derramada pelas suas pupilas leoninas ao sentar para devorar solitariamente sua presa. Uma aceitação de sua "sorte" quando, cercada por ienas, era obrigada a &amp;nbsp;largar sua presa e, diplomaticamente, entregá-la aos outros, sem lutar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, quando um animal é capaz de calcular suas chances, e de fazer uma escolha diplomática, é porque pensa como humano. Afinal, &amp;nbsp;nada é diplomático por instinto.&amp;nbsp; Lady Liuwa&amp;nbsp;, é uma leoa que rolava no chão, à procura de um amigo humano, na falta de um de sua espécie. Estamos falando de um "leão", e não de um gatinho na rua!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fim do programa a equipe consegue levar para perto de&amp;nbsp; Lady Liuwa&amp;nbsp;, a duras penas, dois leões machos capturados a milhas de distância, em outro território, e são bem sucedidos. Agora&amp;nbsp; Lady Liuwa&amp;nbsp;&amp;nbsp;possui dois leões machos para caçar, acompanhar, e quem sabe encher aquela planície selvagem de leõezinhos - tomara!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste mundo louco somos todos iguais. Humanos não são melhores que bichos. Todos sofremos traumas, todos estamos suscetíveis às intempéries da vida, ou proveniente dos outros, que podem nos fazer mal. Todos damos um passo na direção da evolução, muito mais de acordo com nossas necessidades do que facilidades. E nesta vida é muito importante saber identificar o que você é, e isso sempre remete à origem de cada um. O que se perde depois é apenas obstáculo, por mais que possa significar muito, em algumas situações, para cada um de nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ver aquela leoa caminhando sozinha, subsistindo sozinha, existindo sozinha, me lembrou da dor de ser só, e da felicidade de muitas vezes não ser . Me avisou que o antídoto à solidão é o amor, e que talvez sejam tecidos da mesma matéria, do mesmo fio que nos compõe a única "coisa" humana que há, e que encontrei em&amp;nbsp; Lady Liuwa. &amp;nbsp;Um animal que "virou" gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quantos homens utilizam a dor como culpada pela sua embriaguez... É vero que pode ser. Mas não precisa ser. O truque é utilizar a embriaguez como culpa para a dor. Transformar solidão em trabalho, trabalho em amor, e amor em vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.natgeo.com.br/br/especiais/leoa-solitaria/"&gt;http://www.natgeo.com.br/br/especiais/leoa-solitaria/&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Leiam mais sobre.)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-7919629559413147677?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/7919629559413147677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=7919629559413147677&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7919629559413147677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7919629559413147677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/12/lady-liuwa.html' title='Lady Liuwa'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-G-I11RVuXA4/Tvrz_utAMOI/AAAAAAAABLU/MinTFxcABGQ/s72-c/leoa-solitaria-headerpillshowpicture.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-1927801500280660135</id><published>2011-12-23T07:34:00.001-02:00</published><updated>2011-12-24T00:46:17.214-02:00</updated><title type='text'>Tempo e Sonho IV</title><content type='html'>O menino, como eu ia dizendo, não possuía meios de bancar seu tratamento. Um dia, me chegou com uma nota de cem na mão dizendo que gostaria de pelo menos pagar por alguma coisa, com tudo que tinha no momento. Claro que declinei. Primeiro que uma nota de cem não ia fazer diferença no meu orçamento caríssimo, de psiquiatra renomado, figurão, comedor de belas mulheres e caviar iraniano. Segundo, que não queria tirar o dinheirinho do pobre garoto, que ainda, pensava eu, era virgem e devia precisar do dinheiro para sei lá o quê. Mas obviamente perguntei a ele como havia conseguido cem reais de um dia para o outro. Considero essa uma pergunta importante, e um tanto curiosa para um psiquiatra no trato de um adolescente, visto que esse mundo está louco, e me interessa o seu comportamento. O menino então me respondeu sem pestanejar. Disse ele: "Sou cambista de banco."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cambista de banco... pensava eu... Que diabos é um cambista de banco? Foi o que lhe perguntei, e ele logo respondeu, sem sorrir. "Eu chego no Banco do Brasil, peço à moça da entrada umas 20 senhas de atendimento no caixa. Ela já sabe do esquema. Eu dou a ela um troco depois. Aí, eu vou lá pra dentro, espero passar um tempo pra que as senhas já estejam quase na hora de serem chamadas, e monto minha "banquinha" num canto do banco. Muita gente até já sabe. Vendo cada senha por uns 5 reais para quem não tem saco de esperar na fila. Para quem está com muita pressa vendo até por 10 reais. É claro que o banco tem que estar bem cheio para que meu comércio funcione. E já fui expulso de algumas agências, e até banido, jurado de morte pelos seguranças etc. O senhor sabe quantos Bancos do Brasil existem na cidade?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wiNrojlHd_4/TvRIBOlfhEI/AAAAAAAABK8/J2Z7kkepors/s1600/cem.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="88" src="http://2.bp.blogspot.com/-wiNrojlHd_4/TvRIBOlfhEI/AAAAAAAABK8/J2Z7kkepors/s200/cem.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pasmem. O moleque era um gênio. E bem naquele momento percorreu-me uma alegria que seguiu-se a um arrepio na espinha e um ventinho bobo no ouvido. Era o meu amigo ancião e barbudo, vulgo Sigmund, para os íntimos como eu, que aparecera para me dizer algo. Pedi um momento ao menino e fui à cozinha, pois é o que eu faço quando vejo Sigmund, geralmente, e estou em meu apartamento. Me pediu uma pêra, o Sigmund. Não entendi nada. Disse-me apenas que se a pêra tivesse sido a fruta proibida, a história de Deus teria sido diferente. Não entendi mesmo. Riu, uma risada cocainômana, e sumiu como nuvem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para o sala onde atendia meu jovem paciente. Mal sentei em minha confortável poltrona de couro de bizão norte-americano, o menino começou a me revelar como havia perdido a virgindade naquele mesmo dia, de manhã. Naquele momento notei um certo constrangimento normal do garoto. E pensei como a sexualidade é realmente a coisa mais importante no ser humano, depois do dinheiro, é claro. Pois quem não tem dinheiro não pode ter nem sexualidade. E entendi o pensamento de Sigmundo sobre a maçã sendo substituída pela pêra. A pêra tem a ponta que a maçã não tem. E tudo que tem ponta é sexual. Uma bola perfeita serve apenas para se jogar futebol. Até os seios femininos necessitam de ponta. A ponta é símbolo da vida e da procriação, seja ela uma ponta passiva ou ativa, no caso, fálica. A ponta é o conflito do círculo, e... algo que eu ia dizer e realmente acabei de esquecer, uma pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao meu jovem paciente, é incrível como um menino com tamanha cara-de-pau, capaz de comercializar senhas dentro de um banco, pode sentir mais vergonha ao comer uma mulher pela primeira vez. Claro que isso se deve à figura materna. O mundo é um círculo, assim como é &amp;nbsp;a vida. A mãe é a ponta da pêra, é o que diferencia as pessoas umas das outras. Talvez por isso se use tanto a expressão "É a mãe! Mas chega de pensamentos parasitas. O menino interrompeu meu fluxo cerebral e começou a contar rapidamente a sua história - como forma de vencer a própria vingança de ter comido uma mulher pela primeira vez (É a mãe!). Mas achei interessante a história, porque começou a me contar onde foi, como foi que descobriu o lugar, quem o indicou, e que havia ido sozinho embora sua mãe tivesse alguma vez o alertado sobre o perigo de ser sequestrado e vendido como escravo branco em países da África (por que será que só as mães falam dessas coisas nestes momentos?). Bom, o menino chegou no puteiro, que era de quinta... Tocou a campainha, e foi logo atendido por uma mulher gorda com uma verruga no queixo e óculos de Woody Allen (ele de novo.. pensei eu). O menino ficou à espera da puta se refrescar e se aprontar. Quando entrou na cabine foi como se tivesse entrado numa câmara de gás. Seu coração, ainda coraçãozinho, pulava em vez de bater. A puta não era nem bonita nem &amp;nbsp;feia, mas era fácil (coisa que logo no ínicio dos Tempos o Homem aprende a dar valor). Tiraram a roupa burocraticamente. Quando a puta deitou na esteira, fez assim com os braços na direção do menino e disse: "Vem, amorzinho." (Silêncio) O menino então respondeu de forma incrível e sucinta: "E os prolegômenos?" Nesta exata hora Sigmundo apareceu do meu lado e disse: "É gênio! mas não adianta tratá-lo, amigo, não tem cura, ele será advogado..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-UWJSQxvXPTQ/TvRIMnPEfsI/AAAAAAAABLI/JsX4a-81pks/s1600/putas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="143" src="http://1.bp.blogspot.com/-UWJSQxvXPTQ/TvRIMnPEfsI/AAAAAAAABLI/JsX4a-81pks/s200/putas.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;De repente tudo sumiu, e a única coisa que eu via na minha frente era um cinzeiro de cristal, limpo, com um caroço de noz moscada dentro. Cortei-o com uma faca em partes, para facilitar a digestão e as engoli. Me vi de repente apaixonado por Gerúndia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerúndia, era a velha que eu tratava. Minha paciente. E o amor que eu sentia por Gerúndia engolia elefantes. E de repente vi um imenso prédio, de mais de 30 andares. E eu sabia que Gerúndia se encontrava no décimo quinto andar. E eu, papai noel (estava vestido como), possuía &amp;nbsp;a missão de subir e entrar pela janela de Gerúndia levando na boca uma rosa e nas costas um saco cheio de sonhos. Este saco pesava muito, mas eu subia mesmo assim. Com minha avançada idade de uns 300 anos, e uma barba branca que às vezes agarrava em minhas botas de inverno, eu subia, e subia, e quase chegava no décimo quinto andar. E quando felizmente atingi o andar que me esperava, e botei as mãos na janela aberta, eis que a parte de cima cai em meus dedos, e com imensa dor me despenco de lá de cima do décimo quinto andar, com uma flor na boca e um saco de sonhos nas costas. Demoro um minuto apenas para atingir o chão, mas ao invés de atingi-lo, atinjo uma velha que carregava um guarda-chuva de florzinhas roxas. Esta velha era Gerúndia! Não sobreviveu ao choque, mas salvou minha vida, e assim eu pensei, por um momento que me salvara por amor, e não acidente. Mas não seria o amor uim acidente, de qualquer forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, entrei em coma. Fiquei &amp;nbsp;em estado catatônico por 10 dias sem poder atender meus pacientes. E nenhum deles apareceu para se consultar. Quando passou o efeito de meu coma, levantei e fui para &amp;nbsp;a cozinha. Havia me dado vontade de comer um pão com manteiga e caviar. Lá estava Sigmund...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(continua...)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-1927801500280660135?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/1927801500280660135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=1927801500280660135&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1927801500280660135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1927801500280660135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/12/tempo-e-sonho-iv.html' title='Tempo e Sonho IV'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-wiNrojlHd_4/TvRIBOlfhEI/AAAAAAAABK8/J2Z7kkepors/s72-c/cem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-6198743609422537948</id><published>2011-12-17T05:55:00.003-02:00</published><updated>2011-12-23T06:12:36.462-02:00</updated><title type='text'>Tempo e Sonho III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo psiquiatra, bem como qualquer um que lide com o ofício de curar mentes neuróticas, também é um neurótico. E uma coisa é certa: adoramos tudo sobre o Woody Allen. Ele é o Dostoievski contemporâneo, e é engraçado. Não possui o ranço dos russos cheios de neve, e é judeu, o que o torna mais engraçado ainda, e inteligentíssimo. Não fosse judeu não seria nada. Tenho um paciente do qual não cobro um vintém. Pois ele não tem acesso a dinheiro ainda. Tem apenas 15 anos e está sentado no meu divã neste exato momento. É um adolescente, mas tenho certeza de que quando olho para ele estou olhando para o Woody Allen. Embora sua família seja rica, dona de concessionárias de automóveis, o tratam como o filho pródigo que veio na hora errada. Acho que sou o único com quem ele profere palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem 15 anos e, juro por Jesus e toda a sua trupe, não faço a menor ideia de como ele entrou no meu apartamento, visto que estava sozinho e ele não possui a chave. Quando entrei ele já estava lá. Mas também &amp;nbsp;isso&amp;nbsp;não importa . Pedi um minuto para ir ao banheiro, e ao invés disso engoli um caroço de noz-moscada. Só a noz salva!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-V7vOsAQkZDg/TuxIjTBrN4I/AAAAAAAABKo/0pZw7-hoNPs/s1600/tempo+e+sonho3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-V7vOsAQkZDg/TuxIjTBrN4I/AAAAAAAABKo/0pZw7-hoNPs/s1600/tempo+e+sonho3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não costumo relatar as conversas que tenho com meus pacientes, mas essa é necessária. O moleque é astuto. Me contou que colocaram no rol de entrada do prédio dele uma árvore de natal. Estamos em época de natal, não é? Pois bem... continuando. Colocaram uma árvore de natal que parecia uma &lt;i&gt;rave &lt;/i&gt;cheia de exctasy, sei lá como se soletra isso... Bom.... semana passada o menino passava pelo corredor, onde fica a árvore piscante, e deu de cara com a &amp;nbsp;síndica do prédio. O menino pediu um minuto de atenção, encarou a&amp;nbsp;horrorosa&amp;nbsp;e amedrontadora&amp;nbsp;velha&amp;nbsp;&amp;nbsp;e disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Cara senhora, gosto do natal, acho as árvores cintilantes lindas, porém não acho justo que meus pais sejam obrigados a contribuir com os seus custos através da taxa do condomínio, portanto gostaria de solicitar o abatimento do que não nos é devido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A senhora horrorosa respondeu impávidamente, quase sem mexer as feições, repletas de botox:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Amiguinho... todos no prédio são responsáveis pela árvore. Ela é para todos e portanto foi comprada por todos, inclusive seus pais, os quais não podem utilizar de tal abatimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Minha senhora, com todo o respeito à sua religião, mas eu e meus pais somos judeus, nós achamos linda a árvore, e não possuímos qualquer tipo de preconceito, porém não pertencentes à sua religião não nos sentimos na obrigação de contribuir com os custos e compra de linda árvore.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A velha conseguiu mexer uma célula botuliforme e mandou na lata:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Queridinho... Seus país serão cobrados sim, enquanto a árvore piscar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O menino respondeu agora com um jeito engraçado:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Minha flor... A árvore pisca porque quer, não porque meus pais assim desejam. Portanto eu peço o abatimento...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi interrompido pela desagradável mulher:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Amor... enquanto a árvore piscar, toda vez que seus pais passarem por ela, eles terão que pagar por isso!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(silêncio tenso e constrangedor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Querida.... eu não pago nada cada vez que passo pela senhora e sua boceta pisca, não é?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi o que ele disse. O resto do relato faz-se desnecessário, pois o que importa na vida não são as desgraças e sim as suas razões. Pelo menos para os psiquiatras como eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ymsRQmU7S9I/TuxIudBUX6I/AAAAAAAABKw/lKERxl80FhM/s1600/tempo+e+sonho3b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="144" src="http://2.bp.blogspot.com/-ymsRQmU7S9I/TuxIudBUX6I/AAAAAAAABKw/lKERxl80FhM/s200/tempo+e+sonho3b.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse mesmo menino, me contou que seu maior medo não era o de morrer, e sim de morrer virgem. Isso me remete de novo ao bom e velho Woody Allen. Woody com certeza morre de medo de morrer. Não há dúvidas que sua obra tão vasta e insistente continua a existir, ano após ano, pelo simples fato dele morrer de medo de morrer. Morrer de medo de morrer é por sí só uma frase engraçada. Uma tremenda e quase redundância nonsense. Pense bem... Mas não é a toa que o velho Woody, já ancião Allen, tem o T.O.C. de lavar as mãos a cada segundo, e sempre cantando a velha canção "Happy Birthday to You..." duas vezes seguidas. Pois sabe-se que isto determina o tempo necessário para que todos os germes desapareçam numa lavada de mãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O maravilhoso do Tempo é justamente isto. Como um sujeito pode ter medo de criar vida enquanto outro possui o medo de descriar vida. E quem sofre são os germes que nada têm a ver com isso, e que afinal, sabe-se muito bem, constituem a maior população do planeta. Acho que uma visão mais humana da teoria da relatividade de Einstein seria a questão da perspectiva de cada olhar de acordo com a sua velocidade no Universo. É óbvio que ao ficarmos mais velhos tudo nos existe de forma mais lenta, e assim exstimos lerdos como podemos ser, até que um dia paramos e pronto. Portanto a visão do Woody é a mesma que a do menino de 15 anos sentado em minha poltrona divanesca. Apenas o movimento das coisas entre estes dois personagens muda, de tal maneira a criar uma ilusão, à qual cada um acredita e enxerga de sua forma e perspectiva. No fundo somos os mesmos. Seria uma teoria absurda, seguindo o contrário do pensamento filosófico grego de que um rio nunca é o mesmo rio, uma vez que as águas correm.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas outra história deste menino muito me obstinou a entrar mais a fundo em suas neuroses tão nervosamente humanas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(continua)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-6198743609422537948?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/6198743609422537948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=6198743609422537948&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6198743609422537948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6198743609422537948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/12/o-tempo-e-o-sonho-iii.html' title='Tempo e Sonho III'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-V7vOsAQkZDg/TuxIjTBrN4I/AAAAAAAABKo/0pZw7-hoNPs/s72-c/tempo+e+sonho3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-5937124521153263888</id><published>2011-12-12T02:24:00.004-02:00</published><updated>2011-12-13T04:20:18.929-02:00</updated><title type='text'>Cabeça de Vulcão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As vezes me dá uma tristeza que é como pedra. Saída de um vulcão que não sei definir ainda, e que com o tempo vai ajuntando mais pedras à sua volta, e vai me rodeando, e me circulando, e prendendo meus pés, e me envolvendo as mãos, e me sufocando as narinas, e me agarrando os cabelos, e invadindo meus ouvidos, e quando de repente percebo, sou eu, pedra também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As vezes me dá um medo de que esse vulcão que me flagela com sua chicoteada inerte e causticante, ao mesmo tempo que, se me constrói, vai me apagando, apagando, e em determinado momento desapareço num monte de &amp;nbsp;granito de magma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sinto que esse vulcão é feito de sabedoria e experiências. Que vai cuspindo em mim todas as bobagens, todos os erros que cometi, como se eu fosse um presidiário de minha própria cadeia. E com esse cuspe de dureza pétrea, vai me ensinando como regar um jardim chamado Eu. E sinto então, um medo terrível, e que me consome todas as noites, e todos os dias, que é o medo de apenas descobrir a Minha Verdade no momento derradeiro de vida. Que é como ser enterrado vivo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7LP_5EU7wm4/TuWAkcGDVuI/AAAAAAAABKA/HXlqWtun7bw/s1600/vulcao1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://2.bp.blogspot.com/-7LP_5EU7wm4/TuWAkcGDVuI/AAAAAAAABKA/HXlqWtun7bw/s200/vulcao1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seremos todos um dia enterrados vivos pelas nossas próprias verdades cuspidas de nossos vulcões de vida. À cada vez que compreendemos, mais somos enlaçados na impossibilidade advinda do tempo. Se eu tivesse 12 anos não teria perdido a virgindade num puteiro... não teria buscado amor no lixo...não teria viajado sozinho sem saber o que acontecia aos meus pais...não teria me deixado sucumbir apenas à educação de terceiros, mesmo que com amor... se eu tivesse 15 anos teria mandado todos os meus professores à merda, e teria perdido o ano com dignidade de quem sabe o que quer...se eu tivesse 25 anos, eu saberia como realizar o meu querer, como sei, ou pelo menos tenho esperança de que sei...agora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não temos idéia de nada. Nem nunca tivemos, nem nunca teremos. Nem nossos pais tiveram, nem terão neste exato momento. A idade não vai apenas nos envelhecendo e nos deixando para trás. A idade vai deixando os outros para trás, e antes que nos demos conta, venceremos a corrida, e estaremos sozinhos. Envolvidos pela poeira da pista, pelo público maldito, tentando nos jogar de cima de um pódio surrealista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho medo quando lembro que João Cabral de Melo Neto, o grande poeta do concreto, do "não-amor", do niilísmo vulcânico, morreu rezando e implorando perdão a um Deus que não acreditou durante toda uma vida e obra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-utAjO6iWuvU/TuWBACxpfxI/AAAAAAAABKI/DYgW3UWGJSQ/s1600/vulcao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://2.bp.blogspot.com/-utAjO6iWuvU/TuWBACxpfxI/AAAAAAAABKI/DYgW3UWGJSQ/s200/vulcao.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho medo de um dia entender a vida quando me for tarde demais. E tenho "admiração" pelos ignorantes, que pensam chamar a atenção do mundo com aforismos tirados de livros de banca de jornal, e que provavelmente nem entendem o peso, a massa, a pedra com que foram enlaçados os intelectuais (de verdade), proprietários de tais aforismos. Se um idiota paga 10 reais pra postar num "site de relacionamentos" coisas que ele pensa entender. Esse idiota, por exemplo, morre e não sabe. Sorte dele, não é? Ser um otário completo e não saber. Um brinde à idiotice de alguns! Clap! Clap! Clap!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que um dia, se eu chegar aos 95 anos, que pretendo, no meu leito de morte vou temer gritar "eureca!". E vou temer achar que estarei gritando, quando na verdade estarei sussurrando ao mundo minha&amp;nbsp;tardia&amp;nbsp;descoberta . Terei sido coberto por completo pelo meu próprio vulcão de vida, explodirei como uma supernova, e espalharei as cinzas do conhecimento pelo Universo, em meu próprio solo. E de lá, quem sabe, brotará, um ramo de alecrim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-B7-TaYperc0/TuWBxoMIjII/AAAAAAAABKg/C0QHigWh-Sg/s1600/vulcao3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-B7-TaYperc0/TuWBxoMIjII/AAAAAAAABKg/C0QHigWh-Sg/s200/vulcao3.jpg" width="198" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_E8TMm4iQaI/TuWBglO7D3I/AAAAAAAABKY/YzhorqTBc7E/s1600/vulcao4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-_E8TMm4iQaI/TuWBglO7D3I/AAAAAAAABKY/YzhorqTBc7E/s200/vulcao4.jpg" width="137" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-5937124521153263888?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/5937124521153263888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=5937124521153263888&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5937124521153263888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5937124521153263888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/12/cabeca-de-vulcao.html' title='Cabeça de Vulcão'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7LP_5EU7wm4/TuWAkcGDVuI/AAAAAAAABKA/HXlqWtun7bw/s72-c/vulcao1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-9020041172948529164</id><published>2011-12-08T17:27:00.000-02:00</published><updated>2011-12-08T17:27:16.045-02:00</updated><title type='text'>Tempo e Sonho II</title><content type='html'>Quando abriu a porta, teve por um instante, a sensação de náusea no fígado. Deve ter sido a noz moscada e o uísque, e pensou: "como é bom e difícil morar sozinho". A velha se encontrava prostrada, sentada na cadeira de vime da ante-sala que continha o elevador. &amp;nbsp;Seu olhar de desdém fixos deram lugar a um olhar grande e amarelado, e por um segundo ela se transformou mesmo num avestruz. Teve que colocar a mão na cabeça, que doía imensamente, e pedir desculpas. Ela foi levantando-se com ajuda de uma bengala de madeira de lei, ao mesmo tempo que reclamava da demora no atender da porta, que havia tocado a campainha uma centena de vezes, e etc. Ele não se recordava disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre melhor chamar uma mulher de "linda" do que de "gata", aconselhava o seu laptop. Gera uma sensação de cavalheirismo sem roubar a sedução do malandro. Mulher gosta de homens espertos, e odeiam cafajestes, dizia o laptop para ele. Quando abria o laptop uma luz irradiava dele, como uma energia, uma radiação, e com ela surgia um oráculo que respondia suas dúvidas, e muitas vezes traçava a linha psiquiátrica que destinava aos seus pacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1G3XiZH7-sg/TuEPZpVnKsI/AAAAAAAABJ4/3X8jk5iDZ40/s1600/freud.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-1G3XiZH7-sg/TuEPZpVnKsI/AAAAAAAABJ4/3X8jk5iDZ40/s200/freud.jpg" width="146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho importante que a velha se mude para uma fazenda, e comece a reproduzir avestruzes. Esta seria a maneira prática de constatar que os pobres animais não a querem sexualmente, pelo contrário, querem uns aos outros. E ainda é algo lucrativo! Dizia o laptop.&amp;nbsp;A velha foi dispensada em apenas vinte minutos de análise psiquiátrica. Receitou a ela esteróides e uma alimentação baseada em carne de boi e muita creatina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos seus dias de folga passeava pela orla do Recreio, onde não morava. Dirigia até acompanhado de seu chofer. Mas quem dirigia era ele. Conversavam horas a fio sobre diversos assuntos, e seu chofer tinha cara de pivete.&amp;nbsp;Quando estacionavam o carro na orla do Recreio o chofer já havia desaparecido, e ele sem entender, ficava meio zonzo, fechava e trancava &amp;nbsp;a porta do carro importado e seguia sempre para aquele banquinho do calçadão - sempre o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentava no banco, abria o seu caderno de anotações, e começava a rascunhar remédios e tratamentos e observações sobre seus pacientes. Quando possuía dúvidas sempre olhava ao longe esperando a chegada do grande velhinho. O velho barbudo sentava ao seu lado e tecia as melhores formulas e opiniões sobre os casos, um a um. Conversavam como loucos, e de repente sumia como nuvem. Então ele levantava, voltava ao seu carro importado, onde o chofer pivete já o esperava pronto para voltar pra casa. No caminho engolira uma semente de noz-moscada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possuía cinco pacientes. Um senhor de meia idade, uma garota de uns 20 anos, a velha de idade bem avançada, um menino de 15 anos recém desvirginado, e um senhor muito distinto de uns 60 anos. Todos bem tranquilos, talvez com exceção da velha cismada com avestruzes sexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou em seu prédio, subiu até seu andar, entrou em seu apartamento e se encaminhou para a biblioteca, lugar onde costumava atender seus pacientes. O garoto de 15 anos já se encontrava sentado numa poltrona o esperando atentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;(continua...)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-9020041172948529164?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/9020041172948529164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=9020041172948529164&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/9020041172948529164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/9020041172948529164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/12/tempo-e-sonho-ii.html' title='Tempo e Sonho II'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1G3XiZH7-sg/TuEPZpVnKsI/AAAAAAAABJ4/3X8jk5iDZ40/s72-c/freud.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-1702646076989857171</id><published>2011-12-07T06:27:00.001-02:00</published><updated>2011-12-07T06:34:25.788-02:00</updated><title type='text'>Tempo e Sonho</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zMI2e3K9XcE/Tt8jNdIqngI/AAAAAAAABJw/YLjZthJ7XcE/s1600/tempo+e+sonho.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-zMI2e3K9XcE/Tt8jNdIqngI/AAAAAAAABJw/YLjZthJ7XcE/s200/tempo+e+sonho.jpg" width="134" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando Jonas teve sua primeira alucinação foi assim: duas doses bem servidas de uísque com gelo e uma bolinha de noz moscada suavemente ralada e colocada dentro da bebida. Foi um estouro. Havia lido sobre as propriedades alucinogênicas do tempero, e como era uma pessoa de oitos ou oitentas resolveu botar pra foder. Foi realmente um estouro. E como dizem que as alucinações sempre são algo como uma mistura mística do Universo e nosso inconsciente, a primeira sensação que teve foi a de se transformar num mosquito. Escorregou pelas paredes de cristal do lindo, e trabalhado copo de uísque, inexoravelmente até o líquido amarelo, agora meio escuro devido à influência da noz. Se lembrava de &amp;nbsp;tentar se agarrar num iceberg de gelo, sem conseguir, e ao mesmo tempo que deslizava ao líquido, o copo fazia movimentos circulares como se alguém tentasse misturar a mistura e sorvê-la. E de repente, quando suas asas também já se empapuçavam de álcool sentia o copo tremular e inclinar como um avião que fizesse uma curva, e num momento rápido vislumbrou de cara o vermelho de uma boca e um bigode esbranquiçado, e quando viu melhor notou que era ele mesmo quem próprio começava &amp;nbsp;a virar o copo para dentro da boca vermelha,. A língua pastosa e branca do álcool... Era ele mesmo que se auto-ingeria. Começou a gritar, e viu que isso não era possível, pois mosquitos não gritam, e de repente acordou quinze horas mais tarde na banheira de seu apartamento na praia do flamengo. Uma banheira imensa do melhor granito que havia no mercado. Acordou quase afogado e com uma imensa dor de cabeça, sem saber direito como foi parar lá.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levantou trôpego, se enxugou na toalha, deu uma breve olhada no espelho e constatou olheiras cadavéricas azuis - a onda não devia ainda ter passado completamente, assumiu. Mas a razão já havia voltado e dentro dela ele pensou o quanto talvez estivesse indo longe demais em suas experiências. Até porque eram solitárias como ele sempre fora. Apenas cercado de pacientes que precisava atender de qualquer maneira, pois pagavam muito, e muito bem mesmo, por quarenta e cinco minutos de seu tempo e suas palavras. Olhando em seu Rolex jogado no mármore perto do espelho confirmou que possuía apenas dez minutos para escovar os dentes e se preparar para o paciente do dia. Aquele era um dia morno, calmo, perfeito para experiências de noites anteriores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi se vestir, e no momento em que se vestia a campainha deu quatro toques simultâneos e rápidos. Devia ser aquela velha de bosta, viciada em cricket, e que sonhava todas as noites com um avestruz a perseguindo sexualmente. Lembrou-se que a louca chegava todas as vezes antes da hora, e que isso o incomodava plenamente. Pois era oito ou oitenta, mas não suportava isso em outras pessoas que não ele. Ele era o médico, então, caralho!, ele marcava a hora e gostava que atrasassem, porém que nunca chegassem antes. Se vestiu rapidamente, suas olheiras ainda estavam azuis (para ele) e foi ao encontro da porta pelo imenso corredor repleto de tapetes persas já carcomidos, porém de valor inestimável. Girou a chave e abriu a porta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;(Fim do primeiro capítulo)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eOFrcLk17DI/Tt8jDtgzZSI/AAAAAAAABJo/s8SEC9YYmho/s1600/velha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-eOFrcLk17DI/Tt8jDtgzZSI/AAAAAAAABJo/s8SEC9YYmho/s200/velha.jpg" width="149" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-1702646076989857171?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/1702646076989857171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=1702646076989857171&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1702646076989857171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1702646076989857171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/12/tempo-e-sonho.html' title='Tempo e Sonho'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zMI2e3K9XcE/Tt8jNdIqngI/AAAAAAAABJw/YLjZthJ7XcE/s72-c/tempo+e+sonho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-2974259625573828423</id><published>2011-12-03T20:06:00.000-02:00</published><updated>2011-12-03T20:06:13.728-02:00</updated><title type='text'>O dia em que tentaram me pegar</title><content type='html'>Me pegaram desprovido de tempestades&lt;br /&gt;Criei então tempestades&lt;br /&gt;Me pegaram desprovido de mares abertos&lt;br /&gt;Criei então ondas&lt;br /&gt;Me pegaram isento de lacunas, de subterfúgios&lt;br /&gt;Criei então os versos&lt;br /&gt;Quiseram me pegar de todas maneiras&lt;br /&gt;Me atirar num calabouço e calar minha boca à escuridão&lt;br /&gt;Criei então a música&lt;br /&gt;Me pegaram com seus braços de ilusão&lt;br /&gt;E suas amarras de olhares&lt;br /&gt;E suas cadeiras de ferro, e seus interrogatórios de vento&lt;br /&gt;E suas palavras de caldeirão, e suas mágoas de bocas abertas&lt;br /&gt;Me pegaram sim, mas não me pegaram&lt;br /&gt;Pois incólume é o amor, transparente é a música&lt;br /&gt;E escorregadia é a alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--6tHhOgktVg/Ttqc8c8vgKI/AAAAAAAABJg/XhAs822Ad2E/s1600/garras.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/--6tHhOgktVg/Ttqc8c8vgKI/AAAAAAAABJg/XhAs822Ad2E/s200/garras.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-2974259625573828423?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/2974259625573828423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=2974259625573828423&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2974259625573828423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2974259625573828423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/12/o-dia-em-que-tentaram-me-pegar.html' title='O dia em que tentaram me pegar'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--6tHhOgktVg/Ttqc8c8vgKI/AAAAAAAABJg/XhAs822Ad2E/s72-c/garras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-2072235764137749126</id><published>2011-11-28T16:12:00.000-02:00</published><updated>2011-11-28T16:12:56.975-02:00</updated><title type='text'>Esperança</title><content type='html'>Existe alguma coisa de algodão nesse chumbo que eu não sei o que é. Algo de irrespirável que alivia, nuvens de cigarro por onde passam aviões pelo meu céu. Beleza de estátua, beleza querendo se movimentar e ao mesmo tempo presa na pedra de Carrara. Uma pessoa pintada de prateado em cima de um pedestal na Av. Nossa Senhora de Copacabana esperando que um vintém caia e um vento mais forte a derrube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe em você a explosão das super-novas, e a inércia das nebulosas coloridas. A abdução pela própria vida prejudicial à a própria vida. O abuso de si mesmo disfarçado de beijo. O dedo em riste ao mesmo tempo apontando ao horizonte. A falta de noção da luz que reside na treva, e a inteligência dos beduínos que se cobrem de negro para acumular o calor do deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pinta que na verdade é maquiagem. A vida que na verdade maquia. Os desejos incontidos numa massa de modelar de criança que gruda no tapete e não sai mais. Existe em você uma cauda de elefante maior que a tromba, e uma árvore tão grande, mas tão grande, tão inatingível de alta, que vai além da estratosfera, escapando do oxigênio e sufocando a si própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ac50fGnftlw/TtPO_ObpE1I/AAAAAAAABJQ/qX6kWFWWIxs/s1600/esperanca.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://4.bp.blogspot.com/-ac50fGnftlw/TtPO_ObpE1I/AAAAAAAABJQ/qX6kWFWWIxs/s200/esperanca.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe em você um campo de futebol vazio, com um estádio cheio, e os jogadores tentando destrancar a porta do vestiário que ficou presa num cadeado enferrujado. Existe em você um engarrafamento monstruoso e um guarda enlouquecido fumando maconha por detrás de um arbusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há em você os mistérios do ser-humano. Há em você seres humanos misteriosos. Existe em você a vontade de seguir não se sabe pra onde. As catástrofes cobertas de flores. Os abismos cobertos de cores. Os sonhos tão fáceis de não serem atingidos. Há um caminho de labirinto, mas que na verdade é reto e sem fim. Há que se livrar da sua própria kriptonita histórica. Existe em você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um mistério contido nos seus olhos de seda. O mistério dos bichos que tecem seda. Há uma esperança nas mãos.&amp;nbsp;E, por fim, há uma desesperança latente que um dia há de te salvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fJnVRnrjgiQ/TtPPECJesfI/AAAAAAAABJY/bATvj3xezsQ/s1600/esp.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="117" src="http://2.bp.blogspot.com/-fJnVRnrjgiQ/TtPPECJesfI/AAAAAAAABJY/bATvj3xezsQ/s200/esp.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-2072235764137749126?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/2072235764137749126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=2072235764137749126&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2072235764137749126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2072235764137749126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/11/esperanca.html' title='Esperança'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ac50fGnftlw/TtPO_ObpE1I/AAAAAAAABJQ/qX6kWFWWIxs/s72-c/esperanca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-2516232070090816514</id><published>2011-11-21T00:44:00.004-02:00</published><updated>2011-11-21T06:33:15.966-02:00</updated><title type='text'>Aletro e a Maldição de Zeus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existia numa pequena cidade na costa do mar Jônico, na Grécia, um casal de camponeses que por se amarem da maior forma possível, e por tantos anos, um amor perfeito, provocaram assim a inveja de Zeus. Zeus então lançou sobre eles cada vez mais dificuldades que iam tornando suas vidas difíceis e colocando deste jeito, em prova, o seu amor. Porém a cada dificuldade, mais unido o casal se mantinha, e seu amor era cada vez mais sólido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jS6sakTpEcc/Tsm5vs9hT1I/AAAAAAAABIg/PCoaO-ETEzc/s1600/ZEUS.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-jS6sakTpEcc/Tsm5vs9hT1I/AAAAAAAABIg/PCoaO-ETEzc/s200/ZEUS.jpg" width="187" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um belo dia este casal teve um filho, fruto de seu amor intocável. A criança foi chamada de Aletro. Zeus, ao ficar sabendo da notícia, mandou um mensageiro ao casal, levando a eles um pergaminho com uma mensagem. "Por causa de seu amor incólume aos meus desejos, lançarei um desígnio ao seu filho, sendo o qual, ele não deverá procurar amor em lugar algum, ou em qualquer pessoa, nunca! Ao invés, o amor terá que procurá-lo, e nunca o contrário. E que se, por ventura, seu filho desrespeitar esta ordem será punido com a pior das lástimas provenientes do amor: nunca encontrá-lo."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aletro cresceu e se tornou jovem e forte, porém seus pais sempre o preservaram de seu destino, pois tinham fé que com uma criação repleta de amor, e com sua beleza e juventude Aletro, facilmente não precisaria procurar amor. Este viria a ele facilmente. Porém Zeus vendo o crescimento saudável de Aletro, e com muita inveja de seus pais, fez com que Aletro encontrasse, em seu caminho, um cavalo dotado de poderes mágicos, chamado Solidão. Aletro se afeiçoou ao cavalo, que era negro, forte e lindo. E assumiu Solidão como um fiel amigo, que o levava para onde ele "achava" que queria ir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Solidão e Aletro eram inseparáveis. E formavam a perfeição como dono e cavalo, e cada vez mais, um parte do outro, iam juntos a todos os lugares. Porém, sempre que Aletro tentava cavalgar para o Vale das Flores, onde o Sol brilhava e inundava os corações de amor e luzes de possibilidades, Solidão de alguma forma desviava o caminho e subia às Montanhas das Neves Fluorecentes, lugar inóspito, bem longe de tudo e de todos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_yOEksbCyH0/Tsm58OaWVdI/AAAAAAAABIo/X3csEQlsM6A/s1600/ZEUS+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://3.bp.blogspot.com/-_yOEksbCyH0/Tsm58OaWVdI/AAAAAAAABIo/X3csEQlsM6A/s200/ZEUS+2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nestas montanhas nada havia de interessante, apenas neve confusa e adstringente aos olhos, e no cume a casinha pobre de um ancião, o velho Esperança. O velho passava os dias desenhando calendários para marcar mais dias, e cozinhando bolos de vento. E numa dessas viagens de Aletro às Montanhas das Neves Fluorecentes, Solidão deu de cara com a casa do velho, e sem saber quem ele era, deixou que Aletro fosse de encontro a ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aletro, então, bateu à porta do velho, que o recebeu com café quente, e bolinhos de mel. E durante a conversa Aletro contou ao velho de sua vontade por cavalgar o Vale das Flores, e de sua impossibilidade de sempre seguir naquela direção, sem saber o porquê. O velho, que era uma espécie de mago alertou Aletro, mostrando a ele que, de fato, era o seu cavalo, Solidão, que sempre o levava para aquelas bandas inóspitas, de propósito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hI9BosYFOaI/Tsm6EBhVutI/AAAAAAAABIw/ejhT5CrkkEU/s1600/zeus+5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://4.bp.blogspot.com/-hI9BosYFOaI/Tsm6EBhVutI/AAAAAAAABIw/ejhT5CrkkEU/s200/zeus+5.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aletro se encheu de indignação e tristeza, saiu da casa do velho pela porta dos fundos sem que Solidão o visse, e quando começava a seguir uma trilha que levava para longe daquele lugar deu de cara com uma flor. A única flor que incrivelmente resistia àquelas temperaturas gélidas. A famosa e raríssima Edelweiss. Aletro se apaixonou imediatamente por Edelweiss. Pois esta era uma flor especial, tão especial que era a única que conseguia sobreviver naquele ambiente e ainda assim ser a mais linda, a mais forte, a mais adaptável das flores de qualquer lugar. E que possuia uma cor linda, e uma presença contagiante. Aletro e Edelweiss se identificaram logo que se encontraram. E foi amor à primeira vista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aletro pegou Edelweiss em suas mãos com todo o carinho do mundo e voltou para a casa de Esperança que disse a ele: "Preste bem atenção, Aletro. Encontrou amor, mas isso não o livrará de seu cavalo..." Aletro não entendeu bem o que o sábio ancião dizia, agradeceu, se despediu e foi ao encontro de Solidão, esporeando-o e ordenando que saíssem logo dalí e voltassem para a casa de seus pais. Foi tanta a empolgação, que Aletro nem olhou para trás. Esperança apenas o mirava pela porta entreaberta, e com seus olhos azuis e sábios, o mirava, e pensava, pensava, pensava....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6TPENGiB7hE/Tsm6M8-wIeI/AAAAAAAABI4/uRRyHqdBUZg/s1600/zeus+ede.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-6TPENGiB7hE/Tsm6M8-wIeI/AAAAAAAABI4/uRRyHqdBUZg/s200/zeus+ede.jpg" width="141" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aletro cavalgava Solidão com vontade. Desciam as montanhas com velocidade intensa, feliz por encontrar amor. E assim foram correndo e cavalgando as estepes frias até chegar no sopé quente, perto da região de sua casa. E durante o caminho à sua casa, seguiu Aletro, feliz da vida. Quando enfim chegou botou a sua mão no bolso para pegar Edelweiss, porém ela não estava mais lá. Aletro então olhou nos olhos de Solidão e sentiu-o rindo por dentro e quieto por fora. E foi aí que Aletro se deu conta das palavras do ancião e as entendeu. Edelweiss era a mais maravilhosa das flores, porém pertencia às montanhas nevadas e inóspitas. Ela não aguentara o calor das planícies. E olhando de novo para Solidão, entendeu porque o cavalo ainda estava ali, lindo, de pé, negro e brilhoso, fitando com seu olhar de grandes e certeiras pupilas. E Aletro teve certeza naquele momento de que o olhar de Solidão sugava todo os seus sonhos, e o reduzia a um niilismo desumano, e pior! Solidão ainda estava ali, de pé, maravilhoso e altivo, não havia desaparecido, assim como o ancião previra, ele, Aletro não se livrara do seu cavalo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jdx8oHr_0ZU/Tsm64G_7CdI/AAAAAAAABJA/6FMm8BwsoJ8/s1600/zeus4c%25C3%25B3pia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-jdx8oHr_0ZU/Tsm64G_7CdI/AAAAAAAABJA/6FMm8BwsoJ8/s200/zeus4c%25C3%25B3pia.jpg" width="132" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aletro então saiu de lado, e pegou emprestado o cavalo branco de seu pai e que se chamava Temperança. Montou-o e saiu cavalgando Temperança, enquanto seu pai balbuciava as palavras vindas de Zeus, e &amp;nbsp;que Aletro não chegou a ouvir....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aletro dirigiu-se ao Vale das Flores decidido a encontrar um amor. Sensível que era, forte e bonito, sabia que encontraria, porém, não sabia de sua maldição. E depois de dias, meses, e anos, Aletro voltou para casa coberto de flores, porém nenhuma era como Edelweiss. Aletro, então já não possuia a juventude de outrora, nem a flor que queria de verdade. Entrou em casa e ouviu de seu pai a estória da maldição de Zeus, e correu para o campo e gritou e imprecou a Zeus que aparecesse e duelasse com ele. Vendo que Zeus não apareceria e percebendo a sua insignificância, Aletro pegou a espada que empunhava e com o coração cheio de mágoa e tristeza ante à sua sina, &amp;nbsp;tentou se matar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Zeus, então levantou de seu trono e parou Aletro com a seguinte frase. "Aletro, meu caro... Amor não se busca, se encontra." "Como não conseguiu da primeira vez e não teve paciência para esperar a segunda vez, lançarei outra maldição sobre sua cabeça humana: Não poderá nunca morrer de amor! Nem que queira ou que tente! Passará a eternidade a sofrer até que o amor o encontre, pois a faca nunca há de trespassar suas costelas pelas suas próprias mãos."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele momento Aletro já havia se apunhalado diversas vezes sem que em nenhuma delas fosse causado qualquer tipo de ferimento ou dano. Não era imortal. Não havia se tornado imortal, apenas sua solidão, esta sim seria imortal enquanto ele, Aletro, procurasse o amor que existia fora de si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zvIJR5dzFgc/Tsm7BRxgotI/AAAAAAAABJI/Hv5TdDs0ZWk/s1600/zeus3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-zvIJR5dzFgc/Tsm7BRxgotI/AAAAAAAABJI/Hv5TdDs0ZWk/s1600/zeus3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-2516232070090816514?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/2516232070090816514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=2516232070090816514&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2516232070090816514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2516232070090816514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/11/aletro-e-maldicao-de-zeus.html' title='Aletro e a Maldição de Zeus'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-jS6sakTpEcc/Tsm5vs9hT1I/AAAAAAAABIg/PCoaO-ETEzc/s72-c/ZEUS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-1096066502352549276</id><published>2011-11-15T12:36:00.000-02:00</published><updated>2011-11-15T12:36:35.355-02:00</updated><title type='text'>A Roleta Russa</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Num prédio de uma rua qualquer, de um bairro sujo, havia um quarto&amp;nbsp;de ângulos esquisitos e paredes sujas, iluminado&amp;nbsp;apenas&amp;nbsp;por uma lâmpada amarela, dependurada no teto por um fio torto e cinza. &amp;nbsp;Em alguns pontos, restos de papel de parede cor de rosa-chá brilhavam ante a luz amarela diabólica que caia sobre a fumaça nublada que entrava com o inverno&amp;nbsp;de São Petersburgo. E numa prateleira cheia de livros, um corvo descansava numa gaiola. Do lado de fora não se via nada além da névoa impenetrável. Apenas um pequeno aquecedor ajudava a iluminar o quarto, com seu brilho vermelho de metal em brasas, e aquecia a borda da mesa redonda&amp;nbsp;de madeira carcomida por cupins,&amp;nbsp;onde&amp;nbsp;três figuras sentavam atônitas: o jovem Tchecov, o velho Dostoievski, e o maduro Tolstoi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-W982w3Wwy_c/TsJ4NuNXwoI/AAAAAAAABHw/peZ4cQ10vww/s1600/roleta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="164" src="http://4.bp.blogspot.com/-W982w3Wwy_c/TsJ4NuNXwoI/AAAAAAAABHw/peZ4cQ10vww/s200/roleta.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Atônitos porque no meio da mesa redonda e carcomida apenas um objeto reinava ante as três importantes figuras: um revólver calibre 38. No revolver, que poderia conter no máximo seis balas, havia apenas uma bala. O revolver já havia passado, por três vezes seguidas, pelas mãos dos três, o que significava que cada um já havia iniciado uma rodada, e que a sorte ainda rondava o ambiente protegendo-os. Mas até quando?&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A cada rodada um começava. E agora era novamente a vez de Tchecov. Com o olhar infeliz, de quem sabe tudo, porém nada ainda tirou da vida, Tchecov aproximou vagarosamente as duas mãos tocando o revólver. Suas mãos tremiam e não era por causa do frio que entrava pela janela manchando o corvo de branco. Ante os olhares dos outros companheiros literatos, Tchecov empunhou a pesada arma como se ela pesasse uma tonelada, e com os olhos vidrados de cansaço e desesperança, apontou-a para a própria têmpora e sem pestanejar apertou o gatilho. Não houve tiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-dBjCj6wZ2o4/TsJ4cyAX2pI/AAAAAAAABIA/03Qsu0gRnac/s1600/roleta3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-dBjCj6wZ2o4/TsJ4cyAX2pI/AAAAAAAABIA/03Qsu0gRnac/s1600/roleta3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Um ar de alívio deixou suas narinas como se a bala tivesse enfim saído do cano. - Chega! Não aguento mais essa pressão toda. Se não conseguimos morrer, porquê continuamos tentando? - disse Tchecov.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Calma. Você ainda é jovem demais. Sua carreira, até então, nem deu os frutos que dará. nem o Monge Negro ainda acabou. Está com medo de perder a chance de se tornar o melhor contista russo? Calma, você não morrerá. Se algum de nós há de morrer, que seja o velho Dostoievski. A sorte é cega, porém justa. Tenha esperanças no gatilho, meu jovem Tchecov. - disse Tolstoi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Porquê me odeia tanto, Tolstoi? Tem raiva por não ter vivido as minhas experiências numa cela fria? Sente inveja por não ter tido a oportunidade de poder retratar em palavras tantos personagens amargos? Pois preste bem atenção, que eu já passei por isto antes e de forma bem pior. Medo de morrer não tenho, e meu vício sabe muito bem que não será de bala de revólver. - disse Dostoievski.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- Calemos a boca! Você não perde por esperar, meu caro Dostoievski, que agora será minha vez. Caberá ao destino querer Ana Karenina viva ou não! - &amp;nbsp;disse de forma arrogante, Tolstoi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EC-CoKpEFoA/TsJ4nlWtlFI/AAAAAAAABIQ/QXNgwtPkaEs/s1600/roleta2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-EC-CoKpEFoA/TsJ4nlWtlFI/AAAAAAAABIQ/QXNgwtPkaEs/s200/roleta2.jpg" width="146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Este pegou a arma como se fosse um soldado. Com força nos braços. Seus músculos se retesaram mais que árvores pelo gelo que descia do céu, e rapidamente levando o cano do revolver ante à face, fez uma careta de louco de absinto, e enfiando o cano na boca apertou o gatilho antes que qualquer respiração soasse. Mais uma vez apenas ouviu-se o "tlec" morto da arma. Tirou o cano da boca com um sorriso, e a certeza de ter assassinado o grande Dostoievski.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Nenhuma palavra foi dita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Dostoievski levantou, se ajudou da bengala que trazia encostada na cadeira, e andou como um ancião até um móvel de mármore tosco e enegrecido, que havia num dos ângulos irregulares do recinto. Pegou a garrafa de vodca que havia trazido, abriu-a e tomou um grande gole do gargalo. Não ofereceu aos demais. Abriu a gaveta do móvel e encheu sua mão com fichas de jogo. E disse: - Se der verde hei de viver; se der vermelha morrerei. Fechou-as numa mão e levou calmamente até Tchecov, e pediu que fechasse os olhos e tirasse uma ficha. Deu verde.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Tolstoi gargalhou até pigarrear encostando sua testa nos joelhos. Tchecov tremia absorto num suor proveniente do medo e do amor que sentia por Dostoievski, tanto quanto pela sua própria vida. Dostoievski, sem sorrir, se virou, caminhou irregularmente até seu lugar na mesa, e de pé tomou o revolver em suas envelhecidas e enrugadas mãos. Calmamente levantou o revolver, revelando uma força a qual os outros não acreditavam que ele, naquele momento, &amp;nbsp;ainda pudesse ter, e empunhou, e apontou o revólver para a própria testa. Horas pareceram se passar, mas foram apenas uns dois minutos de espera. Dentro dos quais ouviu-se a risada eufórica e louca de Tolstoi dizendo: - Pode apertar o gatilho, velho, a sua ficha é verde, você não há de morrer, sortudo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Logo após a frase mal dita, o velho Dostoievski, com uma rapidez de criança retirou o revolver de sua própria face e naquele momento ouviu-se um estrondo de bala. Olharam para o lado, onde jazia sem se mexer e quase completamente embranquecido o corvo que congelava na janela. Apenas um filete de sangue escorria pela parede gelada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Então disse Dostoievski: - Meu caro amigo Tolstoi, há que viver muito para aprender a sorte das fichas. Há que se viciar muito, ainda, para que consiga escrever uma estória sem palavras. Apenas os atos nos contam coisas, e preste bem atenção. Sou velho mas ainda não estou congelado como aquele corvo estava.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-COrh9J9PFYM/TsJ4za_r95I/AAAAAAAABIY/l6sU58ElgHM/s1600/roleta1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-COrh9J9PFYM/TsJ4za_r95I/AAAAAAAABIY/l6sU58ElgHM/s200/roleta1.jpg" width="164" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-1096066502352549276?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/1096066502352549276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=1096066502352549276&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1096066502352549276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1096066502352549276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/11/roleta-russa.html' title='A Roleta Russa'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-W982w3Wwy_c/TsJ4NuNXwoI/AAAAAAAABHw/peZ4cQ10vww/s72-c/roleta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-684409545625756883</id><published>2011-11-11T02:53:00.000-02:00</published><updated>2011-11-11T02:53:18.303-02:00</updated><title type='text'>Alma</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando bebo uísque&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Não sinto a ponta dos meus dedos&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;E isso é bom...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Acho que não sinto a ponta dos meus dedos&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Porque talvez&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando eu beba uísque&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Não sinta a minha alma&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;E isso é bom...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Isso é bom...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Talvez porque a alma não seja leve&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Como deveria ser&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Talvez a alma pese&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;E nem por isso é algo ruim&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas não é aquilo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Que pregam as religiões&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;E sim aquilo que você carrega&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Todo dia consigo mesmo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;E que ao mesmo tempo que te faz voar&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Pesa&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1o0r0oSYaKE/Tryp_gpcwKI/AAAAAAAABHo/90tWCmjvlUY/s1600/uisque.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="148" src="http://1.bp.blogspot.com/-1o0r0oSYaKE/Tryp_gpcwKI/AAAAAAAABHo/90tWCmjvlUY/s200/uisque.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-684409545625756883?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/684409545625756883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=684409545625756883&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/684409545625756883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/684409545625756883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/11/alma.html' title='Alma'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1o0r0oSYaKE/Tryp_gpcwKI/AAAAAAAABHo/90tWCmjvlUY/s72-c/uisque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-5738619541375586703</id><published>2011-11-08T05:04:00.003-02:00</published><updated>2011-11-08T05:46:55.033-02:00</updated><title type='text'>A República dos Jabutís</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu nome é Girimum. Que significa abóbora, não a cor, mas o fruto, só que o fruto é abóbora, que também é cor, embora eu seja verde, pois não sou uma abóbora, sou um jabuti. É isso aí, mermão. Sou um jabuti carioca por opção, ou acaso, ou sorte, que é a mesma coisa. E adoro jujubas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade vim da África, não posso me considerar afro-brasileiro, não por ser verde, o que não teria nada a ver com o termo. Mas porque não nasci aqui, sou imigrante, mesmo assim esse negócio de ser afro-alguma coisa é idéia de americano, coisa chata pra caramba.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yod6FMMGWDM/TrjSIn7YLyI/AAAAAAAABHA/8JiR8PDDssQ/s1600/jabuti1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="188" src="http://1.bp.blogspot.com/-yod6FMMGWDM/TrjSIn7YLyI/AAAAAAAABHA/8JiR8PDDssQ/s200/jabuti1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;O lance é que eu vim nadando mesmo, fui caindo em correntezas cabralezas, apareceu um tubarão, tive que desviar rota, segui por atalho, bati com a cabeça no Atol das Rocas, fui descendo, descendo, peguei carona num pinguim otário e sem querer, quando fui ver, estava em ipanema. Olha só como é o acaso, né?&amp;nbsp;Mais um pouco tinha caído em São Paulo, no Guarujá. Com certeza ia ter mais emprego.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Sorte é um negócio que ou o jabuti tem ou não tem, cara. É o acaso. Vem e vai como marés.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas quando eu "desembarquei" aqui, rapá!...a areia tava meio sujinha, mas as mulheres...! Cada gata escandalosa. E os homens mal-educados que só eles! Vi uma gata do bumbum passar pela orla à toa quando de repente dois ciclistas ultrapassaram já mandando beijinhos e elogiando: "parabéns!. Sabe... sempre achei essa coisa de elogio coisa de babaca broxa e viado. Homem que é Homem não elogia, Homem que é Homem fica na sua e faz por merecer. Só quem não tem talento tem que ficar adulando e correndo atrás. Bom, desculpem, essa foi a impressão que eu tive. Sou um jabuti carioca por opção.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amigo... Eu cheguei num domingo de sol, e pra conseguir chegar no calçadão foi um inferno. Gente pra cacete. Fiquei louco pra tomar uma água-de-coco, mas não alcançava o balcão, nem dinheiro eu tinha, não ia adiantar. Me contentei com umas sobras jogadas no chão. Que povo porco esse. Tá certo que na África não é muito melhor não, mas me disseram que havia acontecido a tal da colonização, bla-bla-bla... mas minha primeira impressão não foi boa. Tirando as bundas, claro. Mas isso na África tem de montão.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tomei um sol, dei uma esverdeada gostosinha...e parti pra luta por comida. Fui andando até o leblon, seguindo o conselho de uma piranha meio que perdida na água. Fui até um supermercado chamado Zona-Sul. Achei engraçado símbolo do coração e o nome Zona. Zona na África é puteiro, mas lá só tinha salame e queijo e um mundo de bacana comendo pizza. Me chutaram de lá. Literalmente. Um gerente com cara de viado...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui seguindo pra copacabana e eis que me deparo com o mesmo supermercado - Zona Sul! Mas esse não era só supermercado não, esse era zona-puteiro mesmo. Cruzei com uns travecos escolhendo uma linguiças, e uns boiolas escolhendo macarrão. Fruta quase não tinha, e o que tinha tava meio podre. Saquei logo que devia ser um bairro decadente. E de repente, quando já ia afanar uma latinha de manteiga, eis que me puxam de lado, e quando vi tava num buraco na parede, eu e mais uns 5 jabutis que nem eu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Juro que cocei os olhos pra ver se estava sonhando. Porra.... saí da África pra ser puxado por mais jabutis num supermercado-puteiro!? Fala sério, né? Mas um deles era uma jabutizinha boa pra caramba, e daí resolvi ficar com eles. Logo um deles começou a falar num castelhano muito do vagabundo. Me chamava de camarada, e a cada frase, três palavras eram "revolucion". Eu só queria uma manteguinha pra passar no meu pão...revolução é o caralho! Lá na África Chê Guevara é simbolo de maconheiro, e olha que lá é terra de revolução, você não faz nem idéia, amigo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí eu falei pro cara: Você não devia estar de vermelho, cara? Jabuti que é jabuti não faz "revolucion" não, a gente faz é cocô nos outros. E ele respondeu: "Mas é isso companheiro, fazemos cocô nos outros mesmo! Nosotros somos terroristas de la mierda!"&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu já tava trocando olhares com a jabutizinha linda do grupo, nem dei idéia pra ele. Tava tentando convidar a "gata" pra passear entre os queijos, quando me pegaram pela mão e saíram correndo, se é que isso é possível pra gente como nós, jabutis, né.... Isso porque ia chegando o gerente viadão com os caras da limpeza. Me meteram junto numa tubulação de ar condicionado e eu acabei num cubículo no teto do pardieiro alimentício.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que a galera "jabutonga" vivia lá como se vive numa colônia hippie. Mas só comiam alface, e só alface não dá forças para se fazer uma revolução. Sei que a cada dia que se passava um jabuti novo chegava. E ao longo de um mês nem cabia mais jabuti naquela espelunca cubicular.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando éramos uns 200 jabutis, minha respiração já havia esgotado e fui forçado a acelerar essa revolução. Saímos da toca que nem baratas e marchamos, e enquanto marchávamos as pessoas iam correndo de nojo, uns transexuais vomitaram, uns policiais sairam prendendo uns turistas, o gerente foi demitido e foi tanta cagalança de jabuti, foi tanta merda com formato de minhoca espalhada que o supermercado acabou sendo fechado para reformas. Isso gerou tal polêmica que toda a rede, incluíndo a loja bacana do leblon, acabou sendo fechada, pois as pessoas se recusavam a entrar. Tomaram nojo da marca Zona Sul.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu amigo jabuti vermelho ficou tão feliz que teve um derrame de felicidade - bebeu tanto rum que empacotou. E eu, que era o único jabuti que falava português assumi o comando da "revolucion". Meus compadres conselheiros diziam que o próximo passo teria que ser marchar discretamente para Brasília, e fazer a mesma coisa no Palácio do Planalto, que de lá é que surgia toda a merda do país, e que se quiséssemos que a grande frota jabutonga da África tomasse o Brasil, teríamos que encher o palácio de cocô também.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então enquanto o supermercado permanecia fechado, nós fomos aglomerando a cada dia, mais de 200 jabutis. Ao fim de alguns meses era tanto jabuti que nem dava pra contar. Numa madrugada dessas, marchamos todos para fora do estado. Foi a maior "carreata" jabutonga jamais vista. Em 6 meses estávamos na frente do Palácio da Alvorada.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A entrada foi por um canal estreito que levava fiação por debaixo da terra. E por sorte adentramos por um buraco que ficava bem na parede ao lado do closet do presidente brasileiro - Dilmo sei-lá-oquê, algo assim... Dali pra sala do presidente foi um pulo de jabuti. E quando entramos na "sala oval" brasileira eramos mais de 50000 &amp;nbsp;jabutis enfezados e prontos pra luta. Demos de cara com uma mulher, que mais parecia uma mondronga com um topete esquisito, e com cara de faxineira de bordel, porém muito bem vestida. Ela, sentada na poltrona do presidente, se levantou de um pulo só...e desmaiou.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começou então a grande cagalança revolucionária. Em cerca de 30 minutos o Palácio da Alvorada havia sido evacuado por eles e por nós. Só que em sentidos contrários. Era tanto cocô de jabuti que daria pra ver por satélite. E assim sendo, tomamos o país.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que houve alguma disputa entre nós, mas por unanimidade, e por ser o único a falar carioquês, etc, etc, e tal.... eu fui posto no poder pela massa de jabutís. Formou-se no poder o PJ. Partido político que dava representação ao que éramos. Engraçado é que não houve luta contra nós, pois demos a sorte de a polícia estar em greve, e os políticos em recesso. E sendo assim, &amp;nbsp;tomamos o Congresso e o Senado e os enchemos de bosta de jabuti. O país era nosso finalmente!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-AMhO_jrBP_E/TrjTjA9Cw_I/AAAAAAAABHQ/Ul-w-p_Q-UE/s1600/jabuti3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="140" src="http://3.bp.blogspot.com/-AMhO_jrBP_E/TrjTjA9Cw_I/AAAAAAAABHQ/Ul-w-p_Q-UE/s200/jabuti3.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeira medida: decidi então dividir o país em duas partes. Traçamos uma reta que ia mais ou menos do Maranhão até Santa Catarina. Na metade litorânea ficariam as pessoas de bem. Na outra metade seriam jogados os criminosos, os políticos antigos (todos uns ladrões), e os delinquentes. Nesta metade todos teriam que trabalhar em colheitas e viver de uma forma socialista sem liberdades, apenas trabalho e cama para dormir. Afinal, eram criminosos e pessoas do mal. Na outra metade permaneceria o povo honesto, trabalhador, enfim, as pessoas comuns em geral.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deu certo por um tempo, mas começávamos a perceber que o lado dos maus ia cada vez mais se enchendo. E assim notamos que o funcionamento do país não dava certo. havia algo de podre no DNA do brasileiro. Para tudo havia um trâmite sinuoso, uma maneira escusa, um dinheirinho aqui, um lobbyzinho proibído alí... que mesmo aquelas pessoas de bem se encontravam suspensas e presas numa trama ideológica antiga e mal intencionada. Era como se o Brasil litorâneo começasse a se mudar oficialmente pra o Brasil delinquente do outro lado da linha por nós traçada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo não havia mais população no lado litorâneo, apenas jabutis. E como eu era o jabuti-mór, o único chefe com noção de português, eu me sagrei ditador supremo de tudo e todos. E minha primeira resolução no comando total ditatorial foi impingir uma ordem para que todos os brasileiros (agora do lado ruim) fossem forçados a comer jujubas cinco vezes por dia. Elas fornecidas por indústrias dinamarquesas de jujubas. Quem não comesse jujuba nas horas devidas seria levado ao muro e passado a fogo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa medida totalmente nonsense de minha parte causou distúrbios dentro do partido, que começou a rachar. Havia uma esquerda escondida que começava a tramar e conspirar a minha queda do poder. E assim ocorreu a guerra civil dos jabutís. Eu fui deposto e enviado de volta para a África.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que sinto saudades de Ipanema e das bundas brasileiras. Mas nunca mais voltei ao Brasil. Hoje penso em talvez me associar ao site do CouchSurfing.org e talvez rodar o mundo escondido na bolsa de alguma mulher. Quanto ao Brasil? Trocou seis por meia dúzia... É e será sempre a República dos Jabutís. A não ser que voltem ao passado de 500 anos, e comecem tudo de novo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-36VyDoruL_0/TrjUDDW2wYI/AAAAAAAABHg/s5q0mpVoJ7g/s1600/jabuti+4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://1.bp.blogspot.com/-36VyDoruL_0/TrjUDDW2wYI/AAAAAAAABHg/s5q0mpVoJ7g/s200/jabuti+4.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-5738619541375586703?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/5738619541375586703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=5738619541375586703&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5738619541375586703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5738619541375586703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/11/republica-dos-jabutis.html' title='A República dos Jabutís'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yod6FMMGWDM/TrjSIn7YLyI/AAAAAAAABHA/8JiR8PDDssQ/s72-c/jabuti1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-7383429534426873439</id><published>2011-11-04T18:00:00.001-02:00</published><updated>2011-11-04T18:07:19.402-02:00</updated><title type='text'>Vidas</title><content type='html'>Vidas...vidas...vidas...&lt;br /&gt;Tão diferentes&lt;br /&gt;E tão parecidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-05E9ogegdlc/TrRF1-tU9MI/AAAAAAAABG0/OUplntjnSHw/s1600/labirinto1q.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="165" src="http://1.bp.blogspot.com/-05E9ogegdlc/TrRF1-tU9MI/AAAAAAAABG0/OUplntjnSHw/s400/labirinto1q.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-7383429534426873439?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/7383429534426873439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=7383429534426873439&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7383429534426873439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7383429534426873439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/11/vidas.html' title='Vidas'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-05E9ogegdlc/TrRF1-tU9MI/AAAAAAAABG0/OUplntjnSHw/s72-c/labirinto1q.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-5412624689182646575</id><published>2011-11-03T18:19:00.007-02:00</published><updated>2011-11-03T18:33:01.001-02:00</updated><title type='text'>Poema de Mim</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para mim não existem primaveras, nem abelhas flamejantes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nem barcos de tristezas, nem caveiras de plástico,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; / nem cavaleiros andantes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para mim não existem trincheiras, nem fogo cruzado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para mim não existem sedas nem vertentes mágicas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; / nem baralho armado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para mim não existem venenos de oliveiras,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; / nem estrume de cobra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nem cinzeiros de nuvens, nem lagartos que sorriem,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;/ nem pau-pra-toda-obra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para mim, não existem rastros pela cidade,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;/ nem palcos infestados de mordaça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para mim a morte é de pano, e os arames sustentam&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;/ a gravidade flutuada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.............................................não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.............................................sim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.............................................tão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.............................................mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para mim não existe a dúvida mal lavrada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para mim não existem mais palavras...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para mim não existem cercas de mentira e pronto!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu, que me afoguei em redemoinhos de sonhos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EaxvhbEeS8E/TrL3I45XmDI/AAAAAAAABGY/pfApjlhvW5k/s1600/Redemoinho_litografia_2004+a.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="246" src="http://4.bp.blogspot.com/-EaxvhbEeS8E/TrL3I45XmDI/AAAAAAAABGY/pfApjlhvW5k/s320/Redemoinho_litografia_2004+a.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-5412624689182646575?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/5412624689182646575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=5412624689182646575&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5412624689182646575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5412624689182646575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/11/poema-de-mim.html' title='Poema de Mim'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-EaxvhbEeS8E/TrL3I45XmDI/AAAAAAAABGY/pfApjlhvW5k/s72-c/Redemoinho_litografia_2004+a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-7216472010859832442</id><published>2011-11-02T04:29:00.001-02:00</published><updated>2011-11-02T04:38:26.912-02:00</updated><title type='text'>Somos Cogumelos</title><content type='html'>Em minha alma não existe um pássaro, existe uma estrada. Em meu peito não existe um pássaro, existe um labirinto. Em meus olhos não existem pássaros, existem aranhas. Em meus cabelos não existem pássaros, existem pincéis. Em meus dedos não existem pássaros, existem bordéis. Em meus pés não existem pássaros, existem fiéis. Em meus sonhos não existem pássaros, existem montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o que sou, e sou o que sou. Nada mais me ilude. Nem as fogueiras das paixões, nem as flechas dos estúpidos. A vida é feita de pegadas na água. O destino é fluorecente e escondido por cordilheiras impenetráveis. É preciso ser uma broca de chumbo. É preciso ser o vento. É preciso ser a própria erosão do universo para ultrapassar os confins de cérebros alheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Vyfrf-t4Yes/TrDk11cFz2I/AAAAAAAABGI/oaB3RFWcyMU/s1600/orquidea.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-Vyfrf-t4Yes/TrDk11cFz2I/AAAAAAAABGI/oaB3RFWcyMU/s1600/orquidea.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Universo é pra mim um vaso de planta. Onde Deus, um dia, plantou um carvalho, e onde o diabo plantou uma orquídea. A noite dos tempos acabará quando a orquídea sugar, com toda a sua beleza, o incomensurável pão do carvalho de Deus. Será uma guerra sempiterna entre a boceta azul mais linda do mundo, e o pau mais grosso e viril que existe. Temo pelo pau, pois sabe-se bem: quem tem boceta tem a força. Mas o pau há de aguentar o tranco da orquídea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orquídeas são flores de esquisita beleza e estranha natureza. São o que há de mais belo entre as flores, mas precisam de um carvalho para sobreviver. Não possuem raízes (pelo menos a maioria). Os carvalhos são lentos, e vigorosos. São verdadeiros canhões de seiva bruta. São eles que seguram a terra. São a gravidade em forma de planta. São mastros que se espalham pelos lados e se transformam em labirintos. São prédios onde habitam desde morcegos a macacos e uma infinidade de seres insignificantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TmhWlF-5idg/TrDlBcmTP1I/AAAAAAAABGQ/vlJz9na_myc/s1600/oak.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://2.bp.blogspot.com/-TmhWlF-5idg/TrDlBcmTP1I/AAAAAAAABGQ/vlJz9na_myc/s200/oak.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mundo é dos seres insignificantes. Mais dos insignificantes do que das plantas. O Homem é um conviva. Não representa 30% do que há de vivo no planeta. O Homem é uma orquídea feia, que suga a Terra como se suga a um carvalho. Não plantamos raízes, quando plantamos são frágeis. Ainda somos cada vez mais nômades em busca de uma felicidade de seiva. Trocamos de lados com facilidade, mas não somos belos. Somos feios. Nada fede mais que o animal Homem. Um cachorro com uma semana sem banho fede menos que um mendigo que anda na rua sem se lavar há uma semana. Há que se desejar distância do ser comum - Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OEvPSLTc-Kk/TrDjE92s_EI/AAAAAAAABF4/_-ilyucAK7Q/s1600/cogumelo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="153" src="http://4.bp.blogspot.com/-OEvPSLTc-Kk/TrDjE92s_EI/AAAAAAAABF4/_-ilyucAK7Q/s200/cogumelo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem é um otário. Vencem sempre as ilusões. O Homem é um ser que vive de ilusões e de veleidades. Nossos sentidos são poucos. Nada sabemos dos mistérios do infinito. Possuímos conceitos do tamanho de formigas, e rastejamos uns pelos outros. O Homem é um mar de egocentrismo. O Homem se acha Deus mas não passa de uma orquídea feia, expelida de um Paraíso, e cultivada pelo diabo. Nem bonitos, nem perfumados, nem azuis somos. Nos comunicamos através de subterfúgios e cultivamos nossos próprios umbigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos o sal da merda, o mal em oferta, o diálogo das bestas, o marketing dos medos. Medo pra quê? Nada pode ser pior que nós mesmos. Temos medo de parar de sugar nossos carvalhos diários. Somos nômades de galho em galho. Não somos nem seres. Somos conjuntos de células que funcionam sabe-se lá como ou porquê. Somos colônias vivas de micro-seres desaparecidos e fedorentos, protegidos por mitocôndrias. E nos preservamos através de uma meleca chamada DNA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas produzimos muitos choques internos mentais, e a santa música...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos colônias. Somos cogumelos mágicos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo no universo nos consome pra dar onda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Uslzh0ier20/TrDjMGPliUI/AAAAAAAABGA/sF68Twc4ie4/s1600/cogumelo1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="131" src="http://4.bp.blogspot.com/-Uslzh0ier20/TrDjMGPliUI/AAAAAAAABGA/sF68Twc4ie4/s200/cogumelo1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-7216472010859832442?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/7216472010859832442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=7216472010859832442&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7216472010859832442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7216472010859832442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/11/somos-cogumelos.html' title='Somos Cogumelos'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Vyfrf-t4Yes/TrDk11cFz2I/AAAAAAAABGI/oaB3RFWcyMU/s72-c/orquidea.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-7869755777117349284</id><published>2011-10-29T02:48:00.005-02:00</published><updated>2011-10-29T03:40:18.171-02:00</updated><title type='text'>Conchas</title><content type='html'>Vi dentro de teus olhos, que guardavam o Sol, toda a tristeza das chuvas.&amp;nbsp;Vi dentro de tuas lágrimas, que nada havia, porém escorregavam juntas.&amp;nbsp;Vi dentro de tuas mãos, que afundava o mar sem saber como nadar.&amp;nbsp;Mas dentro deste relógio redondo vejo que não vê o que restou das horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi seu corpo como colinas febris, onde apenas uma estrela brilhava. E nada mais... E vi o nascer da manhã por entre seus pensamentos incertos. Puxei a raiz do Sol, mas escorreguei no limo ácido das pedras amargas. Senti algas agarrarem meus pés, e senti que o tempo foi sólido, como um bloco de brinquedo, como um jogo de montar de criança, como um quebra-cabeças. E te vi na verdade criança, precisando de leite, e segurando em vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não somos barcaças. Não somos galés. Não somos feitos da madeira que tece o planeta. Não possuímos o entendimento dos passarinhos, que fogem minutos antes do tornado. Nossos próprios furacões são imprevisíveis, e nos arrebatam pelos pés. Voamos não como pássaros, apenas somos atirados, e torcemos para não cair em águas insalubres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acreditamos que no fim do mar se encontram os monstros sagrados, mas sabemos que no fim do mar os encontraremos, de alguma forma, a nos devorar por dentro. Por isso estendemos nossos oceanos interiores ao máximo que podemos, e rezamos para que um desses monstros seja o bom Deus, e nos dê o cafuné que cabelos tão suaves merecem..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estendi o mar como uma canga, sobre as areias da vida. E fui me arrastando, e nesse "arrastamento" foi me cobrindo, o mar, e fui virando plâncton, e maresia, e concha.&amp;nbsp;Hoje sou a concha que alguma criança encontra na areia, vazia, supérflua, e misteriosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual será o mistério das conchas? Que belíssima, ou horrenda estória ela não guarda mais...? Que separação lancinante terá acontecido? Ou...que liberdade gratificante, cheia de oxigênio a terá arrebatado? Terá sido sorte? Terá sido morte a sorte, ou o revés da ostra? Que onda terá posto fim a união? Qual correnteza terá levado sua única parte para o pólo sul? Será que existe a esperança do reencontro de uma concha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos vão se passar, noites virão, e dias flutuarão em correntezas pelo mar. Tudo. Tudo há de areia virar. Nada escapa ao destino da erosão. Nada escapa ao movimento das coisas. O atrito sempre vence a ilusão. E quando uma criança quer brincar... Há muitos aquários, &amp;nbsp;insolúveis de histórias para contar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--WSqXsdXNYA/TquFFQjkW8I/AAAAAAAABEY/Aq_bSK6HYtU/s1600/concha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://3.bp.blogspot.com/--WSqXsdXNYA/TquFFQjkW8I/AAAAAAAABEY/Aq_bSK6HYtU/s200/concha.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-7869755777117349284?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/7869755777117349284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=7869755777117349284&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7869755777117349284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7869755777117349284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/10/conchas.html' title='Conchas'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--WSqXsdXNYA/TquFFQjkW8I/AAAAAAAABEY/Aq_bSK6HYtU/s72-c/concha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-6008763309812699507</id><published>2011-10-24T23:44:00.001-02:00</published><updated>2011-10-24T23:57:49.855-02:00</updated><title type='text'>Geladeiras</title><content type='html'>Dois conceitos mudaram o mundo, e o tornaram do jeito que se encontra hoje em dia:&amp;nbsp;O medíocre vence; &amp;nbsp;e Merda vende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foram conceitos inventados e sim descobertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes as pessoas compravam uma geladeira porque ela funcionava, e funcionava até quebrar. Quando se descobriu que não influenciaria em nada, em termos de vendas, o fato da geladeira quebrar antes do tempo, começou-se a produzir geladeiras mais frágeis, com o intúito de quebrar logo para que o comprador tivesse que, mandar consertá-la, ou comprar uma nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma coisa se deu de forma forte no mercado de automóveis, por exemplo. Ou seja: Um bem durável que antes resistia 20 anos, e que passou a resistir apenas 5, sendo vendido pelo mesmo preço foi um achado comercial valiosíssimo, e que deu na era do marketing de hoje em dia. Onda, que aliás, está destruíndo o planeta, literalmente através do super-consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê? Porque a compensação à falta de qualidade das novas geladeiras, como das TV's e dos carros se encontra na beleza, na estética especialmente desenvolvida para que o comprador acredite que aquilo vale alguma coisa. Porém não vale o quanto pesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma conversa manjada. &amp;nbsp;Não invento aqui a roda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GqItbGplmtM/TqYUUsH30BI/AAAAAAAABEI/2svM8N8rOoE/s1600/ggggggg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="110" src="http://3.bp.blogspot.com/-GqItbGplmtM/TqYUUsH30BI/AAAAAAAABEI/2svM8N8rOoE/s200/ggggggg.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vou &amp;nbsp;fazer uma relação entre um fenônemo comercial e a sociedade, levando em consideração que o ser humano é o "benfeitor" desses novos conceitos maravilhosos que alteram nossas vidas em prol de sei-lá-o-quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O descobrimento do novo mundo se deu por acaso, pelos portugueses e espanhóis, como conhecemos, se bem que tanto os Vikings, como principalmente os Chineses já o haviam descoberto bem antes. O fato é que o descobrimento pelos portuguêses não foi por acaso, como contam nas escolas. Poucos descobrimentos são feitos ao acaso. Até porque para que sejam descobrimentos implicam que há alguém tentando descobrir alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo de hoje que reclama da sociedade do super-consumo, das relações baseadas na futilidade, da necessidade estética acima do prático, é o culpado, não por descobrir tais conceitos, mas por seguir conceitos sem prestar atenção em suas vidas. No mundo de hoje as pessoas procuram a si mesmas e não umas às outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa história cultural nunca foi baseada na "facilidade" que vem da futilidade. Desafio qualquer um a listar 10 grandes escritores completamente felizes. Desafio qualquer um a listar 10 grandes músicos completamente felizes. 10 obras de arte relevantes que não carreguem dentro de si o aço já substituído por plástico, em geladeiras. Diretores teatrais, atores, e até palhaços que não chorem no camarim a dor de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arte é coração. A arte é a única coisa que nos distingue dos animais, além do amor neurótico que o ser humano carrega dentro de si. Esse amor é artístico. Esse amor, mesmo quando carência pura é feito de ferro, nunca de isopor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais vejo homens e mulheres sozinhos ou ligados em relações insólitas, leves, ou sem caráter. Uma geladeira que quebra em 5 anos é uma geladeira sem caráter. Um pneu de carro feito pra se esmigalhar numa rodovia é um pneu sem caráter. O Homem não tem mais caráter. Os bens materiais são feitos pra gerar dinheiro pra alguém trocar sua geladeira sem caráter por outra sem caráter. Uma Big Band jamais será formada de novo, uma produção musical como "A day in the life" (The Beatles), nunca mais poderá ser repetida porque a pirataria acabou com o mercado fonográfico convencional. Ok! Tudo muda, e eu aceito as mudanças. Mas a pirataria é o nosso roubo diário. Somos ladrões de galinha. Baixamos um grande clássico do jazz na internet, de graça, e metemos como toque de celular. É a geladeira que dura 15 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as pessoas? Cada vez mais lindas e sozinhas e sem coragem de assumir as sua impossibilidades, suas incapacidades de amar! Porque o amor ficou raso, fútil, ligado ao plástico dos facebooks. Tem um mundo de supostos intelectuais que cultuam a alegria plena, como se isso existisse. "Basta sentir a "energia""- dizem, insanos. Sim, devemos estar nos tornando árvores! Eu até considero isso uma evolução corporal, pois uma árvore não faz concurso público, não precisa fazer força para existir. É o ser perfeito da natureza. Porém uma árvore quando chora de amor (e elas "choram"), não escreve belíssimas poesias, nem músicas, nem literatura, nem constrói um barco e vai morrer no mar. Não sabe o valor que existe numa Florbela Espanca, triste e amargurada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos cada vez mais centrados na nossa "geladeira" interior, quebramos rápido, porém somos maravilhosos, porque podemos cantar baboseiras e amar vulgarmente e sermos felizes por 5 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eu quero é mais! Eu desejo ser como um serrote que corta e dura 100 anos. Eu não me troco por felicidades instantâneas banais. Eu me recuso a ser uma geladeira. Eu quero ser um puta Rolls-Roice, que não precisa de propaganda na televisão pra vender. Eu sou feito de turbina de avião! Eu não aceito uma obra artística vazia e rala. Quando leio, leio Dostoievski, porque quero aprender com suas mágoas. Não quero a solução dos que olham para o Sol e se acham curados, por uma &amp;nbsp;alegria dogmática feita de vitamina D. Quero comer a Lua, e sei que essa é a receita dos grandes musicais, das grandes peças, das grandes obras. Sei que pra ser pintor tem que correr o risco das doenças respiratórias, e sei que os grandes guitarristas machucam os dedos nas cordas 0,12. Não aguento guitarristas de merda. Gosto do som louco e soturno da guitarra. Como gosto de um violão antigo, de madeira triste e velha, onde reside a sabedoria anciã de uma floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relacionamentos hoje em dias são baseados na esperança de algo que não existe: a felicidade completa, eterna, dinástica, financeira. Felicidade é momentânea, e depende de se matar um leão por dia. Tem que se segurar muita infelicidade para ser feliz. Não acredito em promessas de igrejas e religiões que não sejam completamente altruístas. Não acredito no belo à toa, sem esforço, acredito no que dura. Já experimentei o bonito, já experimentei o rico, e sei que as pessoas mudam de acordo com suas situações instantâneas. Acredito na troca duradora. Não acredito em &amp;nbsp;levar porrada e dar a outra face. Mas acredito que beijos são faces simultâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso mercado que vende merda, e premia o medíocre é um mercado que valoriza a alegria fútil e barata, que não passa de um sonho de consumo. Hoje, as pessoas não valem o quanto pesam, por isso não são felizes, mas precisam fingir que são. E eu acredito que geladeiras feitas para quebrar, quebram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-43Kkr08cAOg/TqYUa9t7J8I/AAAAAAAABEQ/QnEA3Wv_2Bo/s1600/GGGGG.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="279" src="http://1.bp.blogspot.com/-43Kkr08cAOg/TqYUa9t7J8I/AAAAAAAABEQ/QnEA3Wv_2Bo/s320/GGGGG.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-6008763309812699507?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/6008763309812699507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=6008763309812699507&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6008763309812699507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6008763309812699507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/10/geladeiras.html' title='Geladeiras'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GqItbGplmtM/TqYUUsH30BI/AAAAAAAABEI/2svM8N8rOoE/s72-c/ggggggg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-6519124086659904191</id><published>2011-10-22T02:35:00.004-02:00</published><updated>2011-10-22T02:48:08.160-02:00</updated><title type='text'>Eternidade</title><content type='html'>Eternidade deve ter a ver com éter...&lt;br /&gt;Há éter na idade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eternidade é como uma cortina que impede o Sol&lt;br /&gt;É como o amor guardado numa gaveta fechada&lt;br /&gt;E que a empregada sem saber joga fora por nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você só descobre no dia seguinte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se sente como um pássaro sobrevoando um deserto&lt;br /&gt;Sem árvores, moitas, ou qualquer lugar de pouso&lt;br /&gt;E de repente você não tem onde colocar as mãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sua alma, seus olhos, seu livre-arbítrio, sua idade&lt;br /&gt;Maculada por outra pessoa que vestida de ingenuidade&lt;br /&gt;Atira fora tudo que se esperava de eternidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eternidade é um conceito parecido com uma gaveta&lt;br /&gt;Que guarda um saco fechado com carinho;&lt;br /&gt;Que parece nunca mais sair do lugar, esperando ser jogado fora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outra pessoa simplesmente joga...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra pessoa joga...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joga...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sua eternidade fora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3NBFMnM1cOY/TqJHvyBSkPI/AAAAAAAABEA/LrgT6HIeBZ4/s1600/gaveta1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-3NBFMnM1cOY/TqJHvyBSkPI/AAAAAAAABEA/LrgT6HIeBZ4/s1600/gaveta1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-6519124086659904191?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/6519124086659904191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=6519124086659904191&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6519124086659904191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6519124086659904191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/10/eternidade.html' title='Eternidade'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3NBFMnM1cOY/TqJHvyBSkPI/AAAAAAAABEA/LrgT6HIeBZ4/s72-c/gaveta1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-296780339223047120</id><published>2011-10-20T04:23:00.006-02:00</published><updated>2011-10-20T06:42:29.675-02:00</updated><title type='text'>Efeito Borboleta???</title><content type='html'>Não acredito naquela história de que o assassínio de uma borboleta pode alterar a ordem das coisas no universo. Acho isso uma besteira. Uma imensa baboseira. Um sofisma até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que as coisas se anulam. O assassínio de uma borboleta nada significará para humanidade, quanto mais para o universo. Algo acontecendo simultaneamente anulará o fato. E algo sempre acontecerá para anular o fatídico evento da borboleta. Ou de qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não ser que o evento seja algo que de fato mexa diretamente com terceiros. Por exemplo: O sujeito pisa numa borboleta e ela morre. Nada acontece, pois a borboleta ia morrer mesmo, ela não ia descobrir a próxima lei da relatividade, não era um líder das massas, era só uma borboleta. Polinizaria algumas plantas e só. Pois então, algumas plantas novas não nascerão daquela borboleta, mas vão nascer de outro algo, que pode ser o vento, ou o cocô de um beija-flôr, ou de outras borboletas. Algo vai acontecer para anular tal fato. Talvez uma supernova exploda naquele exato momento e o mundo acabe, e surja outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iH55biDxYbU/Tp-77Wk2H9I/AAAAAAAABDg/y-eofDYGdu4/s1600/borboleta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="140" src="http://4.bp.blogspot.com/-iH55biDxYbU/Tp-77Wk2H9I/AAAAAAAABDg/y-eofDYGdu4/s200/borboleta.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que se toda uma espécie de borboletas for dizimada da face da Terra, aí sim haverá uma interferência. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Mas existe sempre a supernova que pode explodir, ou blá-blá-blá...etc. É aí que entra o que eu acredito. Eu acredito que a morte da borboletinha não causa nada de tão influenciável assim. Assim como acredito que um carro passando sozinho pela Rua Barata Ribeiro, Copacabana, à noite,não vai mudar o mundo apenas por existir, ou por passar pela rua. Não é isso que move o mundo. Mas se, por acaso, este mesmo carro estiver sendo guiado por um bêbado, e este bêbado atropelar cinco pessoas paradas na calçada esperando o sinal fechar, aí sim! acontece uma mudança no mundo. Mas se o bêbado não atropelar ninguém, for apenas parado na lei seca, e depois seguir pra casa com uma multa a mais, isso não vai fazer qualquer diferença para a vida das pessoas, ao planeta, ao universo, nem a mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que estou sendo pouco romântico. Faz bem para as pessoas acreditar que se pisarem num buraco e caírem no chão, que esta queda terá importância universal na ordem das coisas. E quem ler isto pode até me odiar, mas eu mesmo já caí no chão milhões de vezes e não senti, nem vi mudança alguma acontecer. "É claro que você não vê, ô idiota!, mas acontece." Dirá o sujeito infeliz. E a única coisa que posso dizer é: "Deixa de ser burro, ô infeliz." Mas por ironia do destino, ele não sabe que a sua ignorância fará sim muita diferença para o mundo e quiçá para o universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas pessoas sabem, mas eu sou um artista mentiroso. Muitas músicas, assim como textos meus são inventados do nada. Invento personagens dramáticos para pôr em letras de músicas românticas. As pessoas acham que eu sofri com isso, e é óbvio que sofri. Mas sofri como autor. Algumas vezes com inconscientes alheios, outras puxando, da minha própria mente, sentimentos dolorosos de fatos que não aconteceram literalmente, mas que aconteceram de alguma outra forma em minha vida, ou em algum plano mental só meu. Ou seja: só Eu sei a dor que me dói, ou que não Me dói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, minhas idéias expostas são verdadeiras. Pelo menos naquele momento. Pois acredito muito mais num mundo dinâmico do que num mundo religioso. Acho que fazer mal a alguém resultará numa mudança universal. Fazer algo que não afetará de forma negativa ou positiva a vida de terceiro, a um certo grau, não resultará em nada de significativo. Acho que como judeu, que sou, mesmo não sendo religioso, acredito na lei &amp;nbsp;da "volta". Nas Tábuas da Lei, Deus escreveu: "Não matarás. &amp;nbsp;Não roubarás, etc." Acredito que são todas leis de "interferência intersocial". Ou seja: o mundo dá voltas. Sacaneie alguém. Mas tenha a certeza de que será sacaneado também. Roube o dinheiro de alguém, que mesmo que enriqueça, vai pagar com sua consciência. Pela lei do Kharma, de alguma forma se paga quando se faz mal a terceiros. Pode ser &amp;nbsp;com um soco no olho, com algo pior, ou com o próprio livre arbítrio deixado por Deus a Caim depois que este assassinou seu irmão Abel: a mente da gente é nosso pior algoz e prisão. Saber-se um merda é muitas vezes pior que ser um merda.&amp;nbsp;"Não mentirás." Está escrito também. Mas Deus poupa os artistas verdadeiros&amp;nbsp;(Mas só os verdadeiros, não os babacas de plantão.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conheço um cara que já andou muito por aí. Já viu muitas gentes, não experimentou de tudo, mas já viu de tudo. Já voôu o mundo. Já viveu experiências perigosas e outras honestas. Sei que esse sujeito às vezes senta na calçada e tem a coragem de chorar, pois já chorou em calçadas de lugares perdidos e lugares encontrados. Já foi roubado por falsos amigos, já foi roubado por suas próprias necessidades, e enganado por seus próprios olhos. Nunca matou borboletas, mas já matou formigas e baratas e sabe que um cometa não vai partir a Terra por causa disso. Nem você vai ganhar na loteria por causa disso. Este sujeito sabe que uma lágrima rolada pela face cai apenas no chão e pronto. Nada acontece disso. Não gera um terremoto na China. E sei que esse sujeito já rolou lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zYJwjaZPr4s/Tp-8X0exs5I/AAAAAAAABDo/-MoLdGVckl4/s1600/borboleta+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://3.bp.blogspot.com/-zYJwjaZPr4s/Tp-8X0exs5I/AAAAAAAABDo/-MoLdGVckl4/s200/borboleta+2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes ele me liga e conversamos, e dou conselhos a ele. Conselhos de vida. Às vezes conselhos de amor. Mas sobretudo conselhos. Ele raramente me ouve, mas tem me ouvido mais. Tá ficando idoso, já não alimenta sonhos de picaretas. Ultimamente ele aprendeu a lei da borboleta. O mundo muda quando algo interfere nele de forma contundente. O simples acender de um fósforo não muda nada. A não ser que você enfie esse fósforo nos olhos de outra pessoa. Aí sim, essa pessoa tem a vida mudada, que consequentemente mudará a vida de outrem, e assim irá até voltar para você de alguma forma não muito boa. Pois já dizia outro personagem: " A natureza cuida." E é verdade constatada na pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sujeito já andou por ruas desertas à noite.Sozinho, e já sofreu a solidão dos que escolhem por ela. Já o aconselhei diversas vezes a não ser assim, mas me parece que muitas vezes a solidão alimenta almas amadas. É o paradoxo da borboleta mesmo. O sujeito não vai deixar de ser amado por ser só, mas ele precisa experimentar, ele precisa desta queima de gasolina irreal para ir em frente. O mundo não vai mudar por causa de sua solidão, mas ele acredita que sim. Ele acredita, assim como Bob Dylan acreditava que Mr. Tamborine Man fosse um personagem capaz de mudar alguma coisa. Com certeza mudou, mas foi anulado por outra coisa que tornou seu Ph neutro. E é fatal, mas todos nós teremos nossos Ph's neutralizados um dia. Todas as obras, todas a vidas, todos os olhares, todos os amores e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8tinvipdu40/Tp-98xewtmI/AAAAAAAABDw/cuVK5pBjdbs/s1600/borboleta+4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://1.bp.blogspot.com/-8tinvipdu40/Tp-98xewtmI/AAAAAAAABDw/cuVK5pBjdbs/s200/borboleta+4.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sujeito já foi como o Pequeno Príncipe. Já visitou vários planetas e já amou flores que tentou proteger. Mas achou isso impossível. Ele já cativou e já foi cativado, mas sabe que há sempre a hora de partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este sujeito não sabe viver. Foi arremetido ao seu próprio mundo e lá se encontra. Seu planeta apenas possui calçadas, e mais nada. Não há casas nem árvores. Minto, há um imenso Jatobá. Pois sombra é importante e lá bate muito sol de dia. Mas é só isso que tem lá. Não têm pessoas. Apenas aquelas que vivem dentro dele e que ele sabe que precisa cultivar. De resto são calçadas, onde rolam lágrimas sempre sob um céu estrelado e ao gosto de uma Coca-Cola geladinha.&amp;nbsp;E ele me disse uma vez que não há invenção melhor que a &amp;nbsp;panacéia perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele também fuma cigarros. E eu já mandei parar. Ele diz que cada cigarro altera o curso da vida na Terra. &amp;nbsp;eu disse a ele que não. A Fábrica de cigarros talvez.... Mas que o vento que sopra de manhã trazendo os últimos aromas das Flores da Noite anula a fábrica. Pelo menos enquanto houver um equilíbrio. Ele disse que ácido faz bem pra sua saúde pois o tira da realidade. E que isso altera o universo. Deixe estar. A única coisa que altera o universo é o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ele me perguntou: "O que é o amor?" Minha pobre resposta foi: "Algo que eu conheço muito, mas desconheço bastante." E ele antes que eu terminasse a frase (pois é muito insistente e parece mesmo o Pequeno Príncipe) insistiu: "Pode me dizer realmente o que é o amor?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu pensei melhor e mudei toda a minha concepção sobre este texto. Quanta burrice! É óbvio que matar uma borboleta muda o curso do universo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LVu2l8RGgS4/Tp--IRJ46FI/AAAAAAAABD4/rEjdP4Qs6hM/s1600/borboleta+3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="188" src="http://3.bp.blogspot.com/-LVu2l8RGgS4/Tp--IRJ46FI/AAAAAAAABD4/rEjdP4Qs6hM/s200/borboleta+3.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-296780339223047120?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/296780339223047120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=296780339223047120&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/296780339223047120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/296780339223047120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/10/efeito-borboleta.html' title='Efeito Borboleta???'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-iH55biDxYbU/Tp-77Wk2H9I/AAAAAAAABDg/y-eofDYGdu4/s72-c/borboleta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-8598111585113720466</id><published>2011-10-16T04:52:00.004-02:00</published><updated>2011-10-16T05:21:40.976-02:00</updated><title type='text'>O Bar</title><content type='html'>Tão imprevisível é o mundo quanto este texto. Imagine um bar qualquer, situado num bairro sujo de Bucareste. Lá fora faz um frio de congelar mosquitos voando. Dentro do bar a temperatura beira os 15 graus célcios. O bar é retangular. No fundo há o grande balcão, onde um &lt;i&gt;barman &lt;/i&gt;prepara tiras de limão. No centro do bar há apenas uma mesa, e no canto uma sinuca grande e vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentados na única mesa do bar, dois homens, um de cada lado, não se parecem um com o outro. Um é louro de olhos castanhos, estatura mediana, forte, atarracado, vestindo jeans e camiseta branca. Do outro lado o homem parece uma salsicha de tão alto, magro, cabelos escuros e ondulados caindo por sobre o pescoço, mas não muito. Um deles fuma um cigarro preto e o outro um de palha. Não se falam, mas se conhecem, embora pareça que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9H5-eQKQj0c/Tpp_Ck75dVI/AAAAAAAABDY/2aNTj3z9Kis/s1600/barrr.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-9H5-eQKQj0c/Tpp_Ck75dVI/AAAAAAAABDY/2aNTj3z9Kis/s200/barrr.jpg" width="168" /&gt;&lt;/a&gt;O homem do bar sai de trás do balcão e traz dois copos e duas garrafas&amp;nbsp;de vodca. Uma vagabunda e uma excelente.A excelente vai pro sujeito louro atarracado, a outra vai pro homem que parece uma linguiça de cabelos. Este usa calças brancas de linho bem cortado, e camiseta verde com desenhos de flores vermelhas. É difícil se concentrar nessa mistura de cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois viram dois copos de vodca ao mesmo tempo, sincronizados, porém, nunca se olham. O louro, baixinho e atarracado grita algo sem sentido. Parecido com um latido. O homem do bar sai de novo de trás do grande bar e deposita no meio da mesa um prato amarelo com uma grande azeitona no meio. Os dois tomam mais duas doses cheias das respectivas vodcas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste meio tempo já existem três outros homens jogando sinuca no canto do salão. Outros atiram dardos num desenho tosco e numerado, circular, próprio para dardos e que fica na parede perto da sinuca. O clima fica tenso quando a azeitona é colocada em cima da mesa. E um cachorro enorme e abre sua enorme boca e lança um grande bocejo avisando dentes. O cachorro está de olho em tudo, mas não para de se coçar, e volta e meia rosna para o homem do bar, que prontamente leva um pote de ração e deposita com receio na sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento abre-se a porta do bar, trazendo com ela flocos grossos de neve e um vento gelado. uma loura maravilhosa, num vestido vermelho que deixa à mostra suas pernas bem feitas, seios iguais a canhões de guerra, corpo impecável de atleta do sexo, cabelos louros num liso com permanente, e tudo feito pra matar. Seu perfume entra com a neve, mas a neve cai, enquanto o perfume se espalha pelo ar que tem cheiro de graxa e gasolina barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos param e fixam seus olhares prontamente para a incrível loura da "playboy". Menos os dois homens sentados no centro da mesa. Estes continuam impávidos, e centrados em olhar a azeitona negra. Neste momento a loura estanca, não sem deixar de mexer sensualmente o quadril e aponta para a azeitona, e diz. Mas sua voz soa grossa como de homem e isso transtorna os que estão jogando dardos e sinuca, que prontamente voltam a jogar. Ela aponta para a azeitona, com seus dedos de unhas grandes, falsas e vermelhas, e abre a boca como um trovão: "Isto não é uma azeitona! Isto é uma bala de revolver!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento o cachorro se levanta e ruge como um urso. Pelo recinto pequenos camundongos traçam caminhos se escondendo pelos cantos, como que loucos e interessados em saber sobre a situação. O homem do bar joga-lhes pequenos farelos de pão visando que os camundongos se mantenham mais pelos cantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois homens sentados na mesa do centro, já acabaram as vodcas e já iniciaram outra. No momento em que ouvem a loura, olham para a azeitona e constatam que na verdade ela realmente não é azeitona, e que também não é bala de revolver, ela é um abacaxi. Olham para a loura e num impulso imprevisível gargalham de forma a dar a entender sua sabedoria tão mais aguçada e antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O urso lambe a &amp;nbsp;perna da loura &amp;nbsp;com carinho. Ela deixa, mas se sente incomodada pois sua enorme língua parece lixa, e ela tem medo de que rasgue sua meia fina. A loura dá um chega pra lá no "urso", puxa uma cadeira e senta-se no meio dos dois homens, ambos ainda sorrindo na mesa. Ela pede um uísque ao homem do bar. Este pergunta aos três homens que jogam sinuca, se é possível que algum deles pague o uísque. Os homens fazem cara de "alguém pagará", e dizem que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O abacaxi , no centro da mesa cresce, e já é uma planta colossal, que quase atinge o teto do bar. O bar possui pé direito bem alto, mas sua estrutura é de frágil madeira antiga. O pessoal dos dardos continuam a lançar e acertar alvos. O cachorro já se encontra perto deles. Os camundongos parecem enormes, apesar de seu pouco tamanho. A perspectiva do lugar fica esquisita mediante ao cheiro de graxa e gasolina, e os jogadores de sinuca, embora já não possuam mais moedas para jogar, continuam a devastar freneticamente, com seus tacos, bem ornados e desenhados, o verde da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linda mulher com voz de homem, teve seu vestido enroscado num espinho de uma das folhas do abacaxi e continua subindo com ele. Já se encontra há uns dois metros do chão, porém age como se nada acontecesse. Um dos homens se aproveita para olhar por baixo de sua saia e planejar a investida de um dedo bem certeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem do bar, apesar do frio, mostra sua testa suada de tanto trabalho, enquanto &amp;nbsp;lê gibi e jornal ao mesmo tempo. Todo o salão parece pequeno ante o tremendo abacaxi que cresce, porém os camundongos dão a impressão de serem gatos de tão grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cachorro-urso-monstrengo já começa a dar sinais de chateação e come um dos gatos-camundongos, o que causa uma comoção nos atiradores de dardos. Os da sinuca tentam recuperar as bolas presas dentro da mesa, destruíndo a mesa com serrotes e machados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A loura já atingindo o teto canta um tema de Irving Berlin, enquanto os dois homens da mesa do centro agora se estranham. Um levanta e tira um revolver do bolso. O outro tira uma granada de mão. Todos gritam sem deixar de executar suas funções. Um segundo gato-rato é devorado pelo cachorrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento abre-se de novo a porta do bar. Mas apenas uma carga de neve entra, em grandes flocos, que faz todos se arrepiarem de frio, trazendo a noite sem luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-8598111585113720466?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/8598111585113720466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=8598111585113720466&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/8598111585113720466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/8598111585113720466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/10/o-bar.html' title='O Bar'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-9H5-eQKQj0c/Tpp_Ck75dVI/AAAAAAAABDY/2aNTj3z9Kis/s72-c/barrr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-492226047651413448</id><published>2011-10-15T05:42:00.000-03:00</published><updated>2011-10-15T05:42:47.140-03:00</updated><title type='text'>Ensinamento.</title><content type='html'>Está escrito na Bíblia do Antigo Testamento. Parte da sabedoria de um povo de quase 6000 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Mulher constrói, e a Mulher destrói."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tqpm0ciGHFQ/TplHSZ6iUhI/AAAAAAAABDI/cths9EZ7AII/s1600/adao+e+eva.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-tqpm0ciGHFQ/TplHSZ6iUhI/AAAAAAAABDI/cths9EZ7AII/s200/adao+e+eva.jpg" width="130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-492226047651413448?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/492226047651413448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=492226047651413448&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/492226047651413448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/492226047651413448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/10/ensinamento.html' title='Ensinamento.'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-tqpm0ciGHFQ/TplHSZ6iUhI/AAAAAAAABDI/cths9EZ7AII/s72-c/adao+e+eva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-4835357908111088414</id><published>2011-10-09T20:18:00.004-03:00</published><updated>2011-10-09T20:57:50.943-03:00</updated><title type='text'>Canto de Vida</title><content type='html'>Seguir... o que importa seguir? &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;Sentir... o que importa sentir?&lt;br /&gt;Fazer, isso sim importa&lt;br /&gt;Pois quando fazemos&lt;br /&gt;Fazemos a nós mesmos&lt;br /&gt;Com pés na Terra e olhos no horizonte.&lt;br /&gt;E sentimos...&lt;br /&gt;Seguir? apenas com passos de tamanha alma verdadeira&lt;br /&gt;Pois nos desfolharemos como pétalas sem nome&lt;br /&gt;Se apenas acreditarmos alcançar estrelas&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-v5o5U2ZeOiQ/TpIrYbWZEMI/AAAAAAAABDE/ONPlsX_1ZXQ/s1600/estrela1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-v5o5U2ZeOiQ/TpIrYbWZEMI/AAAAAAAABDE/ONPlsX_1ZXQ/s1600/estrela1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-4835357908111088414?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/4835357908111088414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=4835357908111088414&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/4835357908111088414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/4835357908111088414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/10/canto-de-vida.html' title='Canto de Vida'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-v5o5U2ZeOiQ/TpIrYbWZEMI/AAAAAAAABDE/ONPlsX_1ZXQ/s72-c/estrela1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-1449882729894817327</id><published>2011-10-04T19:22:00.004-03:00</published><updated>2011-10-05T01:19:29.866-03:00</updated><title type='text'>O Passo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Eu luto por amor.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Depois eu luto de amor.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Gerônimo era um menino normal. &amp;nbsp;Morava numa cidade normal, com uma família normal, comia uma comida normal, tinha amigos normais e vivia uma vida normal. Um dia sua mãe pediu pra que ele fosse comprar algo, numa loja azul, que ficava num vilarejo perto de uma colônia de pescadores, meio longe de onde ele morava.&amp;nbsp;Gerônimo era novinho, mas na cidade do interior que ele morava, as crianças começavam a andar sozinha cedo, e na maioria das vezes descalças. Não era uma cidade pobre nem rica, era uma cidade do interior, com casas humildes porém decentes e e dignas, e um povo trabalhador e responsável, porém preguiçoso, que gostava de &amp;nbsp;passar o dia de folga deitado na rede fumando cigarro de palha e ouvindo as cigarras a cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerônimo seguiu seu caminho. Como sua mãe havia mandado foi na direção do vilarejo. O caminho era alternado por terra batida, um pouco desértico no meio, e ia se tornando grama e pasto seco misturado com algumas árvores floridas e outras de menor porte. O dia estava ensolarado porém não estava quente. Era um dia ambíguo, como a vida.&amp;nbsp;Gerônimo levava consigo uma bolsa leve, de pano bege, onde guardaria os produtos; como tudo na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerônimo à partir de determinado momento adentrou uma trilha de terra que cortava um imenso pasto de grama recém colhida. Andou por mais ou menos uns dois quilômetros, quando de repente deu de cara com uma imensa árvore, do tamanho de um caminhão, e neste ponto a trilha se dividia em duas: uma para cada lado.&amp;nbsp;Gerônimo não podia seguir em frente, pois a enorme árvore não permitia. Ao mesmo tempo a árvore impedia qualquer visão do meio; havia portanto apenas dois caminhos a serem trilhados, e&amp;nbsp;Gerônimo teria que escolher a direita ou a esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerônimo não conhecia bem a direção, então naquele momento escolheu seguir pela direita. Naquele exato momento uma estrela colidiu com outra, um gato em algum lugar do mundo miou, uma criança nasceu nas mãos de uma parteira, e um cometa raspou incólume a Terra, encoberto pela luz do Sol e livre da ignorância das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FPC8rOaipo8/TouDLvtxoBI/AAAAAAAABCw/C6HeK2CTqOo/s1600/caminho++duas_portas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-FPC8rOaipo8/TouDLvtxoBI/AAAAAAAABCw/C6HeK2CTqOo/s1600/caminho++duas_portas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerônimo, sem saber, havia tomado a maior decisão de sua vida. A primeira de todas, o seu rumo, gerado pela necessidade peremptória da decisão a que lado tomar, e tudo isso orquestrado e sob gestão exclusiva do Acaso.&amp;nbsp;Gerônimo deu o passo, mas não teve culpa de tê-lo dado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua vida daí em diante partiu. Tanto do sentido de quem vai à frente, como do sentido outro, de se aquebrantar em partes. Pois muitas vezes ir em frente não significa ir certo. E todas as vezes, não ir significa o impossível, e o impossível não há. Apenas para aqueles que sonham. Porém até os que sonham dão seus passos no imaginário, sem perceber que o Todo se movimenta apesar de sonhos, e que a corrente de movimento está fadada a nunca parar; independente da vontade dos cantadores, dos escritores, dos músicos, e dos atores, todos, sem exceção dão o grande passo, mesmo sem dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode dizer que não houve felicidades na vida de&amp;nbsp;Gerônimo, porém seria melhor descrevê-las como alegrias fáceis, fogos-fátuos, arroubos momentâneos e pouco duradouros, porém valiosos algumas vezes. Não foi fácil. Seu pai morreu, sua mãe fugiu, seus professores o esmagavam. O ensino recolhia de sua cabeça tudo de bom que um dia seus pais o haviam doutrinado. Foi massacrado pelos amigos, foi negado nas piores peladas de futebol, assim como foi-lhe negado o direito de se comunicar com facilidade, seu pensamento foi cerceado, e seu futuro foi declarado passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerônimo terminou a adolescência sem saber quem era, quem havia sido, e o que poderia vir a ser. Com algumas alegrias e algumas ajudas atingiu alguma faculdade e tirou notas boas e notas ruins. Mas nada disso importava, pois suas decisões acabavam dando sempre erradas, e sempre que se via em situação de escolha,&amp;nbsp;Gerônimo sofria o mal dos males. Não namorou (apenas uma vez com uma meretriz), não se casou, e nem teve filhos. Não se educou como devia, e seu lazer se restringia a assistir as peladas dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos quarenta anos&amp;nbsp;Gerônimo deu sorte e conseguiu um bom emprego, graças a um bom vizinho que o ajudou. Mas perdeu o emprego, perdeu a casinha que seus pais o haviam deixado, perdeu a linha e ganhou bebida. Bebida sempre se ganha em algum lugar; é o consolo dos fracos. Porém, até para a bebida precisa se gastar, e chegou um momento em que&amp;nbsp;Gerônimo virou mendigo para poder beber. Quem não viveu o que&amp;nbsp;Gerônimo viveu, não sabe que para muitos, Deus atende pelo nome de Cachaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos cinquenta anos foi entregue aos cuidados do governo, e teve a mesma sensação de ter voltado à infância e à sua temida trupe escolar que o massacrara. Foi colocado na função de limpar os restos e dejetos dos outros. Trabalhou, se esforçou ao máximo, como se aquilo fosse um cargo no Itamaraty. Conheceu uma menina numa época em que não existiam vitaminas em seu corpo. Não era um homem feio, porém maltratado. pelos outros, por Deus, pela cachaça talvez? Que importa? Talvez por si mesmo. Mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida foi se sucedendo e Gerônimo perdeu o trabalho, perdeu o dinheirinho pouco, perdeu, a trouxa de roupa, perdeu o lençol de estopa, perdeu a cabeça, perdeu os sonhos de criança, perdeu o cabelo, perdeu os amigos, perdeu os conhecidos, perdeu os inimigos, perdeu a paisagem, perdeu os óculos, perdeu a luz, perdeu a linha, perdeu dois dedos, perdeu mais vitaminas, perdeu o amor...............................................................................................................................................................................................................................................................e viu que havia perdido o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, uma quinta-feira sem número certo,&amp;nbsp;Gerônimo se encontrava deitado em seu leito de morte num hospital público da cidadezinha onde nasceu. Seus olhos paralizados na direção do teto evitavam olhar a cruz que havia na parede do quarto. Não havia soro, nem aparelhos de respiração, nem tampouco remédios. Uma &amp;nbsp;mariposa circulava atônita a lampadazinha amarela que quase se despencava no chãozinho de ladrilhos quebradiços e da cor de terra. Do seu lado sentava-se com cuidado um velho padre, que rezava a extrema unção. Não havia mais ninguém no recinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente não havia mais padre no recinto, e os olhos de&amp;nbsp;Gerônimo viajaram pela sua vida, e enxergaram coisas que havia feito e se arrependido. Coisas que não o levaram a lugar algum. Porém, tudo leva a algum lugar e&amp;nbsp;Gerônimo teve esta percepção. Olhou para sua pernas, para seus pés encardidos e simplesmente pensou. Pensou, e lembrou de sua mãe fugitiva, e do seu pai morto pela enchada, e lembrou sua vontade de jogar pelada, e lembrou das pequenas e fúteis alegrias do amor, e lembrou de todos os seus fins trágicos e pensou-os menores do que o que estaria por vir, quem sabe...(?) Porém, não pelo seu desejo próprio,&amp;nbsp;Gerônimo sabia que devia viver, mas, além, mais além disso, sabia que poderia ter vivido. E imprecou contra a vida miserável que foi se sucedendo progressivamente em sua história, e xingou a Cachaça amarga, mas apesar disso sabia e pensava e se esforçava para lembrar alguma coisa importante, algo que justificasse tanta injustiça, e que pudesse, no momento derradeiro, livrá-lo da culpa de ter sido um sujeito sem sorte durante a caminhada. "Caminhada???" O pensamento saiu rouco de sua já não existente voz. Então&amp;nbsp;Gerônimo voltou a olhar seu pé dilacerado pelas caminhadas, e lembrou-se de quando sua mãe, ainda viva e sadia, o havia mandado caminhar até o vilarejo dos pescadores, e lembrou do quê, por tanto tempo, havia esquecido de comprar - pão especial para uma humilde celebração.&amp;nbsp;Gerônimo se lembrou da árvore e do caminho que se separava em dois, um para cada lado. E lembrou ter aleatoriamente escolhido um dos lados. E um gemido rouco saiu de sua garganta já definhando. "Porque escolhi aquele caminho, meu Deus?" E a dúvida plena, que talvez seja a maior de todas no universo se abateu sobre o quase defunto&amp;nbsp;Gerônimo: o que teria acontecido se eu fosse pelo outro caminho... "Teria sido melhor....?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi naquele momento em que a porta se abriu e entrou um menino, uma criança linda, de 10 anos de idade, cabelos escuros e lisos, olhar ingênuo e puro. Chegou-se a ele, e bem ao seu lado, em pé, parou. Esta era a criança que&amp;nbsp;Gerônimo foi um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerônimo então pegou em sua mão e lamentou. A criança, sem nem sorrir nem entristecer, segurou em sua mão e disse: "Gerônimo, você desejaria ter outra chance? Desejaria descobrir se o outro caminho talvez pudesse ser um caminho melhor?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerônimo não conseguia mais nem balbuciar palavras, nem sons, diante da emoção da vida e da morte, ambas presentes no recinto à espera de uma reação. E foi pelos olhos de&amp;nbsp;Gerônimo, pelo brilho de seus olhos, e pelo sorriso brotado em sua face, que a resposta foi compreendida pela criança que ele, um dia, havia sido, e que se encontrava em pé, bem ao seu lado, como que uma miragem boa e verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Gerônimo, vai comprar pão bom na vila perto dos pescadores, menino! Que hoje vamos fazer uma celebraçãozinha aqui! Vai logo, menino, não demora!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim viu-se&amp;nbsp;Gerônimo, de novo seguindo o caminho que o levaria à grande Árvore e ao seu Acaso. Um pouco de caminhada e logo estava ele ali, de novo, como se nada houvesse acontecido. E no momento da dúvida eterna, algo lembrou a&amp;nbsp;Gerônimo que desta vez ele precisava, deveria!, seguir pelo outro lado. E assim ele fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pisar em direção ao outro lado,&amp;nbsp;Gerônimo andou dois metros e &amp;nbsp;logo tropeçou numa pedra pontuda que havia no caminho. Caiu no chão, ralou o joelho um pouco, se levantou, limpou o ferimento com as mãos, sacudiu a poeira, sorriu, e tocou em frente sua nova vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sqIg7qNYv_Q/TouDUdzgeoI/AAAAAAAABC0/h6BJDZkY-2U/s1600/dois-caminhos1+BOMMM.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-sqIg7qNYv_Q/TouDUdzgeoI/AAAAAAAABC0/h6BJDZkY-2U/s1600/dois-caminhos1+BOMMM.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-1449882729894817327?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/1449882729894817327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=1449882729894817327&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1449882729894817327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1449882729894817327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/10/o-passo.html' title='O Passo'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FPC8rOaipo8/TouDLvtxoBI/AAAAAAAABCw/C6HeK2CTqOo/s72-c/caminho++duas_portas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-6258353701504672093</id><published>2011-10-02T08:37:00.009-03:00</published><updated>2011-10-02T09:37:44.332-03:00</updated><title type='text'>The only living girl in Rio.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Mesmo que impossível, você foi feita pra mim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Você foi feita pra mim como o carvão para o fogo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Como as montanhas para os rios, como as palavras para o seu único&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;/ ouvido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Você foi feita pra mim sem saber que foi feita pra mim....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Sob uma lua texana, um ponto num mapa traçado em nanquim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Como vistas de mares são feitas para navios&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Como nozes são feitas para geléias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;E fazendas para frutas desconhecidas por mim....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Algum planeta vai passar, vai explodir o mundo e você...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Ainda será feita para mim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Como flores para bichinhos, como dores para cinemas, e músicas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;/ para um violão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Com todas as inseguranças, e vontades e sonhos de vida e poesia&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;/ sem fim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Você foi feita pra mim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Como as crianças para os parquinhos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Como as gangorras para os irmãos mais velhos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;E os escorregas que não escorregam mais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Você foi feita pra mim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Como os luares de outros lugares ainda bem longe de mim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Você foi feita....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Ee1tdllvIlc/TohMEJTklDI/AAAAAAAABCs/ydqWjW8qAjE/s1600/flores+de+hoje.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ee1tdllvIlc/TohMEJTklDI/AAAAAAAABCs/ydqWjW8qAjE/s320/flores+de+hoje.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-6258353701504672093?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/6258353701504672093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=6258353701504672093&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6258353701504672093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6258353701504672093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/10/only-living-girl-in-rio.html' title='The only living girl in Rio.'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Ee1tdllvIlc/TohMEJTklDI/AAAAAAAABCs/ydqWjW8qAjE/s72-c/flores+de+hoje.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-3332598237853304893</id><published>2011-09-30T08:34:00.005-03:00</published><updated>2011-09-30T08:47:57.587-03:00</updated><title type='text'>Tristesse</title><content type='html'>Choro porque só quem vive pode chorar&lt;br /&gt;Sofro, porque só quem chora pode sofrer&lt;br /&gt;Calo, porque na minha solidão&lt;br /&gt;Só eu entendo, só eu falo e sei falar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choro porque tenho olhos para chorar&lt;br /&gt;Minhas lágrimas corrosivas de diesel&lt;br /&gt;Minhas angústias locomotivas de carvão...&lt;br /&gt;Olhos também foram feitos para chorar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas sinto! Entre lágrimas não se pode enxergar...&lt;br /&gt;Sinto a dor do mundo no calcanhar&lt;br /&gt;Minha pele é feita de calçamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha lágrima é de luar, choro e não sei me apagar&lt;br /&gt;Derramo lágrimas que ao cair me abandonam&lt;br /&gt;Semeiam a merda aonde, solitárias, brotam flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zLGGSvd35F8/ToWpKT54fzI/AAAAAAAABCo/0qxFhiJ7GYI/s1600/escher_stairs.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="219" src="http://2.bp.blogspot.com/-zLGGSvd35F8/ToWpKT54fzI/AAAAAAAABCo/0qxFhiJ7GYI/s320/escher_stairs.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-3332598237853304893?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/3332598237853304893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=3332598237853304893&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/3332598237853304893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/3332598237853304893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/09/tristeza.html' title='Tristesse'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zLGGSvd35F8/ToWpKT54fzI/AAAAAAAABCo/0qxFhiJ7GYI/s72-c/escher_stairs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-5465978245432427094</id><published>2011-09-30T07:46:00.004-03:00</published><updated>2011-09-30T07:49:38.933-03:00</updated><title type='text'>À corda</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Dorme, minha amada, dorme, que nada importa nesta caminhada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;E se existe caminhada é porque existem passos a serem caminhados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;E existindo passos, são estes, pelas flores carmesins,&amp;nbsp;&amp;nbsp;gastos&amp;nbsp;e&amp;nbsp;trilhados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;E se trilhados e gastos foram seus sonhos, imagine sua jornada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Dorme, amor da minha vida, que sem vida eu não luto nem consigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Dorme com vida, taciturna vida, porém bela como andes imersos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;E se há inverno é porque há alguma gota de alegria num abrigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;E se há vestígio, há também de existir luz no mais triste dos versos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Dorme minha flor, que tudo que necessita é lama para crescer e florir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Lama, minha menina, chame tuas montanhas, corte seus livres anzóis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Lembre-se que em algum pasto há uma grama a teus atos sorrir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;E lembre-se! Eu seguro sua mão sem a firmeza da minha própria...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas seguro! Seguro o leme das correntezas, embarcado e atando os nós&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Dorme, querida.... E acorda! À corda! que a calmaria sempre nos apropria!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VmVNiN9t6QU/ToWdgfeF3TI/AAAAAAAABCk/5nqCXz5Zp0Y/s1600/corda.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-VmVNiN9t6QU/ToWdgfeF3TI/AAAAAAAABCk/5nqCXz5Zp0Y/s1600/corda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-5465978245432427094?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/5465978245432427094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=5465978245432427094&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5465978245432427094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/5465978245432427094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/09/corda.html' title='À corda'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-VmVNiN9t6QU/ToWdgfeF3TI/AAAAAAAABCk/5nqCXz5Zp0Y/s72-c/corda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-7386990013099762954</id><published>2011-09-30T05:38:00.003-03:00</published><updated>2011-09-30T05:43:13.296-03:00</updated><title type='text'>A Rosa do Deserto</title><content type='html'>Um homem caminhava. Um homem caminhava perdido. Um homem caminhava perdido num deserto. Um homem caminhava perdido num deserto em busca de uma flor.&amp;nbsp;Um homem caminhava perdido num deserto. Um homem caminhava perdido num deserto em busca de uma flor que nunca aparecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias. Dias e dias se passaram.&amp;nbsp;Dias e dias se passaram sem que ele avistasse algo.&amp;nbsp;Dias e dias se passaram sem que ele avistasse algo além de areia e céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua visão adormecia.&amp;nbsp;Sua visão adormecia enquanto seu estômago.&amp;nbsp;Sua visão adormecia enquanto seu estômago já há muito dormente.&amp;nbsp;Sua visão adormecia enquanto seu estômago já há muito dormente comia areia fingindo ser farofa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noites. Noites frias caíam sobre sua pele.&amp;nbsp;Noites frias caíam sobre sua pele, que durante o dia, parecia não&amp;nbsp;mais&amp;nbsp;respirar .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim se passaram meses.&amp;nbsp;E assim se passaram meses, e por um milagre divino.&amp;nbsp;E assim se passaram meses e por um milagre divino seu corpo não mais precisava.&amp;nbsp;E assim se passaram meses e por um milagre divino seu corpo não mais precisava de água nem de comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deserto.&amp;nbsp;O deserto incrível.&amp;nbsp;O deserto incrivelmente o havia transformado.&amp;nbsp;O deserto incrivelmente o havia transformado em um ser eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu-se. Abriu-se em seus olhos um sorriso.&amp;nbsp;Abriu-se em seus olhos um sorriso de felicidade.&amp;nbsp;Abriu-se em seus olhos um sorriso de felicidade ao constatar que a necessidade o havia transformado.&amp;nbsp;Abriu-se em seus olhos um sorriso de felicidade ao constatar que a necessidade o havia transformado em pedra e areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu-se.&amp;nbsp;Sentiu-se Rei.&amp;nbsp;Sentiu-se Rei por saber-se imortal.&amp;nbsp;Sentiu-se Rei por saber-se imortal mesmo significando nada mais que&amp;nbsp;inócua&amp;nbsp;pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no seu não necessitar da mais nada tornou-se.&amp;nbsp;E no seu não necessitar da mais nada tornou-se, ou achou-se mágico.&amp;nbsp;E no seu não necessitar da mais nada tornou-se, ou achou-se mágico e capaz de alterações múltiplas e dono dos domínios desérticos. Achou-se mágico e capaz de alterações múltiplas e dono dos domínios desérticos e poderoso de tudo, DEUS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia. Um belo dia, como todos no deserto.&amp;nbsp;Um belo dia, como todos no deserto avistou.&amp;nbsp;Um belo dia, como todos no deserto avistou uma miragem.&amp;nbsp;Um belo dia, como todos no deserto avistou.&amp;nbsp;Um belo dia, como todos no deserto avistou uma miragem - era a tal flor. A&amp;nbsp;tal flor que procurava.&amp;nbsp;A&amp;nbsp;tal flor que procurava e já havia esquecido.&amp;nbsp;A&amp;nbsp;tal flor que procurava e já havia esquecido, não o havia esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como DEUS que era.&amp;nbsp;Como DEUS que era, não ligou para a tal flor. Não ligou para a tal flor e a desconsiderou. A&amp;nbsp;desconsiderou acreditando sê-la uma miragem apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tantos meses, anos...&amp;nbsp;Depois de tantos meses, anos... de que valia.&amp;nbsp;Depois de tantos meses, anos... de que valia, ainda mais agora que era DEUS. DEUS de pedra e areia, invulnerável à natureza, senhor do Deserto.&amp;nbsp;Depois de tantos meses, anos...quantas rosas não poderia ter simplesmente ao desejar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou-se em chão esplêndido e chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia levantou-se e foi ver a tal rosa.&amp;nbsp;Um dia levantou-se e foi ver a tal rosa que não estava mais lá.&amp;nbsp;Um dia levantou-se e foi ver a tal rosa que não estava mais lá, mas olhando bem, encontrou um restinho de caule e uma corzinha mirrada devastada na areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tristeza. Que tristeza, a rosa não havia sido miragem.&amp;nbsp;Que tristeza, a rosa não havia sido miragem e havia morrido, perecido, praticamente ao seu alcance, e de nada ele fez. De nada ele fez, era "DEUS" e não fez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pôs-se a rir!&amp;nbsp;Pôs-se a rir como um palhaço de circo.Pôs-se a rir como um palhaço de circo chafurdado na lama da areia molhada. Lama da areia molhada pois havia chovido, uma vez, &amp;nbsp;após anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riu tanto que não se dava mais conta de que era riso.&amp;nbsp;Riu tanto que não se dava mais conta de que era riso humilde. Tanto que não se dava mais conta de que era riso humilde e que não era mais DEUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após dois dias o Sol voltou.&amp;nbsp;Após dois dias o Sol voltou a brilhar intensamente seus raios de fogo e glória. Seus raios de fogo e glória alimentaram o chão molhado. O&amp;nbsp;chão molhado fez surgir um botão. Botão de rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rosa começara a crescer. Crescer e encorpar. Crescer e encorpar diante de "DEUS". "DEUS", ao contrário, ia se afundando, se mirrando, e virando flor moribunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rJ0Jv1iOsfA/ToV87Qw_P4I/AAAAAAAABCY/sTZJ4vVy0Uw/s1600/rosa1c%25C3%25B3pia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://1.bp.blogspot.com/-rJ0Jv1iOsfA/ToV87Qw_P4I/AAAAAAAABCY/sTZJ4vVy0Uw/s200/rosa1c%25C3%25B3pia.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;* * * * * * *&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Quando apareci no lugar, acompanhado da legião estrangeira. Quando apareci no lugar, acompanhado da Legião Estrangeira.senti o que meus companheiros sentiram ao chegar. Senti o que meus companheiros sentiram ao chegar,&amp;nbsp;e que é indizível e inenarrável, pois sentimentos não se explicam, e uma vez explicados perdem o sentido. O sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tocar a flor. Ao tocar a flor com minhas próprias mãos. E ao olhar para os lados e ver "DEUS" morto.&amp;nbsp;"DEUS" morto como areia e pedra, voltei-me para minhas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rosa não existia. A rosa não existia, era miragem. A rosa não existia, era miragem que fora verdadeira.&amp;nbsp;A rosa não existia, era miragem que fora verdadeira um dia. Um dia antes de "DEUS" se achar DEUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desvaneceu-se em meus olhos. Em meus olhos com tanta força, que ao olhar para os lados.&amp;nbsp;Em meus olhos com tanta força, que ao olhar para os lados, noticiei a ausência de meus companheiros da Legião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu só. Estava eu só, agora. Agora eu era areia e pedra. Pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi depois disso. Foi depois disso que adquiri.&amp;nbsp;Foi depois disso que adquiri a desordem que denomino. Denomino, por meu próprio e exclusivo conhecimento. Conhecimento de Repetição da Alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim vivo. E assim vivo repetindo a história de alguém. Alguém DEUS. Alguém DEUS que não acreditou na veracidade da miragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E portanto passarei a eternidade. Passarei a eternidade repetindo as palavras que me afligem. Quem achar, e ler este texto. Quem achar e ler este texto o entenderá como bem o quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que algum dia chova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que algum dia chova,&amp;nbsp;e surja uma rosa para me salvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NWqTZfBjQ2Q/ToV9XKh5JqI/AAAAAAAABCg/pwK0860rrQ0/s1600/rosac%25C3%25B3pia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-NWqTZfBjQ2Q/ToV9XKh5JqI/AAAAAAAABCg/pwK0860rrQ0/s1600/rosac%25C3%25B3pia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-7386990013099762954?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/7386990013099762954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=7386990013099762954&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7386990013099762954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7386990013099762954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/09/rosa-do-deserto.html' title='A Rosa do Deserto'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-rJ0Jv1iOsfA/ToV87Qw_P4I/AAAAAAAABCY/sTZJ4vVy0Uw/s72-c/rosa1c%25C3%25B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-6477244738917415085</id><published>2011-09-28T16:32:00.001-03:00</published><updated>2011-09-28T16:35:16.786-03:00</updated><title type='text'>Simon</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;"Meu nome é Simon. Pronto, já me apresentei. Agora escreverei abaixo nesta carta, algumas linhas fundadas no maior dos desesperos. Lançarei esta carta aos oceanos, devidamente engarrafada e lacrada com uma rolha, e espero que alguma alma, bondosa, caridosa, ou não, a receba. Provavelmente de algum vento que saia de mim, ou de alguma louca correnteza, ou maré pungente e atracante. Portanto peço SOCORRO! Que Deus ilumine minha sorte através do caminho que esta carta fará. Deus me abençoe!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;Sabem o que significa furacões? Furacões são tempestades cíclicas. São cíclicas tanto introspectivamente como externamente. Elas giram sobre si só, e giram também pelo mundo. Geralmente são tropicais e seguem um percurso norte/sul pelo Atlântico. Algum furacão provavelmente vai influenciar o itinerário desta pobre carta, sem saber que existe um outro furacão que se move. Este outro se move dentro de meu peito. Já arrancou todos os meus sentimentos. Deixou apenas a esperança, que diz o velho marinheiro: é a última que morre.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;Não sei se algo morre na vida, especialmente a esperança. Mas sinto que tudo, quando ela não morre, vira um objeto. Pode ser um carro para alguns, como pode ser um cavalo, ou um bichinho de estimação para outros. E quem me dera ter pelo menos um bichinho de estimação para me fazer companhia neste calvário que é a longitude de um ponto pacífico se bem que no Atlântico Sul.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;Voltando à esperança, ela pode representar muita coisa. Ou pelo menos pode se transmutar ao invés de perecer de vez. Uma coisa é também certa, a esperança depende de algo a mais. Ela sempre viaja acompanhada. Tirando um exemplo do meu mundinho: um navio tem o mar como esperança. Assim como um isqueiro tem o gás como esperança. Pois de que vale um isqueiro vazio? Da mesma forma um cinzeiro não faz sentido sem uma guimba de cigarro, mesmo que seja de um pirata ou de um capitão da coroa. Isso não importa realmente. Um cinzeiro solitário precisa e quer uma guimba qualquer. Não há fogo sem oxigênio - eis outro bom&amp;nbsp;exemplo,&amp;nbsp;Ah!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;A minha esperança reside em várias coisas que precisam se manter e se cuidar para que no fim haja o resultado final, que é: eu ser salvo de qualquer maneira! Bom... o papel tem que chegar sequinho à destinação, senão como alguém poderá lê-lo em borrões? A garrafa tem que ser forte o suficiente para não se despedaçar num recife qualquer! E a rolha tem que aguentar a pressão do tempo e se manter intacta até o fim! Depois disso tudo há que se esperar que o vento guie esses indivíduos pelos caminhos corretos do acaso, e que por fim a garrafa encontre algum ponto no mapa, e que neste ponto exista algum humano, e que este perceba, com seus olhos, a garrafinha. Porque se depois de todo este trabalho de viagem, os indivíduos passarem despercebidos pelo olhar de quem interessa, no fim, tudo!.... tudo poderá estar perdido. Mas se no fim, tudo der certo e a garrafinha, com a rolhinha, com o papelzinho, que é esta carta, chegarem às mãos de algum delinquente frio que os jogue de novo ao mar, ou limpe os beiços com a carta depois de um jantar pelas ruas de alguma cidade fria e desonesta, e queime tudo pra fazer um cigarro, que vai precisar de um isqueiro, que vai precisar de gás, que vai precisar de um cinzeiro... &amp;nbsp;tudo estará perdido para mim. Pobre Simon...sempre a esperar, sempre a esperar...e agora mais ainda...a esperar...esperar...POR VOCÊ! SOCORRO!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;Peço, para finalizar esta carta e tornar a leitura bem simples para quem interessar me resgatar daqui. EU NÃOAGUÊNTO MAIS! Por favor, se você abriu esta cartinha que conseguiu fazer a travessia fundamental, incólume de furacões, livre de redemoinhos e correntezas fugidias, por favor! Me salve! Pois eu não aguento mais esta solidão.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;E para você, querido bem-feitor de minha vida, dou-lhe a minha exata localização. Fico na latitude 15 com longitude 30. Não terá como errar pois estou no meio do oceano de algum lugar e não aguento mais! &amp;nbsp;Estarei pronto e berrando e ateando fogo na única árvore que existe aqui, para que você me reconheça e me salve. Por favor...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;Deus sê miraculoso e livrai-me desta solidão que não sustento mais...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;A quem receber este manuscrito, muito obrigado do fundo de um coração, por favor, me ocupem logo!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;Atenciosamente, eu aguardo...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;Simon 'the island'"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;* * *&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;Esta carta foi encontrada pela polícia de Porto Rico, num dia de Sol de fevereiro, mar calmo e carnaval. Os policiais bêbedos não acharam estranho uma carta dentro de uma garrafa fechada com uma rolha. Porém, devido ao álcool consumido, não se importaram, e acharam muito engraçado o seu remetente ser uma ilha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GG8v-4hQdGo/ToN2QM8PboI/AAAAAAAABCU/ha8kEK0jpGo/s1600/Ilha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-GG8v-4hQdGo/ToN2QM8PboI/AAAAAAAABCU/ha8kEK0jpGo/s320/Ilha.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-6477244738917415085?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/6477244738917415085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=6477244738917415085&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6477244738917415085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6477244738917415085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/09/simon.html' title='Simon'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GG8v-4hQdGo/ToN2QM8PboI/AAAAAAAABCU/ha8kEK0jpGo/s72-c/Ilha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-2479962082610391141</id><published>2011-09-25T07:27:00.003-03:00</published><updated>2011-09-25T07:38:19.826-03:00</updated><title type='text'>O Fogo de cada um de nós.</title><content type='html'>Era o ano de 896 d.c.. Quando Elmrik soube que seu castelo no sul da Escócia seria invadido por seu primo John "o feio". &amp;nbsp;Sentiu se mal, &amp;nbsp;e um frio que subiu pelas suas entranhas atingiu sua cabeça, tal o medo do inimigo. Elmrik morreu literalmente de calafrio, e deu lugar ao seu sucessor, seu filho, Aldrich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldrich ficou então incumbido de guarnecer e defender o seu castelo. Um castelo de porte médio, se comparado com o de seu inimigo John. Não apenas menor, além disso mais fraco e com uma população bem mais velha e despreparada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus mensageiros comunicaram Aldrich que o inimigo se encaminhava com fúria e um grandioso exército de 1000 homens armados até os dentes, com o que havia de melhor naquela época em termos de tecnologia de guerra. Porém viria sem máquinas de guerra, pois dava a vitória como certa - e esta era mesmo certa. Portanto seu inimigo vinha pronto para invadir, pilhar, estuprar e tomar. Isso fazia parte do seu plano de se tornar o primeiro Rei escocês da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldrich viu logo que não havia chances frente ao tamanho exército dotado de armas de primeira linha e quantidade, pelo menos, com o dobro de guerreiros, perversos e com sede de sangue. Aldrich era bondoso. Não se metia muito em políticas, concedia passagem livre a outros exércitos pelas suas terras, e várias vezes havia cedido servas, das mais lindas, como forma de amolecer a fome de sangue de senhores feudais vizinhos.&amp;nbsp;Mas Aldrich, apesar de fraco, não era burro, e bolou uma maneira de vencer a batalha iminente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandou mensageiros espiões e sabia portanto que John "o feio" demoraria uma semana para movimentar seu grandioso exército através das colinas derrapantes da Escócia. Fez assim então. Ordenou que todo o vestuário desnecessário de seu povo fosse ajuntado, e que fosse colocado em pilha do lado do portão de entrada de seu castelo. Que apesar de pequeno possuía grandes e altas muralhas construídas por seu pai depois de uma invasão quase bem sucedida de outro primo - Jerome "o idiota".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldrich, ao mesmo tempo ordenou que um grupo grande de mulheres fosse comprar algodão nos vilarejos próximos, e que a razão dita fosse de vestuário novo para seu povo e servos. Demorou uns três dias para que todo o algodão existente no vilarejo acabasse e fosse transportado para o castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que John, "o feio", também possuía seus espiões, e logo tomou conhecimento deste incrível interesse por algodão. Mas imaginando uma vitória&amp;nbsp;facilmente&amp;nbsp;ganha, pensou que o primo estivesse louco, e pensando em fugir com o máximo de vestuário para o forte inverno escocês. Não estava de todo errado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldrich ordenou então que o algodão fosse espalhado por completo por toda a área do castelo, e de forma uniforme. Faltava apenas um dia para o grande exército se aproximar. E já dava para sentir no ar o odor de sangue e ferro que caminhava junto a &amp;nbsp;este feroz exército, dotado de armas mirabolantes, importadas até dos Francos. Armas como machados de dupla face, que como poucos sabem, foram a tecnologia que mais contribuiu para o sucesso de Charlemagne em suas campanhas pelo continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todo castelo que se preze, existe uma saída estratégica devida apenas ao rei, e sua corte, em caso de fuga necessária. Aldrich ordenou o alargamento desta saída, porém sem dar alarde. Saída esta que não leva longe, (e nem havia tempo hábil para alongá-la). Mas tornou-a providencial e perfeita para que sua população se evadisse em tempo hábil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XUFN8c7n2oc/Tn8B_Hjq_vI/AAAAAAAABCQ/LAfu_ejzKQk/s1600/caveira+com+fogo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" src="http://1.bp.blogspot.com/-XUFN8c7n2oc/Tn8B_Hjq_vI/AAAAAAAABCQ/LAfu_ejzKQk/s200/caveira+com+fogo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O dia chegou!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o exército de John "o feio" avistou de longe o castelo, se alinhou de forma tenebrosa, formando uma linha que, pelo vale, parecia não ter mais fim. Eram soldados e mercenários sujos e sebentos, vestidos de um cinza cor de chumbo e escudos avermelhados do sangue de outras batalhas. As barbas mal feitas e os dentes trincados e podres produziam faísca, e seus olhos fitavam o castelo como olhos de cobras prontos para dar o grande bote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como John sabia que o castelo se entregaria sem muitos esforços, não se preocupou muito com o cerco, e apenas manteve seu exército pronto para arrasar. Era costume deles estuprar as mulheres , matar as crianças, e empalar os vencidos, sendo que o medo que John infligia era tanto, que nem notava o que poderia acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldrich se manteve fechado em seu castelo por três dias consecutivos, não aparecendo nem nas torres. Isso levava John a uma ansiedade e fome de sangue ainda maiores. John babava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia do ataque, ao romper da primeira trombeta mortífera, Aldrich ordenou uma fila, e com seu povo todo já dentro do castelo, bateu em retirada, pela saída de emergência, tomando o cuidado de fazer o menor barulho possível. Nem armas de ferro levaram. Porém deixou dentro do castelo dez homens de sua confiança colocados em pontos estratégicos e dispostos a tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a terceira trombeta tocou todo o exército de John atacou com fúria de Rei e carniceiro. John já se esbugalhava de ódio e vontade de morte; já não enxergava mais; seu raciocínio era o de derrubar o forte portão, entrar e matar. Demorou 20 minutos para que o forte portão cedesse e fosse ao chão de uma só vez..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o exército de John, "o feio", finalmente adentrou os limites de Aldrich não conseguiu deixar de se surpreender. E com felicidade, John se sentiu maravilhoso em seu ego de futuro Rei, pois o inimigo, diante de tanta fúria , nem havia oferecido resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi naquele momento que todo o estoque de uísque envelhecido, cheio de álcool, que Aldrich estocou e distribuiu, através de seus comparsas de confiança, &amp;nbsp;pegou fogo ateado ao algodão completamente embebido com a bebida. Ao mesmo tempo o portão era fechado por poucos de seu exército que haviam dado a volta e esperavam escondidos em moitas bem sigilosas. Também o portão de saída emergencial havia sido fechado e devidamente trancado por seus servos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para completar, a pilha de roupas colocadas ao lado&amp;nbsp;do portão, desde o começo da história, se deslocou em chamas, caindo sobre o portão de saída do castelo e vedando mais ainda a saída da frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma o grande exército inimigo de John, "o feio", virou torresmo ao meio de gritos de terror. Só a fumaça matou metade do montante, antes mesmo que eles pudessem tentar escalar as torres de segurança. Os poucos que conseguiram se salvar foram devidamente mortos e despedaçados pelo pequeno exército de Aldrich, que esperava do lado de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim termina esta metáfora. Mostrando que nosso cérebro é constantemente invadido por forças provenientes da vida. Egos, ansiedades, ódios diversos, inveja e vontade de ultrapassar os outros das formas mais vulgares nos tomam no cotidiano. Somos humanos e muitas vezes possuímos vontades imperfeitas. Alguns mais, outros menos, mas a areia que nos amálgama é , com certeza, a mesma. &amp;nbsp;Forças &amp;nbsp;negativas são muitas vezes mais fortes do que nós. E há apenas uma maneira de detê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tacando fogo nos exércitos malditos de nós mesmos.&amp;nbsp;Com fogo, calma, discernimento, e inteligência interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Y7bteF7m-FM/Tn8B0PIlduI/AAAAAAAABCM/UX08SKNvphQ/s1600/castelo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="186" src="http://4.bp.blogspot.com/-Y7bteF7m-FM/Tn8B0PIlduI/AAAAAAAABCM/UX08SKNvphQ/s200/castelo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-2479962082610391141?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/2479962082610391141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=2479962082610391141&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2479962082610391141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2479962082610391141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/09/o-fogo-de-cada-um-de-nos.html' title='O Fogo de cada um de nós.'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XUFN8c7n2oc/Tn8B_Hjq_vI/AAAAAAAABCQ/LAfu_ejzKQk/s72-c/caveira+com+fogo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-6379272006900444822</id><published>2011-09-21T23:16:00.066-03:00</published><updated>2011-09-22T04:14:30.244-03:00</updated><title type='text'>A Casa de X.</title><content type='html'>E a fachada foi caiada. Toda fachada é "caiada" em algum momento. A vida é como uma casa. Possui porta, janelas, fundações. Nossos pais colocam a pedra fundamental, depois vão colocando tijolos, um a cada dia. Outros vão se juntando e contribuíndo com mais tijolos. Controi-se um piso. Que pode ser de mármore, ardósia, ou terra batida. Às vezes é de taco, que pode ser decorado ou triste. Mas o fato de ser decorado não significa felicidade. Talvez alguma alegria ao olhá-los. Não resta dúvida, mesmo assim soltam-se com o tempo, e o que há embaixo é a mesma e antiga terra de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos a casa vai crescendo, se o sujeito tem muitas mãos que depositam os tijolinhos. Se não tem a casa fica miúda. Serve apenas para se entrar e sair. Não há espaço para divagações. Como se lhe falta-se alimentação a casa passa a ter limitações, pode não cair, mas encurta seus horizontes e não cresce. Quando a casa vai ficando grande é porque muita gente vai se metendo em sua construção. Dia vem, dia vai, há algum sujeito depositando seu tijolinho sobre a pá de cimento que vai estruturá-la para sempre. Ao estruturá-la vai prendê-la, limitá-la aos parâmetros arquitetônicos escolhidos por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda casa é um obelisco. Toda casa é uma estátua de nossas vidas. Nossa própria escultura. E nossas vidas são casas erguidas como se pôde. Algumas têm tantos quartos e salas e janelas e banheiros e cozinhas que perde-se a noção de espaço, e perde-mo-nos &amp;nbsp;dentro delas. São divertidas para as crianças. Pode-se dormir cada dia em um quarto diferente, cada um pintado de uma cor. Mas a confusão é perigosa também. Casas podem ser labirintos de onde nunca se sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5JNdZfTOqpM/TnqZGh3snKI/AAAAAAAABBo/8QoTDRZ9aeo/s1600/parede3" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://1.bp.blogspot.com/-5JNdZfTOqpM/TnqZGh3snKI/AAAAAAAABBo/8QoTDRZ9aeo/s200/parede3" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Às vezes a casa é mínima. Sua construção de vida apenas pôde proporcionar o básico, e muitas as vezes nem isso. Uma janela, uma cozinhazinha, um quartinho, e uma imensidão de possibilidades. Porque casas possuem estantes, e estantes são como lages. Existem lages vazias, tristes, mal-resolvidas, roubadas... e existem lages cheias, polpudas. Geralmente de livros, que sempre são tijolos, daqueles já desenhados, de concreto duro mesmo que não se desfaz com facilidade. E acabam moldando o interior da casa que é muito mais importante que o exterior, embora o exterior seja o "desenho" do quê se é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros são tijolos secretos. São de vários modelos e cores e nem sempre são bons, mas geralmente são. Mostram que castelos podem ter tido uma história vazia, e que barracos muitas vezes são cheios. Mas não se enganem, barracos são sempre pobres, repletos ou não de estantes repletas também. Castelos são sempre harmoniosos, grandiosos, construídos por multidões de mãos, mãos muitas vezes desconhecidas. Mas também não se enganem, castelos podem ser vazios, e geralmente labirínticos, com saídas secretas que só quem pode se dar ao luxo de tê-las é quem necessita&amp;nbsp;eventualmente&amp;nbsp;fugir de sua realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ubQfZPAYjuU/TnqZTsi-mMI/AAAAAAAABBw/EO7E70l8nR8/s1600/parede2" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="128" src="http://2.bp.blogspot.com/-ubQfZPAYjuU/TnqZTsi-mMI/AAAAAAAABBw/EO7E70l8nR8/s200/parede2" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais importante de tudo é a forma. Há os que podem, e contratam arquitetos, porém que garantias lhes dá a vida? Uma casa sempre acaba da maneira que não se imaginou. Sempre sobram vazamentos, telhas mal prendidas por fios de cobre frouxos. Há sempre uma privada que não era pra estar ali, e sim do outro lado do banheiro monumental. Aquele piso de mármore; descobriu-se depois que reage com a água e vai se corroendo com o tempo, embora isso não aconteça com o granito (que é diferente). Aquele piso de mármore "quase" de Carrara um dia vai produzir algum buraquinho que viram buracos, e que viram buracões. "Eu sabia que devia ter comprado uma torneira mais larga, essa é muito forte, e aliás descobri que gosto mais do prateado do que do dourado...um dia eu troco." A varanda dá pra uma vizinha muito feia e muito puta, e que atira um olhar de maldade sempre que se saí à varanda esquerda. "Como não pensamos nisso antes?" Como saber? A casa é dinãmica de fora para dentro também. Muito mais até do que de dentro para fora. E a puta da vizinha, durante a construção, aliciava os empreiteros e trabalhadores menores e acabava todo mundo indo para a polícia, depois dela tirar a roupa e acusá-los de assédio. Que resposabilidade pode ter um arquiteto, um engenheiro, quando a vida tira máscaras, sopra ventos que afrouxam fios de cobre, &amp;nbsp;e pode até destruir uma floresta maravilhosa bem do ladinho da casa, e colocar nela, bem em frente ao vidro da imensa sala, um monte de carros enfileirados e buzinando durante a &amp;nbsp;vida toda?&amp;nbsp;Portanto castelos não são incólumes, nem barracos são pedestais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as casas que possuem corredores enormes e poucos quartos? O sujeito é criado para estar na cozinha e lembrar que precisa de um lápis para escrever a receita direito. Ele então anda quilômetros até chegar ao escritório que fica do lado de um dos dois quartos que restam. Quando chega lá ele procura e não acha o lápis no escritório, então segue a extensão deste imenso corredor até o último quarto da casa, que é onde ele põe a cabecinha no travesseiro toda a noite, e com certeza pensa antes de dormir, no que vai esquecer amanhã antes de ir ao trabalho. Por isso ele separa sempre tudinho numa valise que fica prontinha pra sair da casa bem cedinho. Mas todo dia quando ele está para bater a porta da sala, depois de andar um quilômetro de corredor, ele lembra que esqueceu o casaco na cadeira perto da cama, ou que não levou dinheiro suficiente, ou pior! Fica na dúvida se fechou mesmo a janela do quarto, o que o faz voltar corredores mais corredores de distância para no final descobrir que a janela estava realmente fechada. Agora, todo simples e corriqueiro dia de sua vida, quando ele estiver batendo a porta da frente, ele não terá como não se voltar atrás, andar pelo longuíssimo corredor apenas para constatar que o que ele buscava mesmo era algo que não existia. ("Será que eu existo?") Talvez por causa deste corredor contruído ao longo de sua vida, por inúmeras mãos zelosas, ou não, ele se deite um dia em sua cama, que fica no seu quarto de fim de corredor, e durma como quem dorme para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-85yGMTx96es/TnqZaV9ufhI/AAAAAAAABB0/ZdhNnYNdarM/s1600/parede5" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-85yGMTx96es/TnqZaV9ufhI/AAAAAAAABB0/ZdhNnYNdarM/s200/parede5" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas a cidade cresce. Cresce porque mãos não cessam de colocar tijolinhos em casas próprias e alheias. E esse ciclo infinito faz com que sobre menos espaço, e em nossas vidas cada vez mais apertadas, cada vez mais truncadas e sem vista para o mar, constroem-se casas estreitas, porém com vários andares. Andares que vão subindo quanto mais você vive, pois esta é a história da argamassa e dos tijolos que fazem nossas vidas, e não a de simples casas comums, embora estas nunca sejam. Embora estas sempre sejam também as nossas vidas em algum momento. É parecido com a 'síndrome do corredor inacabável'. Só que desta vez ele segue através de escadas, para cima e para baixo, claro. Para cima e para baixo, num incessante movimentar de alma, onde no fim talvez o sujeito prefira rezar e se fincar como folha e raiz em uma cama. Se bem que uma boa vista possa ajudar. Às vezes para o bem; às vezes para o mal. Como tudo nestas vidas-casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hrO8KKg1j_M/TnqZnSk1tZI/AAAAAAAABCE/5_kktt2i6QQ/s1600/parede4" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-hrO8KKg1j_M/TnqZnSk1tZI/AAAAAAAABCE/5_kktt2i6QQ/s200/parede4" width="182" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia passar minha vida inteira escrevendo sobre casas, tantos são os tipos, e tantos os resultados obtidos por mãos furtivas que roubam um tijolinho, e outras tão trabalhadoras que prezam tanto a ação e pouco o local onde a parede deve ser erguida. E paredes são realmente as aprisionadoras ou libertadoras de uma casa. Às vezes é melhor destruí-las, ampliar seus horizontes, poder andar de bicicleta pela sala, quarto e cozinha sem bater em nada. Porém, com certeza faltará lugar para se colocar livros. Porque a casa é sempre uma opção entre a liberdade e o emparedamento. Paredes são neurotransmissores abertos ou fechados. Por isso portas, na verdade só servem para enganar, já que são paredes de mentira. Mas até certo ponto, porque também são paredes que se abrem, e uma parede que se abre pode ser tudo na vida de alguém, ou melhor, na casa de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato e motivo importante mesmo deste texto eu espero chegar agora, porque senão sinto que terminarei em arranha-céus, e se isto acontecer terei escrito um romance. E como não desejo cansar ninguém devo ir direto ao ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas casas são indestrutíveis. Talvez não... mas com certeza inalugáveis. É imposivel se livrar dos seus próprios tijolos, que são pele. É possível derrubar suas paredes mais interiores, porém alguma restará! Pois somos o que há, e se nada&amp;nbsp;mais&amp;nbsp;há , foi por acidente, doença, ou vontade própria - o que é a pior coisa que se pode desejar para uma casa. Pois toda casa tem solução. Seja numa encosta de morro, seja num abismo se fundo, seja numa fazendinha no interior cercado de 'nada', seja embaralhada e espremida numa outra parede da cidade. Enquanto houver Terra embaixo existe a esperança em cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim como eu, que tive minha casa contruída de forma irregular, assim se sucedeu com a maioria das pessoas deste mundo. Mas depois da casa construída passamos a eternidade a tapar buracos. E existe a casa de X.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eUjD2rMPzZo/TnqZ2wpXzsI/AAAAAAAABCI/whgc9HZbaN8/s1600/parede" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="129" src="http://2.bp.blogspot.com/-eUjD2rMPzZo/TnqZ2wpXzsI/AAAAAAAABCI/whgc9HZbaN8/s200/parede" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;X é uma pessoa cuja casa foi muito bem construída, tijolinho por tijolinho, numa cidade com espaço para casas de qualidade. X teve problemas, é verdade, alguns tijolos não foram bem colocados. Mas quem é que não teve este tipo de problema?! Mas por algum capricho da vida bateu um vento, desses com carinha escura e sorrisinho de mau, que arremessou pedras nos entornos da casa de X, deixando-a coberta de marcas de buraco, e que também acabou influenciando a ordem interna de sua casa, muito bem servida de estantes e livros. Valendo lembrar que livros e muitas estantes nem sempre (e na maioria das vezes) são sinônimos de labirintos e só. Esta tempestade derrubou muitos livros, e estantes repletas, pesadas, construídas direto nos tijolos, e embutidas nas paredes. Paredes caíram, e ainda vão cair dentro desta casinha tão frágil, feita de delicadeza e visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que dói ver uma parede desabar dentro da sala, há que se sentir um certo conforto espacial inegável. Mas como a casa da gente é sempre a casa da gente, ou a gente num &amp;nbsp;arroubo de ousadia pinta as paredes de azul, ou simplesmente as cobre novamente de cal, tapando os buracos que sempre vão existir, apesar da cobertura. É decisão da gente o que fazemos de nossa casa-vida. Pois nem o sujeito dono de um corredor imenso está completamente entregue a ele. Transforme-o em tela de pintura! Em galeria de arte! Em estantes!!!! Não se deixe vencer por um corredor construído por mãos antigas e ignorantes, mal-intencionadas ou desastradas! Há sempre uma parede para se pintar de amarelo! Há sempre um chão de terra batida que pode ser coberto com carrara, mesmo que da 'vagabunda'!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pena, que muitas vezes, na maioria das vezes... diz-se apenas: "As fachadas foram caiadas"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fyDP0WQnPHw/TnqZkN9gdFI/AAAAAAAABB8/V1-q9w3glLQ/s1600/parede6" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-fyDP0WQnPHw/TnqZkN9gdFI/AAAAAAAABB8/V1-q9w3glLQ/s1600/parede6" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-6379272006900444822?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/6379272006900444822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=6379272006900444822&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6379272006900444822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6379272006900444822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/09/casa-de-x.html' title='A Casa de X.'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-5JNdZfTOqpM/TnqZGh3snKI/AAAAAAAABBo/8QoTDRZ9aeo/s72-c/parede3' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-305337586852314203</id><published>2011-09-19T17:43:00.004-03:00</published><updated>2011-09-19T18:15:14.710-03:00</updated><title type='text'>Caminhos</title><content type='html'>Ah! Meus caminhos...&lt;br /&gt;Trilhei algum? Não sei... &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;São caminhos que nos trilham&lt;br /&gt;Será que os trilhei?&lt;br /&gt;Trilhei por escarpas da morte&lt;br /&gt;Trilhei?&lt;br /&gt;Por trilhas cobertas de folhas&lt;br /&gt;Onde tristezas e sortes&lt;br /&gt;Se escondiam - &amp;nbsp;trilhei?&lt;br /&gt;Andei por versos inusitados&lt;br /&gt;Todos dentro de mim&lt;br /&gt;Trilhei-os trancados&lt;br /&gt;Por palhaços querubins&lt;br /&gt;Andei por tudo que andei&lt;br /&gt;Labirintos de sonhos&lt;br /&gt;Desertos que amei...&lt;br /&gt;Caminhos são por si só caminhos&lt;br /&gt;Seguem sem rumo ou lei&lt;br /&gt;Caminhos são egocêntricos e independentes&lt;br /&gt;Fui trilhado e não sei....?&lt;br /&gt;Ah!... meus caminhos incoerentes....&lt;br /&gt;Jamais saberei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aOZu5KbQBsg/TnepPRGg9AI/AAAAAAAABBc/Vmj4tS5lcf4/s1600/caminhos_de_flores.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-aOZu5KbQBsg/TnepPRGg9AI/AAAAAAAABBc/Vmj4tS5lcf4/s320/caminhos_de_flores.jpg" width="236" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZgrdDmD-EVY/TneqdkF7jpI/AAAAAAAABBk/khwB6Oy6FHs/s1600/caminho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="258" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZgrdDmD-EVY/TneqdkF7jpI/AAAAAAAABBk/khwB6Oy6FHs/s400/caminho.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-305337586852314203?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/305337586852314203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=305337586852314203&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/305337586852314203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/305337586852314203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/09/caminhos.html' title='Caminhos'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-aOZu5KbQBsg/TnepPRGg9AI/AAAAAAAABBc/Vmj4tS5lcf4/s72-c/caminhos_de_flores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-9098751214373395329</id><published>2011-09-17T19:57:00.004-03:00</published><updated>2011-09-17T20:31:16.532-03:00</updated><title type='text'>Solidão</title><content type='html'>Disse o poeta: "Solidão é lava...". Estava enganado. A solidão é uma deusa. É a deusa que atende pelo nome de Tristeza. Uma deusa guerreira em depressão. Seus momentos finais são os de uma guerreira caída no chão, pronta a ser sucumbida pelo inimigo. Seus braços são ornados de uma palha de ferro feita de vento, e do seu coração brota uma flor vermelha que pede piedade e só consegue o desprezo que a vai descolorindo até que atinja o cinza do seu horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lava é algo quente, que esfria, mas antes te leva junto, te desintegra, e você vira parte dela. Parece a solidão, mas não é. Porque a solidão não te leva junto. Ela não te faz desaparecer, ela te mantém sábio e só. Não há nada mais triste e menos compreendido do que a sapiência solitária. Lava é o amor, que vem e vai. A Solidão vai além. A Solidão não vem e nem vai. Ela existe dentro de você como um vírus. Cujo único remédio é se entregar a ela ou se dar aos outros também solitários. O que causa um ciclo, uma corrente solitária inquebrantável, porque só sabe se dar quem tem para dar-se. O solitário muitas vezes não tem solução. Ele precisa de um salvador, porém se esquece que é quase impossível salvar uma deusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-f7jEMGTg5yY/TnUhFNbCgLI/AAAAAAAABBY/JVyyCHgf95U/s1600/solidao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="134" src="http://1.bp.blogspot.com/-f7jEMGTg5yY/TnUhFNbCgLI/AAAAAAAABBY/JVyyCHgf95U/s200/solidao.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Interlúdio:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Existe um bar sem nome&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ao qual chamo de Solidão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Na verdade não é bar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;É um hotel de um beco na imensidão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;De um bairro que já foi lugar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E agora é só um vão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Onde um espírito de ardósia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Deita suas mágoas em vão)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou o poeta: "Solidão é lava que cobre tudo. (...)" Errou. A solidão não cobre nada. Você caminha sobre ela. E onde seus passos vão, onde quer que você pise, lá está ela, como uma sombra vertical. Ela não quer te cobrir, ela quer ser pisada, ela quer rir de você, sabendo que mesmo correndo ela te segue. Solidão é sincronia. E se você voasse? Não adiantaria nada, pois ela é parte de si. E lá está ela em baixo de você. E nunca do seu lado. E se existe um solitário ao seu lado você não vai saber. Pois a solidão é invisível e corrói seu pensamento e te diz pra ser feliz. Porque não pode revelar-se a sí mesmo. É feio. Assusta. Então seguimos nosso caminho, com a cabeça baixa, o olhar acinzentado dos que só enxergam o chão, esperando que uma mão nos reconheça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas mãos vão reconhecer. Mas de nada adianta uma fraca&amp;nbsp;mão&amp;nbsp;. Há sortudos que conseguem se aninhar entre muitas mãos fracas e assim fazer uma forte. Mas entre duas pessoas uma das mãos precisa ser forte. Precisa ter se livrado da Solidão. Mas então você me perguntaria: será que dois solitários juntos não passam a se tornar menos solitários? E eu respondo: depende da Solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-p5xCH2PmwOc/TnUg_P8tOGI/AAAAAAAABBU/vyDnA2l5H4E/s1600/solidao2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="163" src="http://1.bp.blogspot.com/-p5xCH2PmwOc/TnUg_P8tOGI/AAAAAAAABBU/vyDnA2l5H4E/s200/solidao2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;E assim sigo só...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-9098751214373395329?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/9098751214373395329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=9098751214373395329&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/9098751214373395329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/9098751214373395329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/09/solidao.html' title='Solidão'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-f7jEMGTg5yY/TnUhFNbCgLI/AAAAAAAABBY/JVyyCHgf95U/s72-c/solidao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-1343697133140235812</id><published>2011-09-14T09:04:00.004-03:00</published><updated>2011-09-15T14:49:28.167-03:00</updated><title type='text'>Sugarman</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6McDHGLIczY/TnCZFyaStdI/AAAAAAAABA4/jbty-MDxN3s/s1600/sugarman1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-6McDHGLIczY/TnCZFyaStdI/AAAAAAAABA4/jbty-MDxN3s/s1600/sugarman1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estava eu agora abrindo uma velha bolsa bem grande de nylon, antiga com metade dos meus sonhos ainda rejuvenecidos, quando de repente começa a chover milagrosamente como nunca fazia em LA - Los Angeles. Nesta sacola reminiscências brutas em forma de fitas cassetes de uma época entre romântica e técnica que foram os anos 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembro que morava em Los Angeles, e acho que só. Hoje me parece tudo muito idealizado pela mente conturbada dos primeiros anos que voltei de lá, bem pior do que quando fui. Meu corpo doía todo, e parece, minha cabeça simplesmente apagou da memória fatos da minha história daqueles 5 anos que me parecem 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente comprei um gravador de fitas cassetes (pois o que eu usava lá, para compôr, &amp;nbsp;havia por fim quebrado). E depois de anos no Brasil (voltei já deve ter uns 12 anos...) resolvi abrir a sacola e desencavar pelo menos 50 fitas repletas de material esquecido e alguns que ainda lembro. Me deparei com uma fita que contém uma das minhas grandes músicas da época, porém onde canto não apenas com o violão, como era de costume, mas com uma banda inteira. (!!!) Eu juro que não me lembrava disso. E juro que puxo pelo cérebro, mas não consigo ter a menor ideia de quando a gravei, nem aonde, nem com quem. E nesse momento vejo como eu realmente não estava bem e não poderia nunca, apesar das críticas ambíguas providas do desconhecimento de pessoas que me amam, continuar minha jornada por aquele deserto da Califórnia. Tudo que sinto neste momento é um vazio no peito, que deve ser onde habita nosso cérebro, pois que a cabeça parece não valer nada. Como eu gostaria de me lembrar!!!!!! Mas a amnésia psicológica de um ser que não vivenciou grandes terremotos de placas teutônicas, apenas os seus próprios, parece que o partiu ao meio. Parece que esqueço para me lembrar do que gostaria que tivesse acontecido e não sucedeu. Ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sinto só. Nesta noite de chuva de verão invernal a única coisa que me abraça são lembranças de magma. Se existe alguém mais solitário neste mundo, esta pessoa sou eu. Há anos ando por ruas escurecidas pela noite, e trilho labirintos de cidades infinitas como meus pensamentos, como LA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E neste contexto resolvi contar a história da minha principal música. Sei que não farei outra igual (nunca fazemos), muito embora tenho feito melhores até. Nada para mim soa como SUGAR MAN. Com esta música eu experimentava a completa conjunção astrológica. Onde não existiam signos, nem zodíaco, apenas a solidão contida e captada dentro de cada um. Nos meus shows, na maioria das vezes desertos, embora eu me esforçasse tanto para que não o fossem. E era tão difícil que fosse diferente, já que na época mal se tinha um computador em casa, muito menos redes de relacionamentos, celulares, etc. Tenho a certeza de que hoje seria bem mais fácil. Mas que mesmo assim esta música arrancaria com dor, lágrimas dos olhos dos americanos céticos e pragmáticos que me assistiam, de vez em quando, nos bares e coffee shops de LA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro do "The Crooked Bar", do "The Highland Grounds", tanto que parecem que minhas lembranças são apenas fantasia. Ou que nada aconteceu, foi tudo um sonho acre-doce. Lembro do David, engenheiro de som e "dono" de um sarau, amigo meu também. Será que existiu? Ele que foi o primeiro a divulgar e adorar SUGAR MAN, mesmo com meu sotaque de "americano" de algum lugar indefinido por eles, já que meu sotaque eu fingia muito bem. Lembro das lágrimas de uma mulher que sempre me assistia e se debulhava em lágrimas com a tal música que tocava no que há de melhor e pior no ser humano. Não sei realmente o que esta música tem. Só sei como a fiz. E vou contar aqui como foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu morava em New Orleans, um ano antes de me mudar para a Califórnia. Frequentava uma faculdade e tinha poucos amigos, dentre eles um muito especial que era o Paulo. O Paulo morava numa cidadezinha que não cabe aqui, pois nem no mapa existe, chamada Houma. Um belo dia vi em algum lugar o anúncio de um concurso nacional de poesia. E me interessei. Numa das visitas ao Paulo eu rabisquei num guardanapo uma curta poesia meio surrealista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"Where was the wind when i wanted to fly?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Where was the three when I wanted to hide?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;There were some stones very close to the tracks&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Close to the veil where you left me your time&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Now there's no time, and so is the veil&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Gone with this wind we're supposed to be flying&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Watching the road, blanking a mind&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Where am I? Have you seen a life?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Era uma poesia bobinha, feita só pra eu tentar esse concurso desconhecido que prometia um grande prêmio. Bom, a poesia foi enviada ao tal concurso e foi esquecida no guardanapo. Depois de meses eu recebi um aviso de qualificação para as semi-finais. Fiquei feliz. Mais alguns meses recebi outro aviso de finalista. Nesta época eu já havia me mudado para Los Angeles, a cidade dos angeles. Lá eu recebi o aviso de que havia sido selecionado como um dos vencedores do concurso. Engraçado. Achei que vencedor de concurso de poesia só podia ser um, mas mesmo assim, na minha ingenuidade fiquei happy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Bom, junto com a grande notícia vinha um oferecimento de um livro que eu poderia adquirir caso quisesse ver minha poesia publicada. Esse era o "grande" prêmio. Achei esquisito, mas minha curiosidade (burrice) foi maior e por fim resolvi comprar por correio, claro, o livro de vencedores.&amp;nbsp;Passou um tempo e de surpresa chegou o livro. Era um livro com mais de 1000 vencedores. (!!!) Este foi, definitivamente o primeiro golpe 171 que sofri na minha vida. Depois vieram outros mais brabos, mas não vêm ao caso neste momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Esqueci. Continuei com minha vida meio deprê, meio produtiva, cursando uma escola de música, tocando onde podia, fazendo alguns amigos americanos, convivendo com meus pouquíssimos amigos brasileiros...&lt;br /&gt;Até que um dia na frente da televisão da minha sala, assistindo sei lá o quê me veio uma inspiração para o começo de uma música, que falaria sobre um personagem, personificação, de todos os sentimentos humanos em crise de vazio e solidão. Um personagem que se confundiria com a própria vida. Uma mão à espera de uma mão. E me veio a ideia de que ele poderia ser doce, ser ingênuo, meio mendigo, meio revoltado, meu "grunge" da época. Mas visceral e humano confundindo-se com os passarinhos e necessitado da asas de outrem. Alguém que pudesse mentir por fome. E que sua mentira fosse indulgência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUGAR MAN foi o que me ocorreu, e eu a compus embalado por qualquer enlatado de televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não consegui passar da primeira parte. Pra quem entende de música só consegui fazer a parte A. E isso ainda era ideia, não chegava a ser música. Algumas semanas, horas, ou minutos, (minha mente perturbada não me deixa lembrar) compus a parte B da música, ainda na frente da televisão - me relaxava, e não existiam computadores muito disponíveis pra brincar. E assim a música estacionou. Não evoluía de jeito algum. Eu havia chegado ao seu fim, mas que não era um fim. A questão é que essa parte B não conseguia se amalgamar à parte A, e assim retornar felizmente ao fim da música. Quando isso acontece é uma droga. Porque às vezes há inspiração e às vezes não há. Como tudo na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando eu lembrei do tal poema, feito uns dois anos antes pra um concurso enganador, que teve dois livros, comprados por mim e devidamente jogados no lixo do prédio. Mas eu conservei o guardanapo, e com a poesia do guardanapo eu encaixei a melhor parte da música, criando enfim uma parte C bem original e que levava perfeitamente de volta à parte A, finalizando de forma coerente a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz concurso 171, pelo menos me deu uma música!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a tocá-la nos saraus de Los Angeles, que são muitos, e a música se destacou tanto que pessoas às vezes me chamavam de SUGAR MAN. E choravam. E isso sempre me emociona muito mais que o riso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia um professor da escola onde eu estudava música me convidou para palestrar na sua aula de composição. Ele queria que eu contasse às pessoas &amp;nbsp;o processo de criação desta música tão especial para ele. Foi um dos momentos mais tocantes de minha vida nos EUA. Pois primeiro ele me fez tocar a música para os alunos, que sentavam em roda de mim. E ao fim da performance este professor chorava como criança. E eu adoro fazer os outros chorarem nessas condições. Quando acabei, fui sabatinado pelos estudantes, que possuíam a minha idade no geral e eram alunos como eu. Lembro-me de dizer que a música levou 10 minutos &amp;nbsp;para ser completada, e que minutos depois uma menina dinamarquesa me perguntou quanto tempo eu demorei para fazê-la, no que eu disse "uns meses". Ela não entendeu nada e quis saber que contradição era essa: como poderia eu dizer que demorei 10 minutos pra compô-la e logo em seguida dizer que demorei meses! (???) Minha resposta foi. "Querida. Eu demorei anos para conseguir fazer a música em 10 minutos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, demorei 12 anos para voltar a tocá-la de novo, tamanha é a dor e alegria que sinto nesta música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a história da música, que composta por mim, mais me toca: &amp;nbsp;SUGAR MAN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/bI30S_ZpGvY/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bI30S_ZpGvY&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/bI30S_ZpGvY&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-1343697133140235812?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/1343697133140235812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=1343697133140235812&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1343697133140235812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1343697133140235812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/09/historia-de-sugar-man.html' title='Sugarman'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6McDHGLIczY/TnCZFyaStdI/AAAAAAAABA4/jbty-MDxN3s/s72-c/sugarman1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-8751206786975067720</id><published>2011-09-12T04:13:00.006-03:00</published><updated>2011-09-12T04:29:48.320-03:00</updated><title type='text'>O cansaço da rosa</title><content type='html'>Quando brilha a lua diamante&lt;br /&gt;E os sonhos são de plástico rendados&lt;br /&gt;Quando os olhos são finos e gaguejantes&lt;br /&gt;E a Terra desliza por saltos-altos&lt;br /&gt;A rosa salpicada arfa de cansaço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando a ferida é maior que o braço&lt;br /&gt;E as sardas ilhas inavegáveis&lt;br /&gt;Quando a colcha de retalhos tem abraço&lt;br /&gt;E o inferno secretamente conspira bondades&lt;br /&gt;A rosa salpicada arfa de cansaço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há caminhos no ar, isso é seguro que há&lt;br /&gt;E mendigos apanham de si mesmo em vão&lt;br /&gt;Quando eu sinto que enxergo nada além de rosa&lt;br /&gt;A Terra come pelos meus pés sem lentidão&lt;br /&gt;E uma flor salpicada arfa de corajosa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_5khV8CYhNI/Tm2w8FZskzI/AAAAAAAABAs/rwHJtIVPQ0o/s1600/lua_cheia_lick.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-_5khV8CYhNI/Tm2w8FZskzI/AAAAAAAABAs/rwHJtIVPQ0o/s1600/lua_cheia_lick.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-8751206786975067720?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/8751206786975067720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=8751206786975067720&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/8751206786975067720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/8751206786975067720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/09/o-cansaco-da-rosa.html' title='O cansaço da rosa'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_5khV8CYhNI/Tm2w8FZskzI/AAAAAAAABAs/rwHJtIVPQ0o/s72-c/lua_cheia_lick.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-2626019728964468253</id><published>2011-09-09T08:34:00.005-03:00</published><updated>2011-09-09T08:39:16.237-03:00</updated><title type='text'>A minha árvore ferida</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No meu jardim, de frente pra minha casa, havia uma mangueira. Não lembro se fui eu que a plantei, mas a vi nascer e crescer. Deve ter pelo menos uns 20 anos. Já é uma árvore de verdade, vai crescer muito mais, pois mangueiras crescem mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sempre foi uma planta linda, desde cedo, e nós sempre esperávamos por frutos maravilhosos, sem o agrotóxico do mundo, com a pureza de um jardim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem na época em que ela começou a se tornar fértil a casa foi alugada para uma família de franceses, que vieram do exterior trabalhar no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses franceses, típicos franceses, típicos europeus, maltrataram a árvore. Cortaram vários galhos importantes, já crescidos dela. (É preciso ser tropical para entender o sabor de uma manga madura.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram na casa por uns três anos e voltaram à terra dos perfumes e dos esgotos. Ambos famosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha árvore nunca mais foi a mesma. Alijada de alguns braços importantes, cresceu com uma aura triste, um contorno quase que art-deco, uma forma introspectiva de árvore. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muitas vezes achamos que ela ia morrer. Ficou doente, tivemos que passar remédio em toda extensão de seu troco, e de seus braços mutilados. Pra aumentar o problema, uma outra árvore vizinha, de uma espécie predadora de árvores (pra quem não sabe, isso existe também entre as plantas), acho que se aproveitando da fraqueza da mangueirinha, quase a matou por baixo da terra. Nós arrancamos a árvore predadora, e não pensem que foi fácil não! Uma árvore assim não morre fácil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim a nossa árvore continuou triste. E toda vez que passava por ela e via as pontas que sobraram dos galhos feridos me dava uma dor na alma. Cada vez que imaginava a dor da árvore sentia uma conexão maior entre planta e ser humano. A árvore passou anos dando poucos frutos. Depois passou a dar mais frutos. Por muito tempo suas mangas eram intragáveis, ruins para comer. Tinham uma cor mais ocre e um gosto de tristeza. Não era azedo nem amargo, era um gosto sem vida, sem graça, sem nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram uns dois anos e a árvore já estava maior. Seus frutos já podiam ser comidos. Sua doçura já existia, provando que não há nada que o tempo não apague, cure, ou conserte. Mesmo assim, na pontinha final da fruta, bem perto do local onde ela se prendia ao galho, ainda se sentia um gosto ocre de azedume. Como um resquício da mágoa que serve pra nos lembrar que aquela árvore um dia foi aviltada de sua condição de planta frutífera. Machucada em seu caule, que também é pele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem é assim. Pisa em tudo que não consegue ver, quebra tudo que não possui a sua constituição física. E mata seu semelhante por prazer ou egoísmo. Não somos diferentes do resto. Não somos especiais. Se somos não fazemos jus à condição. Cortamos os braços dos nosso semelhantes, das nossas crianças. Quando não fisicamente, psicologicamente. Nosso mundo é supérfluo, nossa história criminosa. Somos tão irracionais quanto uma árvore, com uma diferença: elas purificam o ar, alimentam a terra, e estão aí há milhões de anos antes de nós. Enquanto que o Homem, se durar mais uns 200 anos, será uma vitória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a árvore cresceu cada vez mais, e melhor. Vai durar uns 200 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: #984806; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: #984806; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-J87lBYFZ6vg/Tmn5pYKUyvI/AAAAAAAABAo/kaPpWGt1Id4/s1600/arvore.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-J87lBYFZ6vg/Tmn5pYKUyvI/AAAAAAAABAo/kaPpWGt1Id4/s1600/arvore.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; color: #984806; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-2626019728964468253?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/2626019728964468253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=2626019728964468253&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2626019728964468253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/2626019728964468253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/09/minha-arvore-ferida.html' title='A minha árvore ferida'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-J87lBYFZ6vg/Tmn5pYKUyvI/AAAAAAAABAo/kaPpWGt1Id4/s72-c/arvore.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-6025821418616674259</id><published>2011-09-06T03:52:00.001-03:00</published><updated>2011-09-06T04:09:35.302-03:00</updated><title type='text'>Vida Após a Morte</title><content type='html'>Existe um lugar, mais comumente - um bar -, muito popular na zona sul do Rio de Janeiro que atende pelo nome de Empório. (Atende sim, se vocês ligarem pra lá vão ouvir alguém dizendo: - Empório!). Bom, é um bar feito numa típica casa da Ipanema antiga da época dos meus pais. Que fica na esquina do quarteirão da escola onde estudei, e que tanto odiei, e ainda odeio, e que um dia hei de explodir o local (claro que vou esperar as criancinhas saírem de dentro, né? Não sou muçulmano radical.). O Local que vou explodir é a escola e não o bar, só pra vocês terem ciência do que estou falando. Bom, o tal do Empório, na minha meninice, era um bar bobo, sem público, mais limpo do que hoje, e que possuía um "flipper" do tipo Arcade, que a gente descobriu, e ia jogar na saída da aula. Bem legal até. Nos fundos do bar tinha um papagaio, que não lembro se era de madeira ou de verdade mesmo, pois já faz um tempão isso, e eu tô ficando velho. Mas era um papagaio enigmático, como o próprio bar era. Entrei lá pouquíssimas vezes. Era um lugar de adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e eu cresci seis anos a mais e já tomava minhas cervejas, e já virava minhas noites com alguns amigos, e já curtia o rock and roll local de uma forma passiva, porém inserida no contexto, e já começava a escrever minhas primeiras musiquinhas sem graça, as quais só não tinha vergonha de tocar para o meu espelho do banheiro de casa. &amp;nbsp;Empório vivia a sua melhor fase. Não era lotado, mas não era vazio. Havia se tornado "point" cultural do Rio de Janeiro. Destilava seus traficantes, suas musas, seus profetas, seus bêbados, sem a chatice dos adolescentes mais idiotas de hoje em dia (eramos um pouco menos). Gostávamos de Iron Maiden, The Clash, Ozzy, Beatles, e Blues. E o bar encarnou uma aura de templo do rock, de possuir o direito, bem como o dever, de ser o bastião, o Pirineu, o obelísco do Rock Nacional que corria solto na sua única época em que prestou mesmo, e única em que realmente existiu como movimento. O Empório era o &lt;b&gt;lugar &lt;/b&gt;do rock, e sendo que na época o nem o rap, nem o Justin Bieber haviam nascido, nem a pirataria, nem &amp;nbsp;o I-Fode, e mal se tinha secretária eletrônica em casa, o Empório era a CASA do rock na cidade. Não enchia a rua, não atrapalhava o tráfego, mas agitava a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois a casa se tornou "point" da molecada cada vez mais idiota (ou eu cada vez mais velho, talvez...). Mas não... porque até então eu só tinha 18 anos, e ainda deveria pertencer a idiotice geral, mas nessa época eu já tinha músicas, e já estava me mandando pra fora do Brasil, o que é outra estória que não vem ao caso neste texto.&amp;nbsp;O Empório se tornou um bar mais esculhambado, não menos Rock and Roll, porém buraco das patricinhas chatas e gostosas &amp;nbsp;e dos mauricinhos e "pleybas" de plantão da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era o início dos anos 90 e o fim do rock nacional, dos anos 80, do meu período escolar, e acho até que do próprio papagaio, provavelmente. Mas um bar que mudou tanto e tão pouco, com relação à sua fachada arquitetônica, tinha uma característica peculiar, assim como poucos e sempre famosos, bares da cidade: o seu garçom especial. Figuras míticas presentes em vários bares do Rio de Janeiro, muitas vezes assumíam mais importância que o próprio espaço, e se reservavam até o direito a uma certa arrogância súbita. O Empório tinha o seu, e se chamava, e ainda se chama (pra quem acredita que um nome nunca morre, nem uma pessoa) Vicente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vicente era o GARÇOM do Empório. Era a mística do lugar, a cara do lugar, o som do lugar, a imagem do lugar, com aquela sua barba de profeta-stones-metal, o Vicente era o "chefe" do lugar. Virou símbolo do lugar, e agora virou "amuleto" do lugar. Pois Vicente faleceu há pouquíssimo tempo, deixando órfãos os que o amavam, e os que o detestavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, pergunto eu: qual a razão deste texto-embromação só para falar da morte de um garçom importante de um barzinho "cult" da cidade? Tudo isto era apenas para falar sobre a vida após a morte. Pois que o tal do Vicente foi um garçom importante e carismático, não resta dúvida. Mas apenas um garçom... nunca foi sócio, e aposto que nunca recebeu mais do que um salário de garçom, pelo que imagino... apesar da fama que tinha, e do sucesso do bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois que súbitamente, mas não sem aviso, o cara morre e de repente vai virar SÍMBOLO real da casa. Pois o Empório vai passar a se chamar "Empório Vincent"! E vai ostentar logotipo com o semblante do sujeito. Que honra....me dá vontade de chorar até. Até porque (e me perdoem os donos se eu estiver equivocado) o tal do Vincent não recebeu nem um tostão por isso, e provavelmente não receberá visto que está "dead". Ninguém nem deve ter perguntado a ele das intenções e transformá-lo no símbolo econômico, de um estabelecimento capitalista. Até porque duvido que alguém tenha tido a coragem de chegar para um bom sujeito, trabalhador, morrendo de câncer no fígado, dizendo as palavras: "Vicente, já que você vai morrer mesmo, que tal a gente usar seu nome (disfarçado jurídicamente de Vincent, claro!) e seu rostinho pra promover o bar que continará vivo?" Sacanagem, né? Quem tem culhão pra propor isso sem oferecer nada, pelo menos à família do doente? (Peço perdão de novo, caso isso tenha acontecido de maneira outra e justa.) Mas duvido, e me parece muito injusto que se aproveitem de quem nada pode mais reclamar. Tenho certeza de que o "Vincent" se sentiria honrado (ou talvez não?) com tamanha "vida" após a morte, porém muito chateado de não ter sido homenageado em vida mesmo. Principalmente com algum dinheirinho a mais, um numerariozinho a mais no contra-cheque, que com certeza não ia fazer falta para um garçom. Alguém perguntou a ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra não me ater apenas a este caso há outros famosos. Como por exemplo quando eu, embasbacado, assisti num show no Canecão, uma Zélia Duncan interpretar de sopetão, e anunciando, sua grande e feliz parceira, numa música composta entre ela e o centenário compositor pioneiro da música carioca - Guerra-Peixe. Música de Guerra-Peixe e letra da grande Zélia Duncan! (Ou não seria o contrário?) Porra! (Desculpem, mas só dá pra expressar isso com palavrão mesmo.) Alguém! Repito... Alguém perguntou ao Guerrinha se ele autorizava a Zélia a enfiar uma letra (boa ou não, que importância tem...?) na música dele? Alguém perguntou ao Guerra se ele gostava da Zélia? Seria impossível; não foram nem contemporâneos... Talvez a família tenha autorizado. Mas eu juro, que se no dia em que eu morrer, uma filha, ou neta ou raio-que-o-parta da minha futura família autorizar o uso da minha música Pintura (que eu adoro!) num comercial de Havaianas, eu vou puxar o pé de todo mundo durante a eternidade. Acho isso um desrespeito com o morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso aconteceu até com o John Lennon, que depois de assassinado teve uma música usada pra vender tênis Nike. A Nike é uma empresa que tem como política utilizar mão-de-obra semi escrava de países fodidos do oriente, e revendê-los a peso de ouro nos países onde existem povos mais endinheirados. (Um tênis de plástico e nylon a 500 reais!!!, &amp;nbsp;pra mim isso é peso de ouro sim.) Vocês, leitores amigos, que têm algum conhecimento das idéias do falecido John Lennon, acham mesmo que ele autorizaria tamanha audácia em vida? Bom... a Yoko autorizou, ou o editor da música, a gravadora, sei lá quem....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior dos casos: Igreja Católica Apostólica Romana. O Vincent deles, Jesus, morreu sem nem imaginar tamanha propaganda que faríam de seu nome durante mais de 2000 anos, sem falar na imensidão de dinheiro e terras e poder que isso gerou, dos quais ele não usufruiu nem uma vírgula. Com todo respeito a quem acredita em Jesus como Salvador, Messias, Profeta, etc. Não importa, né? Se você acha que ele é Deus então tudo bem, ele tá sabendo o que está acontecendo. Não parece muito feliz.... mas está sabendo. Agora... se você pertence a outra religião e acha que ele não teve nem idéia da amplitude que seu nome gerou e que o próprio nome recebeu, é uma tremenda de uma sacanagem com um morto. Quantos não enriqueceram se utilizando de uma pessoa que não está nem mais entre nós. Quantos não assumiram poderes inconcebíveis em nome de um personagem que se foi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você? Já pensou em você? Quando você morrer, (e isso é certo que vai acontecer, infelizmente...) o que vão fazer com VOCÊ? Você pode morrer e de repente virar o maior símbolo gay do universo sem nunca ter sido. Ou pode se transformar na maior marca de cerveja de todos os tempos sem nem ter experimentado um porrezinho da maldita latinha. Ou pode ser considerado o maior artista de sua época, e na verdade foi um merda &amp;nbsp;(nesse caso a coisa é bem legal). Mas considerando que em quaisquer das situações você não usufruirá de nada, não saberá de nada, não assistirá a nada, e que outros lucrarão sobre seu nome, dane-se tudo e todos , né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos considerar que existam realmente espíritos, e que possamos depois de mortos assistir a essa imensa orgia que fazem da gente. Impassíveis de tomar alguma providência maior que puxar pezinhos por aí, tudo isso é podre. Volto então ao caso do meu amigo Vincent, ops! Vicente.&amp;nbsp;O sujeito vivo é perigoso. Pois ao ser homenageado desta forma tão bela, de virar cartão-postal e letreiro, pode receber melhor oferta e se mandar. E aí a casa, ou religião, ou empreendimento qualquer cai, né?. Melhor esperar o vivo morrer mesmo. Daí a vida após a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fn2vzkuXJ3w/TmXC3FR4UvI/AAAAAAAABAk/OxGxI-ThUaw/s1600/KEEP+ON+ROCKING.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-fn2vzkuXJ3w/TmXC3FR4UvI/AAAAAAAABAk/OxGxI-ThUaw/s1600/KEEP+ON+ROCKING.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-6025821418616674259?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/6025821418616674259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=6025821418616674259&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6025821418616674259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6025821418616674259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/09/vida-apos-morte.html' title='Vida Após a Morte'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fn2vzkuXJ3w/TmXC3FR4UvI/AAAAAAAABAk/OxGxI-ThUaw/s72-c/KEEP+ON+ROCKING.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-1795756589934080008</id><published>2011-09-03T20:14:00.001-03:00</published><updated>2011-09-03T20:16:20.928-03:00</updated><title type='text'>Bailarina</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;Vi você surgir na noite branca&lt;br /&gt;As mechas de seda, o corpo de louça&lt;br /&gt;A luz das pupilas, as mãos vadias&lt;br /&gt;Serpenteando fugidias pelas vistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi você surgir na noite louca&lt;br /&gt;Alva bailarina do corpo de loura&lt;br /&gt;Enquanto, sentadas em sedas atentas&lt;br /&gt;Vistas serpenteavam fixas e tensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram-se de repente nuas&lt;br /&gt;E foi quando eu a vi rodopiar&lt;br /&gt;Do abismo do palco saltar&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Abrindo seus braços como num aceno&lt;br /&gt;E solta, tão solta, de repente arriscar&lt;br /&gt;Um salto para dentro do mar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wTpUyrr5Pi8/TmK00xJnokI/AAAAAAAABAg/dnBkN8GjjQE/s1600/b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-wTpUyrr5Pi8/TmK00xJnokI/AAAAAAAABAg/dnBkN8GjjQE/s320/b.jpg" width="130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-1795756589934080008?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/1795756589934080008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=1795756589934080008&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1795756589934080008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/1795756589934080008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/09/bailarina.html' title='Bailarina'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wTpUyrr5Pi8/TmK00xJnokI/AAAAAAAABAg/dnBkN8GjjQE/s72-c/b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-7887088676328804730</id><published>2011-08-31T06:02:00.001-03:00</published><updated>2011-08-31T06:18:36.122-03:00</updated><title type='text'>Amélia</title><content type='html'>"Amélia, abra as perninhas , meu amor. Papai só quer ver uma coisinha... Papai precisa disso, Amelinha. Seja uma boa menina e abra as perninhas. Anda Amélia, anda, abre as pernas, que sua mãe já tá vindo. Amélia, porra, abre as pernas, se sua mãe te vir assim vai te botar no 'buraco'!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia olhava pra dentro. Todos os meninos olhavam pra fora. Aliás, todo mundo olhava pra fora, pois este é o normal. Mas Amélia olhava apenas para dentro. "Amélia! Como se soletra "adjacente"? Amélia! Acorda! Em que planeta você vive,&amp;nbsp;Amélia?" E as crianças olhavam para fora, enquanto&amp;nbsp;Amélia olhava para baixo, mas na verdade&amp;nbsp;Amélia &amp;nbsp;olhava era para dentro. Em algum lugar dentro de si deveria haver alguma saída. Papai tava fora, Mamãe tava fora, e o buraco... Meu buraco era bem melhor do lado de dentro de mim mesma. "Amélia, mostra o buraquinho pro papai, vai? Só um pouquinho,&amp;nbsp;Amélia, antes que sua mãe volte do supermercado." "Você quer leite, não quer? Papai vai te dar leitinho,&amp;nbsp;Amélia. Papai te ama, você sabe disso..." "Acorda, menina! Vem aqui no quadro negro, vem soletrar "maluca". Isso aí, ma-lu-ca! E as crianças riam, e se refestelavam de prazer. "Amélia, o que deu em você? Não coma o giz, não! Tá maluca?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4sFAWQirmKk/Tl34PczoVHI/AAAAAAAAA_8/JiiXNxAWb8I/s1600/amelia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-4sFAWQirmKk/Tl34PczoVHI/AAAAAAAAA_8/JiiXNxAWb8I/s200/amelia.jpg" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia &amp;nbsp;estava apenas nervosa. Quando a pessoa está nervosa, faz qualquer coisa. Quando não há saída, há sempre uma calçada, uma sarjeta. Uma pessoa crescida nem sempre cresceu por dentro. Nosso crescimento depende de outros. "Amélia, você quer leitinho do papai? Pra ficar grande e forte tem que mamar o leitinho do papai,&amp;nbsp;Amélia! Sua mãe vai chegar e você não vai crescer, hein? Ai,&amp;nbsp;Amélia , sua danada, cuidado com a boquinha, tem que esticar, tem que esticar, tem que esticar, isso....isso..... "Ai,&amp;nbsp;Amélia, porque você é assim? Já é a quinta vez que te mandam para a diretoria falar comigo. Vou te recomendar à sua mãe um psicólogo para você. Suas notas são baixíssimas, seu rendimento social não existe!&amp;nbsp;Amélia, você olha para mim, por favor? Estou mandando, menina! Sou a diretora desta joça e vou fazer de você uma pessoa custe o que custar, nem que tenha que chamar sua mãe aqui pela milésima vez!"&amp;nbsp;Amélia olhava então para cima e pensava, e lembrava.... o buraco...o leite que fazia crescer... o papai...E rezava sem saber o que significava rezar. Tinha apenas sete anos de idade, mas rezava e pedia mamãe, mamãe....MAMÃE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amélia." Dizia a mãe. "Que sujeira é essa na boca? Eu já te falei pra não tomar leite às escondidas! Leite é caro pra caralho, porra, que merda! Cadê seu pai,&amp;nbsp;Amélia?"&amp;nbsp;Amélia não sabia, mas sabia onde ele estivera quinze minutos antes. Papai, leitinho, papai, leitinho...como dizer? "Mamãe... o papai fez isso comi...." "Amélia!!! Puta que o pariu! Cala essa boca que te encho de porrada!"&amp;nbsp;Amélia &amp;nbsp;calava, mas a porrada não, e depois ia pro 'buraco'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém nunca conseguiu descobrir o que era o "buraco". Nem a instituição psiquiátrica, nem ninguém. Na verdade apenas uma pessoa sabia. "É, meu querido, eu já disse a você, se você for para a esquerda não vá. To te dizendo, é um conselho que te dou, companheiro. Porque a direita é má, é buraco, você sabe, eu já lhe contei, camarada, mas se você contar eu te quebro todo."&amp;nbsp;Amélia levantava então da sua sarjeta na rua Raimundo Correia e andava a passos furiosos em direção ao café da esquina, em frente à banca de jornal, e gritava. "Eu sou o demônio! Eu sou o cabra-ruim! Vou fechar esse café! Vão todos para o buraco seus filhos de uma puta!" E continuava a gritar impropérios. O dono não ligava, pois sabia que as imprecações passavam de repente quando, sem mais nem menos,&amp;nbsp;Amélia &amp;nbsp;se acalmava. "Vem cá&amp;nbsp;Amélia, se acalme, sente-se aqui do meu lado. Eu prometo que não vou pela esquerda. Não vou cair no buraco que você caiu. Eu estou aqui e preciso de conselhos. Você é o demônio, não é? Então me dê um conselho,&amp;nbsp;Amélia."&amp;nbsp;Amélia , de novo se sentava no meio fio da sarjeta da rua e falava com o vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De noite&amp;nbsp;Amélia juntava num canto seus pertences: uma caixa de papelão bem grande, e uns trapos de feltro e flanela velha que usava para se cobrir. Se enfiava dentro da caixa de papelão com tudo junto. Não gostava de baratas. "Amélia, tem barata no 'buraco'? "É bom que tenha, viu? Assim você aprende a não gaguejar besteiras sobre o seu pai. Tomara que uma te engasgue, sua idiota."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hoje vamos fazer uma experiência usando baratas em laboratório. Vamos testar a reação que ocorre quando o casco do inseto entra em contato direto com a substância alcoólica. Há uma desintegração líquida do..."&amp;nbsp;Amélia chorava baixinho, olhava para baixo. Mas na verdade olhava cada vez mais para dentro. Era dentro de si que o mundo existia. Lá fora existia algo ruim, algo demoníaco, algo que não estava certo, não podia estar, Deus não deveria deixar estar assim, Deus não gostava dela. Por isso&amp;nbsp;Amélia &amp;nbsp;se sentia o que sentiam dela. "Eu sou o DEMÔNIO!" "Vou fechar esse café!" " Seus filhos da puta!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cadê seus pais,&amp;nbsp;Amélia...? Perguntava o ser mascarado que a encontrava nas noites de quarta-feira, encostado sempre no poste perto do local onde ela armava sua caminha de rua. "Sai daqui, seu coisa-ruim! Meus pais morreram faz tempo! Eu tenho muitos anos, você nem imagina." Nem&amp;nbsp;Amélia imaginava, mas já tinha sessenta anos. Quarenta e cinco de rua. "Amélia, o leitinho do "papi" tá acabando, sua mãe foi comprar fralda e está na rua (nunca mais voltou). Papai tá cansado, não tem mais tanto leitinho pra te alimentar.&amp;nbsp;Amélia, você vai ter que se esforçar,&amp;nbsp;Amélia.&amp;nbsp;Amélia! Sua cachorra, vem aqui, sua puta, sua puta, sua PUTA CRIANÇA!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amélia, quem te meteu nesta escola pública?" Você é tão feia que acho que vou te chamar pra sair, topa? "Amélia, isso aqui é um motel, querida. A gente vem aqui trepar. Você não vai dizer que depois de eu conseguir botar você, menor de idade, aqui, vai fazer cu doce né? Abre essa porra de perna. Vou te encher de leite, caralho!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu no rádio e não saiu na TV. O corte foi fundo, mas não matou.&amp;nbsp;Amélia &amp;nbsp;foi jogada num buraco com grades, ficou uns seis meses lá sem julgamento, depois a jogaram fora. Já não falava coisa com coisa desde muito tempo. "Amélia, vamos desovar você aqui na Grota. A jaula ta cheia e não cabe mais ninguém. Tu ta mais arrombada que peneira velha. Vamos fazer um 'favor' pra você, Amélia. Tu é feia e desgrenhada para caralho, mas buraco é buraco. Tá olhando pra baixo porquê, é pra tomar no cu mais facinho é? Vem cá Josemir, vamos juntar essa aí e jogar no mato."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia andou... andou...andou...e andou como pôde. Acabou chegando em copacabana. Primeiro dormiu na areia da praia, depois passou uns tempos na passagem que dá para o Bairro Peixoto até ser expulsa por uns pivetes que assaltavam, depois dormiu nuns bancos de praça, e um belo dia de sol, acabou adentrando pela Raimundo Correia, e ao passar por um prédio de grades negras viu sentado na sarjeta o seu futuro amigo conselheiro. "Amélia, ainda bem que você veio pela direita, esquerda não é legal." E assim conversaram e viram o tempo passar. E o tempo quando resolve passar passa mesmo. Sessenta anos! Sessenta anos de vida. "Vida coisa nenhuma! Seus filhos da puta! Eu tive mãe seus desgraçados! Eu sou o DEMÔNIO!!!!" E chutava as cadeiras do café e cuspia no chão sujo de copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GRVJgkZJ8Xo/Tl34a58nWxI/AAAAAAAABAA/xRIio-HBRiU/s1600/amelia2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-GRVJgkZJ8Xo/Tl34a58nWxI/AAAAAAAABAA/xRIio-HBRiU/s200/amelia2.jpg" width="182" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, sempre passava correndo, seguindo o meu caminho, e cada vez que eu passava por&amp;nbsp;Amélia não sabia o quê era&amp;nbsp;Amélia. Mas com pressa e sem saco, como ela nunca havia me pedido nem esmola, eu entrava no meu prédio e na minha vida de sempre. Mas os olhos de&amp;nbsp;Amélia &amp;nbsp;eram vazios, outras vezes encolerados. Não há nada mais vazio e perturbador que a cólera alheia. A nossa a gente nunca sente...Mas a alheia é vazia. É um olho cheio de pupila, um olho quase de vidro, pronto para quebrar, um olho que implora explodir, pra que quem sabe, a alma não escape, não saia correndo e leve a loucura embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia me olhava de uma forma esquisita, como que implorasse um contra-olhar, talvez de rendição ou de desafio. Mas eu passava ao largo. Sabia que era uma louca, e vestia o meu mais forte semblante, do tipo: "Nem chegue perto que to fervendo, sou pior que você, sai pra lá mulher". Tenho esse direito. Não quero amolação e não a conheçia. Porém me dava pena. Me dava um dó, e algumas vezes imaginei o que o meu anti-depressivo não faria por ela. Mas não faria nada....não para Amélia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sentia que ela ansiava por me chamar de demônio, ou por se proclamar demônio e me insultar até que seu 'amigo' mandasse parar. "Direita,&amp;nbsp;Amélia , esquerda nunca. Olha o 'buraco'..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia olhei para aquela pessoa, dei meia volta, peguei um &lt;i&gt;puff &lt;/i&gt;velho aqui de casa e levei para ela. Postei-me à sua frente, a olhei nos olhos endemoniados e disse: "É seu, toma". E deixei lá pra que ela dormisse melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de&amp;nbsp;Amélia &amp;nbsp;tornou-se um inferno. Mendigos tentavam roubar-lhe o pufe. Pessoas olhavam e se admiravam. Até o porteiro tentou tirar o presente dela. "Amélia, dá a mãozinha,&amp;nbsp;Amélia, papai vai te dar um brinquedo, você vai adorar..." "Amelinha, mamãe chegou e quer ter uma conversinha com você, senta aqui na almofada comigo, me explica porque na escola tão dizendo que você só olha pra baixo? Tá olhando pra cor da cadeira é, sua cachorra. Já pro 'buraco'!!!!!!!!" "Amélia, como se soletra 'pufe'? Não sabe? Vai levar uma coça da diretora, sua burra!" "AHAHAHAHAHAHAHAH!!!!!&amp;nbsp;Amélia tem bunda grande, parece almofada!&amp;nbsp;Amélia &amp;nbsp;tem bunda grande parece almofada!!!!" "Aí, companheiro, é só encostar ela naquele montinho fofo e mandar ver, depois a gente desova ela aí e foda-se essa feiosa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a gente as vezes faz um mal sem saber, não é? Dia desses senti um cheiro de queimado. Bateu até bombeiro pra apagar o velho pufe solto em brasas na calçada. Era uma noite sem luar e&amp;nbsp;Amélia havia-se ido. Como um demônio, nunca mais ninguém a viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-YVIORXC1GFU/Tl34hJpeCWI/AAAAAAAABAE/x5_IjUf11CM/s1600/amelia1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-YVIORXC1GFU/Tl34hJpeCWI/AAAAAAAABAE/x5_IjUf11CM/s1600/amelia1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/omiUBnbX22E/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/omiUBnbX22E&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/omiUBnbX22E&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-7887088676328804730?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/7887088676328804730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=7887088676328804730&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7887088676328804730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/7887088676328804730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/08/amelia.html' title='Amélia'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4sFAWQirmKk/Tl34PczoVHI/AAAAAAAAA_8/JiiXNxAWb8I/s72-c/amelia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-3589443280175489358</id><published>2011-08-27T04:34:00.003-03:00</published><updated>2011-08-27T05:00:01.577-03:00</updated><title type='text'>A Chave do Entendimento</title><content type='html'>Minha vida é difícil sem ser. Quando penso que trilho um labirinto, na verdade vejo que eu mesmo sou o próprio labirinto. Algo... Algo que não sei definir trilha em mim. Existe algo em mim que busca algo que eu não sei o que é. Talvez essa coisa saiba onde quer chegar e não me avise. Talvez essa coisa me engane. Só sei que não a controlo, e que ela está fugindo. Corre desesperada batendo em paredes, chutando tetos, indo de encontro a saídas que levam mais pra dentro ainda do labirinto indefinido até por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TAfYD-qz5PA/TlidtoKtgEI/AAAAAAAAA_0/EMb70vk2Lp4/s1600/labirinto.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" qaa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-TAfYD-qz5PA/TlidtoKtgEI/AAAAAAAAA_0/EMb70vk2Lp4/s200/labirinto.bmp" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Dentro deste labirinto reside o meu coração. Que bem no meio deve sofrer com as pressões externas muito mais que qualquer outro órgão. O coração é&amp;nbsp;às vezes uma donzela em perigo, ou um minotauro devorador. Este ser vermelho de vergonha, às vezes de raiva é sempre ousado. Insiste em bater apesar do tempo que bate contra. Com certeza é prisão, onde antigos amores e novos destinos se acomodam quase sem espaço para respirar. E haja remédio contra o colesterol pra que ele não entupa de resíduos plásticos, ainda por cima isto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a tarefa do "algo" que perambula, às vezes corre, às vezes&amp;nbsp;anda nebulosamente pelo labirinto que sou, seja atingir o coração. Só sei que às vezes esta coisa inumana senta am algum cantinho escuro e berra. Berra tão alto que não há voz capaz de reproduzir. Nem há ouvidos capazes de captar. Apenas os felinos, com seus olhos de luz, torcem os pescocinhos conspiradamente, e ouvem. Às vezes esse "ser" deita, olha para o teto falso deste labirinto que sou e chora. Chora baixinho porque sabe que nunca, nunca vai se livrar dele, e que quando atingir o coração será enviado de novo para qualquer lugar do meu corpo, e que dará voltas e voltas macias, porém dolorosas - a dorzinha da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso vai durar como uma missão de reconhecimento dentro de um mar. Onde algo procura o Tesouro. Tesouro afundado numa cratera, escondido num cubículo de algum galeão espanhol, sob altíssima pressão, e que todos têm a certeza de que nunca será encontrado, ou melhor, talvez, desvendado, pois quem sabe se existe mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monstro do Loch Ness reside em nós. O Pé-Grande habita em nós. O Bicho-Papão está preso em nosso labirinto e não consegue sair. E não há janela, não há&amp;nbsp;portícula, não há buraquinho de esperança. O que nos move é o monstro que reside em nós. O que nos faz andar todo dia é algo que nos habita e que tenta escapar de algua forma impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando este algo acredita na saída, aí existe esperança de se ir até a esquina comprar flores. Quando este "ser qualquer" sabe que seu destino é uma eterna prisão, não se vai nem até o interruptor de luz do quarto escuro em que se tenta acordar, e não se consegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no fim, só a morte salva a vida. Vida que nos encurrala e nos transforma no labirinto que não queremos ser. Afinal, não estamos procurando nada. Há algo que procura dentro de nós. Como uma bactéria benéfica ou não, depende de vários fatores. E isso me entristece porque sinto que não tenho como ajudar, pois sou labirinto,&amp;nbsp;mas não possuo a resolução de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez esta coisa seja Deus. Talvez Deus esteja preso dentro de nós, e não o contrário. Rezo pra que não. Pois tudo que sei é que nada entendo, nada vejo, apenas sinto pontadas na alma. Pontadas de alguém que tenta sair para me dizer a verdade. A verdade que nunca será revelada enquanto eu tiver cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me sinto triste por tentar tanto atravessar labirintos de outras pessoas e não suceder. Me sinto triste pela confusão que não posso resolver, e que se volta cada vez mais contra mim. Me sinto triste por que sinto, também, eu ser "algo" buscando saída pelo labirinto de outrém. Visto que isto é impossível sem um consentimento real, e quem sabe a chave dourada do entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FEki9Qe3xPs/Tlid3ZikiDI/AAAAAAAAA_4/y2FqTcwMbyY/s1600/labirinto1q.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" qaa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-FEki9Qe3xPs/Tlid3ZikiDI/AAAAAAAAA_4/y2FqTcwMbyY/s320/labirinto1q.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-3589443280175489358?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/3589443280175489358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=3589443280175489358&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/3589443280175489358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/3589443280175489358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/08/chave-do-entendimento.html' title='A Chave do Entendimento'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-NhrrPYYPhx4/Tq3NolXibEI/AAAAAAAABEk/lOJhOIOE9ec/s220/solidao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TAfYD-qz5PA/TlidtoKtgEI/AAAAAAAAA_0/EMb70vk2Lp4/s72-c/labirinto.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1073782735896219102.post-6881140368761643242</id><published>2011-08-15T03:25:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T04:14:48.909-03:00</updated><title type='text'>Viadutos</title><content type='html'>Existe no Rio de Janeiro, mais precisamente no bairro da Barra da Tijuca um lugar chamado Praia dos Amores.&amp;nbsp;Era uma praia. Que devia ser linda, pois pequena e quase na entrada do Canal de Marapendi, seus encontros de águas só podíam remeter mesmo aos amores e seus encontros. Um belo dia contruíram uma ponte, um viaduto enorme bem em cima dela e assim ela foi esquecida. Já não é mais uma praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O&amp;nbsp;Rio Comprido&amp;nbsp;era um bairro que descia como um vale vindo de Santa Teresa e que&amp;nbsp;virava Tijuca. Parte nobre do Rio de Janeiro há pelo menos uns 200 anos,&amp;nbsp;o seu Rio Comprido virou um viaduto construído na década de 70, e que infelizmente ainda fez o favor de desmoronar na cabeça das pessoas&amp;nbsp;logo após a contrução.&amp;nbsp;O Rio Comprido tornou-se então um viaduto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Museu,&amp;nbsp;a orla do centro da cidade, seus quiosques aristocráticos de uma época de Império,&amp;nbsp;são passagem incólume, porém ao mesmo tempo imperceptível ao sujeito ignorante, ao turista, e ao distraído. Suas margens devidamente aterradas deram lugar a um viaduto da Perimetral, que destruiu socialmente a região, em função de fazer o trafego fluir mais rápido na cidade. E não "existem" mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando morei nos EUA, morei na cidade dos Anjos, e tenho certeza que todos os "angeles" se perdem num tecido emaranhado de pontes e viadutos que levam a todos os lugares. Tudo que leva a todos os lugares na verdade leva a lugar nenhum. E percorrendo a cidade enorme, com um olhar prescrutador, pode-se perceber cantos de beleza natural encobertos por "freeways" e "higways" que balançam tanto quanto os terremotos diários da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porque será que estou falando de pontes e viadutos?&amp;nbsp;O que eu quero dizer é: voltando ao início, à Praia dos Amores, penso, quantos amores não foram encobertos por viadutos construídos pra que nós pudessemos de fato nos locomover, nos encontrar? E então penso que são tantos os viadutos desta vida que tenho a certeza de ser cada vez mais difícil alguém chegar a algum lugar. E que talvez se não houvessem contruído um minhocão em cima de um lugar tão perfeito como a Praia dos Amores, a vida seria mais ágil até. Pois, de que vale um viaduto que nos leva pra qualquer lugar quando existe uma Praia dos Amores pra te levar a lugar algum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que amei tanto em minha vida. Parece que a cada amor florecido construíram-se viadutos por cima, interrompendo assim a visão das minhas Praias, dos meus quiosques, dos meus museus de felicidade. E que exerceram a função de destruir os meus lugares de sonhos, apenas para que eu chegasse mais rápido a algum outro lugar que não existe dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas mulheres praia-dos-amores vieram seguidas de viadutos que me roubaram a visão e adulteraram a natureza do que eram? Tanto que talvez nem fossem. O próprio facebook não é nada mais do que um viaduto, onde pessoas acreditam chegar mais rápido em lugares onde elas já estão há muito tempo. Há séculos. Bastava estender a esteira de palhinha da minha juventude por cima da areia, e esperar o encontro das águas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Mbw-A4ChjtM/Tki7vNSt8zI/AAAAAAAAA_w/6fpZQE8LvmY/s1600/transito-japao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" naa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Mbw-A4ChjtM/Tki7vNSt8zI/AAAAAAAAA_w/6fpZQE8LvmY/s320/transito-japao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1073782735896219102-6881140368761643242?l=desentupidorcultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/feeds/6881140368761643242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1073782735896219102&amp;postID=6881140368761643242&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6881140368761643242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1073782735896219102/posts/default/6881140368761643242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desentupidorcultural.blogspot.com/2011/08/viadutos.html' title='Viadutos'/><author><name>Alan Sommer</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:imag
